sábado, 27 de maio de 2017

HOMENS E VULTOS DE SOBRAL 1841 – 1941



HOMENS E VULTOS
DE SOBRAL
1841 – 1941

A

Dr. Abelardo Marinho de Andrade –Filho do Dr. João Marinho de Andrade e D. Maria Carolina de Sabóia, nasceu em Sobral.
No “Cearenses no Rio” de João Alves de Albuquerque , lê-se o seguinte: “Abalizado técnico da Saúde Pública no Distrito Federal; deputado constituinte, o Doutor Abelardo Marinho se houve com muito critério e muita atividade, na Câmara Federal.
Eleito duplamente para a primeira câmara da República, pelo povo do Ceará, como representante político e, como classista, no Rio, pelos representantes das profissões liberais, o ilustre cearense continuou brilhantemente as tradições que deixara no seio da constituinte.
Membro da comissão permanente da Saúde Pública e de várias comissões especiais, o deputado Marinho de Andrade multiplicava sua atividade, cercado da consideração de seus pares, graças à sua galhardia sempre vitoriosa, de argumentador parlamentar, nos entrechoques atordoantes do plenário.
Dissolução do Congresso restituiu-o à profissão em que se fez invejável reputação”.
É presidente do Sindicato Médico do Rio.

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Acácio Alcântara – Maestro – Filho do maestro José Pedro de Alcântara e D. Maria José de Alcântara, falecidos, nasceu a 7 de setembro de 1899 em Sobral.
Fez os estudos primários com o professor Francisco Frota e estudou música com seu pai, maestro José Pedro.
É exímio pianista e violonista e toca perfeitamente bandolim; é regente do “Jazz Band Alcântara” e organista da Sé de Sobral.
Compositor inspirado, tem entre outras as seguintes composições: - “Sorrindo nos teus braços”, fox-trot, impresso em São Paulo e oferecido a José Aprígio Nogueira; “Amarela”, valsa, oferecida a A. Moura; “Helena”, valsa; ‘Maravilhosa”, fox-trot; “Impressão”, fox-trot; “Ilha da Saudade”; fox-trot; “Está Roendo”, marcha; “Beijo de Mãe”, tango argentino; “Noite de Amor”, samba; “Lúcila”, samba; “Nunca Mais”, samba e diversas músicas para o “Grupo Cênico Sobralense” de que é diretor musical, e as seguintes músicas sacras: “Venit”, “Regina Coeli”, “Ladainha”, 2 “Tamtum Ergo”, 3 “Salutaris”, 2 “Ave-Maria” e “Hino a D. José”.
É irmão do Dr. Tancredo Halley Alcântara, bacharel em Direito.

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Dr. Acácio de Aragão Pinto –Médico – filho de Guilhermino Augusto de Souza Pinto e D. Amália de Aragão Pinto, nasceu em Sobral a 2 de agosto de 1888.
São seus avós paternos: Joaquim Alves de Souza e Silva,, farmacêutico, natural de São Cosmo em Portugal e D. Maria Emília Ferreira Pinto, portuguesa e avós maternos: Manoel Cornélio Ximenes de Aragão e D. Francisca Sabóia Ximenes de Aragão.
Fez os estudos primários em Sobral com Joaquim de Andrade Pessoa e completou os estudos preparatórios em Portugal.
Bacharelou-se em Direito na Universidade do Rio de Janeiro e é Juiz de Direito em Barra Mansa no Estado do Rio.
É irmão do Dr. Genserico Aragão Pinto.

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Dr. Adalberto Rodrigues de Albuquerque – Médico – Filho do Coronel José Gomes Rodrigues de Albuquerque e D. Antônia Frederica Rodrigues de Albuquerque, nasceu em Sobral a 19 de novembro de 1900.
São seus avós paternos: José Gomes Rodrigues de Albuquerque e D. Maria Alves da Fonseca Rodrigues de Albuquerque e maternos o coronel José Frederico Carneiro de Andrade e D. Francisca Rodrigues de Andrade.
Fez os estudos primários em sua terra natal e o curso de humanidades no Colégio Cearense de Fortaleza.
Doutorou-se em Medicina pela Universidade do Rio de Janeiro e fez curso de especialidade em moléstias de senhoras.
Foi auxiliar no Hospital de Niterói, no Estado do Rio, e no Ceará tem clinicado em Fortaleza, Russas, Aurora e União.
Atualmente exerce as funções de médico da Estrada de Ferro de Baturité, com residência em Fortaleza, por título assinado pelo Interventor Federal, Dr. Francisco de Menezes Pimentel.
É irmão do Dr. Odorico Rodrigues de Albuquerque, engenheiro civil e da benemérita educadora D. Maria Jesuína Rodrigues de Albuquerque.

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Dr. Agenor Gomes da Frota – Médico – Filho do Dr. Joaquim Ribeiro da Frota, falecido, e D. Maria Agenora Gomes da Frota, nasceu em Sobral a 14 de maio de 1913.
Neto paterno do Desembargador José Gomes da Frota e D. Premiliana Ribeiro da Silva Frota e neto materno do Dr. Vicente Cesário Ferreira Gomes e D. Maria Sancha Ferreira Gomes.
Fez os estudos primários no Colégio de Nossa Senhora da Assunção em Sobral e Colégio Cearense em Fortaleza, e concluiu o curso de preparatórios no Colégio Militar do Ceará.
Matriculou-se na Faculdade de Medicina da Bahia e colou grau de médico em 1939 nessa Faculdade, sendo diretor Dr. Edgar Santos.
Foi auxiliar no Hospital de Santa Isabel de Clínicas Oftalmológica e Otorrinolaringológica e interno e efetivo da Escola naquela e honorário nesta.
No Hospital de Santa Isabel na Bahia, fez o curso especializado de Oftalmo-Otorrinolaringologia.
Clinicou em Sobral.
É irmão do Dr. José Gomes da Frota, médico. Faleceu em Sobral a 4 de março de 1941.
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Dr. Alberto Magno da Rocha – Filho do tenente-coronel Mariano Cavalcante Rocha e D. Teresa de Holanda Cavalcante, nasceu em Aracati-assu, a 15 de novembro de 1864.
Foram seus avós: Bernardino José da Rocha, paterno e Armando de Holanda Cavalcante, materno.
Pela Faculdade de Direito de Recife bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais a 11 de julho de 1892.
Foi juiz substituto de Quixeramobim e Granja, juiz de Direito de Granja e lente substituto da Academia do Ceará.
Escreveu com Miguel Tinoco as “Revoltas Literárias”, livro de contos e os “Traços Biográficos” do Dr. José Maria da Trindade publicados no “Jornal de Recife” e “Jornal do Comércio”, da Capital Federal.
Faleceu em Fortaleza a 14 de junho 1913.
E seu filho Dr. Avelar Rocha.

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Coronel Alcebíades Dracon Barreto – Oficial do Exército – Filho de Aristides Barreto e D. Rita Ferreira Barreto, nasceu em Sobral a 21 de novembro de 1881.
Fez os estudos primários em Sobral com o professor Vicente Arruda. Verificou praça em 30 de março de 1990, com 19 anos de idade.
Foi declarado aspirante a 14 de fevereiro de 1908. Promovido a 2º tenente a 28 e outubro, por antiguidade a 23 de agosto de 1909. 1º tenente a 14 de novembro de 1917, por estudo. Capitão a 9 de setembro de 1921, por estudo. Major a 18 de outubro de 1928, por merecimento. Tenente coronel a 17 de dezembro de 1931, por merecimento. Coronel a 19 de outubro de 1933, por merecimento. Tem os cursos gerais do regulamento de 1898 e de aperfeiçoamento de 1920. T.D.; R. S. P. – 12 de julho a 1º de agosto de 1924; 10 de dezembro de 1925 a 25 de abril de 1926 e 1 de agosto a 3 de outubro de 1932. Conta 40 anos de tempo de serviço.
Tem exercício as mais importantes comissões de caráter militar. Foi diretor do Colégio Militar do Ceará, e hoje ocupa o elevado e honroso posto de presidente do Departamento Administrativo do Estado.
E irmão do major doutor Adalberto Barreto.

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Alfredo Cláudio Rangel – Farmacêutico filho de Antônio Rangel do Nascimento, criador e D. Rita Gomes do Nascimento, nasceu em Sobral a 17 de dezembro de 1865.
Foram seus avós paternos Manoel José do Nascimento e D. Rita Coelho Parente e maternos Antônio Gomes Coelho e D. Ana Portela do Nascimento.
Em Fortaleza em 1884 iniciou os estudos preparatórios, continuo-os depois da Bahia.
Matriculou-se em 1887 na Escola de Farmácia de Ouro Preto, no Estado de Minas, onde diplomou-se em 1889.
Regressou a Sobral em 1890 e em 1891 abriu na cidade do Ipu um estabelecimento de farmácia, indo meses após para o Rio de Janeiro onde demorou-se até 1894, quando foi nomeado farmacêutico da Revolução de Porto Alegre, dirigido por Silveira Martins, em 1894.
Depois da revolução esteve no Hospital de Rivera, no Uruguai, em Sant’Ana, fronteira uruguaia com o Brasil.
No Uruguai demorou-se até 1900, quando regressando a Sobral, onde esteve estabelecido com farmácia, durante 40 anos.
É irmão do farmacêutico Antônio Onofre Rangel.

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Dr. Alfredo Tácito da Rocha Pagé – Nasceu em Sobral. Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de Recife em 1893.
Foi seu colega de turma o bacharel Joaquim Frota e Vasconcelos, sobralense.

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Alfredo Marinho de Andrade – Farmacêutico, filho de Manoel Marinho Lopes de Andrade e D. Maria Carolina da Silva, nasceu em Sobral a 2 de março de 1847.
Foram seus avós maternos: Custódio José Correia e Carolina Sabóia Silva.
Fez estudos primários em Sobral e o curso de preparatórios na cidade de São Salvador, na Bahia.
Matriculou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde foi graduado com o título de farmacêutico a 6 de abril de 1872, sendo diretor da Faculdade Doutor Francisco Ferreira Silva.
Casou-se em Sobral a 8 de novembro de 1879 com D. Belarmina Gondim, filha do Capitão Francisco Manoel de Oliveira Gondim e D. Tereza Gomes. Neta paterna de José Bernardino de Oliveira Gondim e D. Belarmina Caetano de Souza e materna de Antônio Gomes Coelho e D. Rita Coelho.
Deste consórcio teve quatorze filhos dos quais sobrevivem: Dr. Manoel Marinho de Andrade, médico, residente em Sobral, casado com D. Jeminiana Pinho Pessoa de Andrade; Alfredo Marinho de Andrade, funcionário da Estrada de Ferro de Sobral, residente em Camocim; D. Consuela Andrade Correia, casada com Constantino Correia, residente em Parnaíba; D. Carmen Andrade Coelho, viúva de Ananias Coelho; D. Belarmina Andrade Sabóia, viúva do Dr. Eugênio Marinho Sabóia, Dolores, Dulce e Joselina Marinho de Andrade, residentes em Sobral.
Manteve sua farmácia à Praça Barão do Rio Branco, durante quarenta e sete anos. Foi eleito vereador da Câmara Municipal por maioria de votos a 18 de janeiro de 1894; tendo passado a presidente da mesma a 1º de fevereiro do mesmo ano. Ocupou o cargo de Intendente Municipal por unanimidade de votos de 3 de junho de 1895 a 7 de junho de 1902. Em sua gestão foi o primeiro a instalar a iluminação à querosene em postes de madeira nas ruas e praças da cidade.
Foi o primeiro Intendente Municipal.
Faleceu a 6 de março de 1920.

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Dr. Alfredo Severino Braga Duarte – Filho de Vicente Severino Duarte e D. Luísa Libânia Duarte, nasceu em Sobral a 29 de novembro de 1860.
Foram seus avós maternos: Cel. Francisco Fialho Braga, cavalheiro da Ordem de Cristo e D. Francisca Fialho Braga.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Recife a 20 de novembro de 1883.
Foi promotor público de Canindé, Sant’Ana e Pacatuba, Juiz Municipal de Sobral, Juiz de Direito de Campo Grande e Iguatu, e considerado em disponibilidade em 1902, na orientação política do Marechal Floriano Peixoto.
Exerceu por anos o cargo de Diretor e Secretário da Associação Comercial do Ceará.
Faleceu em Fortaleza a 3 de julho de 1908.

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Cap. Almir Barreto Araújo – Oficial do Exército, filho de Francisco das Chagas Araújo e D. Alzira Barreto Araújo, nasceu em Sobral a 21 de junho de 1907.
É neto do lado paterno de Domingos Rodrigues Araújo e D. Jacinta Moreira Araújo e materno de Aristides Barreto e D. Rita Ferreira Barreto.
Fez os estudos primários em Sobral e o curso de preparatórios em quatro anos em Fortaleza.
Matriculou-se na Escola do Realengo no Rio a 1º de abril de 1926.
No “Almanaque do Ministério da Guerra para o ano de 1940”, lê-se as seguintes datas de suas promoções: Aspirante a 21 de janeiro de 1930, 2º tenente a 24 de julho de 1930.
1º Tenente a 13 de agosto de 1931. Capitão a 3 de maio de 1937. Tem o Curso de Infantaria pelo regulamento de 1929. Conta tempo dobrado na Revolução de São Paulo de 11 de julho a 13 de outubro 1932. Tempo de serviço 13 anos, no 22º B.C.
Tem servido nas guamições de Fortaleza e João Pessoa.
São seus irmãos: Padre Domingos Araújo, Cura da Sé de Sobral, Dr. Aristides Barreto Neto, engenheiro civil, Dr. José Barreto Araújo, bacharel e Dr. Alzir Barreto Araújo, engenheiro agrônomo.

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Álvaro Otoni do Amaral – Bacharel, filho do Cel. Antônio Regino do Amaral e D. Teresa Cândida Mendes do Amaral.
Iniciara os estudos preparatórios no Liceu de Fortaleza e completara no Ginásio Pernambuco, havendo recebido o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais na Faculdade de Direito de Recife em 1897.
Redigiu com outros “A Cidade” a “A Evolução” em Recife e depois em Sobral, onde residia e fundou “A Cidade”.
Nomeado Promotor Público de Fortaleza em 1904, ai fundou e redigiu “A Capital”.
Faleceu em Sobral a 23 de dezembro de 1907.

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Dr. Antônio Adolfo Coelho de Arruda – Filho do Professor Vicente de Arruda e D. Guilhermina Coelho de Arruda, nasceu em Sobral a 28 de fevereiro de 1862.
Feitos os estudos primários na terra de seu berço sob a direção de seu pai, e em Fortaleza, matriculou-se na Faculdade de Direito de Recife pela qual se bacharelou a 16 de outubro de 1885.
Regressando ao Ceará foi nomeado Promotor Público de São Benedito e Sobral, Juiz substituto de Quixadá, Baturité e São Benedito, e Juiz de Direito de São Benedito.
Organizada a Academia Livre do Ceará foi nomeado para reger a cadeira de Direito Civil, depois a de Direito Internacional, cargo que exerceu por muitos anos.
Foi também professor de História Universal no Liceu do Estado e redator-chefe d’”A República”, diário oficial de Fortaleza.
Era casado com D. Maria Gervesina Pompeu Arruda.
São seus irmãos: Dr. Vicente Ferreira de Arruda Filho, Dr. Raimundo Leopoldo Coelho de Arruda, Dr. Fransco Cícero Coelho de Arruda e Dr. Luiz Gonzaga Coelho de Arruda.
Faleceu em Fortaleza.

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Cônego Antônio de Castro e Silva – Da congregação do Oratório, da Casa Madre de Deus, de Pernambuco. Era filho do Capitão-Mor Antônio José da Silva Castro e D. Francisca Domingues de Castro e Silva nasceu em Sobral a 21 de dezembro de 1787.
Vítima do cólera, faleceu em Arroches, hoje Parangaba, a 13 de julho de 1862.

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Antônio Diogo de Siqueira – Nasceu em Aracati-assu, município de Sobral a 1º de setembro de 1864.
Rico e adiantado industrial de larga atuação na vida comercial e politica em Fortaleza, deixou o seu nome ligado a muitas obras de beneficência, notando-se entre elas o Leprosário de Canafístula, do qual foi fundador e o maior de seus benefeitores.
Faleceu em Fortaleza a 24 de junho de 1932.

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Antônio Domingues da Silva – Médico, filho do Capitão Joaquim Domingues da Silva e D. Florêncio Maria de Jesus, nasceu em Sobral a 25 de julho de 1817.
Fez os primeiros estudos na terra de seu berço, seguindo depois, para Olinda e dali para a França em 1835.
Em Paris obteve o grau de Bacharel em Letras a 8 de dezembro de 1837, e a 3 de novembro de 1843 o diploma de Doutor em Medicina pela Faculdade de Montpellier; e também Doutor em Medicina pela Academia, do Grão Ducado de Hesse a 31 de janeiro de 1843.
Regressando ao Ceará, foi inspetor de Saúde de Fortaleza, professor de Francês, tesoureiro da Alfândega e deputado provincial de 1852 a 1857.
Faleceu em Fortaleza a 12 de julho de 1876.
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Pe. Antônio Ferreira de Paula – Natural de Sobral ordenou-se em Olinda a 30 de novembro de 1871.

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Tenente Aniceto Cruz Santos – Oficial de Marinha – Filho do Dr. João da Silva Santos e D. Francisca Sabóia Cruz Santos, nasceu na cidade de Sobral.
São seus avós paternos José Santos e D. Lídia Santos e maternos Aniceto Cruz e D. Joaquina Sabóia de Albuquerque Cruz.
Concluídos os estudos primários e iniciados os de Humanidades em Sobral, seguiu para o Rio de Janeiro, onde matriculou-se na Escola Naval e concluiu com brilhantismo o curso de engenheiro naval.
Atualmente tem o posto de 1º Tenente da Marinha de Guerra e acha-se em comissão do Governo da República nos Estados Unidos da América.
É irmão do Tenente José Cruz Santos, oficial da Marinha de Guerra.

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Antenor Cavalcante – Jornalista – Filho do jornalista José Vicente França Cavalcante e D. Rosalina Maria Cavalcante, nasceu em Sobral.
São seus avós paternos o Cap. Vicente Cândido Cavalcante e D. Rosalina Filadelfa de França e maternos Trajano José Cavalcante e D. Rosalina Maria Cavalcante.
Foi redator de “A Ordem”, jornal fundado por seu pai em Sobral a 28 de setembro de 1887, cuja direção ele assumiu depois da morte de seu progenitor em 1898, até 1903, quando seguiu para Belém do Pará.
Atualmente é redator de “A Folha do Norte”, grande diário da imprensa daquela Capital.

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Dr. Antônio Elisio de Holanda Cavalcante – Magistrado. Filho do Major João Antônio de Holanda Cavalcante e D. Maria Sancha Cavalcante, nasceu em Sobral.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife.
Foi Juiz de Direito de Granja e outras comarcas no Ceará.
Faleceu em Granja em 1902.
É irmão do Desembargador João Firmino de Holanda Cavalcante.

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Dr. Antônio Adeodato Mont’Alverne – Engenheiro civil. Filho de Clóvis Mont’Alverne e D. Suzete Adeodato Mont’Alverne, nasceu em Sobral.
Formou-se pela Escola Politécnica da Bahia, colando o grau de engenheiro civil a 11 de dezembro de 1940.
São os seus avós paternos, o Cel. Antônio Mont’Alverne e D. Maria Bessa Alverne e maternos Vicente Adeodato Carneiro e D. Francisca Nogueira Adeodato.

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Pe. Antônio Alves de Carvalho – Filho de Antônio Alves de Carvalho e D. Francisca de Menezes Carvalho, nasceu em Sobral.
Dedicado à vida comercial, casou-se em Sobral, com D. Tereza Soares de Carvalho, que faleceu em Fortaleza em 1920.
Viúvo, resolveu abraçar o estado clerical. Recebeu a primeira tonsura a 6 de junho de 1925, o subdiaconato a 30 de novembro de 1926, e das mãos do Sr. Arcebispo D. Manoel da Silva Gomes, a ordem do presbiterato em 1928 em Fortaleza, onde faleceu no ano de 1937.
É irmão de José Gentil Alves de Carvalho, banqueiro, falecido em Poço de Caldas, Minas, a 11 de março de 1941 e sepultado em Fortaleza a 14 de março.

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Dr. Antônio Custódio de Azevedo – Médico. Natural de Fazenda Boa Vista, na Jaibara, município de Sobral, filho do Cel. Joaquim Custódio de Azevedo e D. Inácia Portela de Azevedo, nasceu a 12 de setembro de 1906.
Foram seus avós paternos, Custódio Zeferino Aguiar e D. Ursulina de Azevedo e maternos Capitão José Galdino Portela e D. Filomena Portela Aguiar.
Fez os estudos primários no Colégio São Luiz, de Pacoti, na serra de Baturité e o curso de preparatórios no Liceu do Ceará.
Em 4 de fevereiro de 1921 matriculou-se na Faculdade de Medicina na Bahia, onde colou grau em Ciências Médicas Cirúrgicas, sendo Diretor Dr. Edgard Rego dos Santos.
Foi auxiliar do Prof. S. Paulo no Hospital de Santa Izabel da Bahia, e tem o curso especializado de Medicina Cirúrgica.
É clínico da Santa Casa de Misericórdia de Sobral e médico da Saúde Pública, nomeado pelo Dr. Francisco de Menezes Pimentel, Interventor Federal do Estado.
Tem colaborado no “imparcial”, da Bahia“Correio da Semana”, de Sobral.
Casou-se na Bahia a 04 de outubro de 1937, com D. Doralice Menezes de Azevedo, filha do Cel. José Barreto de Menezes e D. Leonídia Torres de Menezes, neta paterna de Francisco Barreto de Menezes e D. Sinhá Barreto Menezes e materna do Cel. José Torres de Menezes e D. Francisca Torres Menezes.
Do consórcio tem dois filhos menores Benedito Doreland e Benedita Doralucia.

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Tenente-Coronel Antônio Enéas Pereira Mendes – Oficial da Guarda Nacional. Filho de Antônio Mendes Pereira de Vasconcelos e D. Maria Rosalina Mendes, nasceu em Sant’Ana, a 17 de agosto de 1856.
Foram seus avós paternos José Dutra e D. Angélica Mendes e maternos o Major Florêncio Ferreira da Ponte e D. Maria Ponte.
Aos doze anos seus pais se transportaram para Sobral, onde fixaram residência, e ai recebeu ele a primeira educação, fazendo estudos com os professores Emiliano Pessoa de Andrade e Vicente Arruda.
Comerciante e depois criador e agricultor, foi elemento de relevante prestígio na política.
Nomeado Juiz Federal, não aceitou, como nunca quis nenhum cargo. Fez parte por longos anos de Diretório do Partido Republicano Democrata; organizou o Partido de propaganda da candidatura do Cel. Franco Rabelo à Presidência do Estado e aclamado presidente do Diretório do Partido.
E Tenente-Coronel da Guarda Nacional, por patente assinada pelo Imperador D. Pedro II.
Casou-se em Sobral a 19 de outubro de 1882, com D. Regina Sabóia de Aragão Mendes, filha de Cornélio Ximenes de Aragão e D. Francisca Sabóia Ximenes de Aragão: neta paterna de Anacleto Ximenes de Aragão e D. Justa Maria da Glória e neta materna de Custódio Correia da Silva e D. Maria Sabóia e Silva.
Do enlace matrimonial houve os seguintes filhos: Alarico de Aragão Mendes, comerciante, casado com D. Orminda de Aragão Mendes; Antônio Enéas Pereira Mendes Filho comerciante, que foi casado com D. Hilda Frota Mendes; D. Cesalpina Gomes Parente, viúva do Cap. Diogo Gomes Parente ; D. Marieta Mendes Paula Pessoa, casada com Vitor de Paula Pessoa; Manoel Cornélio Ximenes de Aragão, casado com D. Joaquina Leite Mendes; D. Francisca Mendes Frota, casada com Francisco Potiguara da Frota, comerciante: D. Beatriz Mendes Caldas, casada com Izaias Caldas, telegrafista; Humberto de Aragão Mendes, casado com D. Maria Rios Mendes; e D. Regina Mendes Bezerra de Menezes, casada com João Bezerra de Menezes, coletor estadual em Campo Grande.

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Antônio Mont’Alverne – Capitalista. Filho de Gabriel Arcanjo de Aguiar e D. Constância Lira de Aguiar, nasceu no município de Sobral.
Comerciante de armazéns em grosso, possuidor de grandes capitais e elemento de relevante prestígio na política, laborou sempre nas fileiras do Partido Republicano Conservador.
Casou-se com D. Maria Elisa Mont’Alverne.
Do enlace houve os filhos: Alarico Alverne, casado com D. Edite Mendes Alverne; Antônio Mont’Alverne Filho, casado com D. Maria Marfisa Mont’Alverne; D. Abigail Alverne Ferreira Gomes, casada com Eurípedes Ferreira Gomes; Clóvis Alverne, casado com D. Suzete Adeodato; D. Marieta Alverne Coelho, casada com Osmar Coelho e D. Antonieta Mont’Alverne Rodrigues, casada com Henrique Rodrigues.

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Des. Antônio Firmo Figueira de Sabóia – Filho do Cel. José Sabóia do Aracati e D. Joaquina Ferreira de Melo, nasceu em Sobral a 14 de outubro de 1828.
Foram seus avós José Augerio e Maria Sabóia, do lado paterno e do lado materno Jerônimo José Figueira de Melo e D. Maria do Livramento Ferreira da Costa.
Fez os estudos primários e secundários em Recife, onde bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais na Academia de Pernambuco, a 26 de setembro de 1853.
Foi chefe de Polícia na Província de Santa Catarina e depois no Estado de Pernambuco, quando governador Barbosa Lima, e do Ceará e deputado provincial.
Entregando-se à magistratura, foi juiz de Direito de Príncipe Imperial, hoje Crateús, Sant’Ana do Acaraú, Tamboril, Aracati e Sobral e finalmente Desembargador da Relação de Fortaleza.
Casou-se com D. Maria do livramento Bandeira de Melo, filha do Cel. João Pedro da Cunha Bandeira de Melo e D. Francisca das Chagas Figueira de Melo; neta paterna de João Felipe da Cunha Bandeira de Melo, pernambucano e materna de Jerônimo José Figueira de Melo e D. Maria do Livramento Ferreira Costa.
São filhos do consórcio: Dr. João Pedro Figueira de Sabóia, solteiro, médico, residente em São Paulo; Dr. José Sabóia, engenheiro civil, residente no Rio de Janeiro; D. Maria Amélia Viriato de Sabóia, casada com o Dr. José Peregrino Viriato de Medeiros; D. Antônia Adélia Figueira de Sabóia, casada com José Viriato F. de Sabóia e D. Francisca Júlia de Sabóia, inupta.
São seus irmãos: Dr. Vicente Cândido, Visconde de Sabóia e Francisco de Paula Figueira de Sabóia, comerciante. Faleceu em 23 de janeiro de 1902.

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Antônio da Frota Gentil – Capitalista. Nasceu em Sobral a 9 de dezembro de 1887; é filho de José Gentil de Carvalho e D. Amélia Frota Gentil.
Casou-se em Fortaleza com D. Dagmar Gentil, atualmente sócia benemérita da Sociedade Beneficente de Assistência aos Lázaros.
É sócio capitalista do Banco Frota Gentil de Fortaleza e membro do Conselho Administrativo do Estado do Ceará.


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Dr. Antônio Francisco Rodrigues de Albuquerque – Médico. Filho de Henrique Rodrigues de Albuquerque, falecido e D. Maria Antonieta Rodrigues de Albuquerque, nasceu em Sobral a 18 de setembro de 1909.
Foram seus avós paternos José Gomes Rodrigues de Albuquerque e D. Francisca Lopes Rodrigues de Albuquerque e maternos Antônio Mont’Alverne e D. Maria Elisa Mont’Alverne.
Os estudos primários fez com o Prof. Luiz Felipe e o curso de preparatório em quatro anos no Colégio Cearense, em Fortaleza, onde matriculou-se em 1921.
Na Universidade do Rio de Janeiro, matriculou-se em 1926, doutorando-se em Medicina.
Foi auxiliar no Instituto Oswaldo Cruz, em Manguinhos e especializou-se neste Instituto em doenças tropicais e leprologia.
Foi professor de médicos no Curso de Leprologia no Instituto Oswaldo Cruz e tem publicado diversos trabalhos sobre a lepra e colabora na “Ordem”, de Sobral.
Atualmente exerce o cargo de Vice-Diretor da Delegacia Federal de Saúde do Ceará, desde 1938.
Casou no Rio a 15 de agosto de 1937, com D. Honorata Gardini Rodrigues, filha de Afonso Gardini e D. Ernestina Gardini, italianos.
É irmão do Tenente José Gomes Rodrigues de Albuquerque e do Tenente Henrique Rodrigues de Albuquerque Filho.

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Dr. Antônio Frutuoso Filho – Advogado. Nasceu na cidade Sobral, aos 12 dias do mês de julho do ano de 1890.  Seus pais são o cidadão Antônio Frutuoso da Frota e D. Maria de Lourdes C. Frota.
Foram seus avós paternos Lúcio Carneiro e D. Maria do Carmo da Anunciação; maternos José Silvestre Gomes Coelho e D. Izabel dos Santos Coelho.
Fez os estudos primários na terra natal, até o ano de 1914, quando com o fim de completá-los, seguiu para a cidade de Nova Friburgo, no Estado do Rio, onde se internou no Colégio Anchieta, dirigido por padres da Companhia de Jesus. Ai terminou, em 1918, o curso preparatório, sendo, então, condecorado com a medalha de ouro, prêmio “Padre Luiz Jábar”, instituído pelo Dr. Henrique Carneiro Leão Teixeira, para o mais distinto aluno da classe. Durante o quinquênio 1914-1918, foram sucessivamente dirigentes daquele estabelecimento de ensino os Padres Manoel Madureira, S. J. e Augustino Lombardi, S. J.
Regressou ao Ceará em 1919, matriculou-se na Faculdade de Direito do Estado, onde recebeu o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, em data de 8 de dezembro de 1928, ao tempo em que era diretor da aludida Escola Superior de Ensino o Dr. Tomaz Pompeu de Souza Brasil. Paraninfou o ato o Dr. Raimundo Leopoldo Coelho de Arruda.
Em polícia, era adepto do Partido Republicano Democrata, colocado sob a orientação do ilustre cearense Dr. Francisco de Paula Rodrigues.
Em data de 23 de junho de 1924 foi nomeado Promotor Público da comarca de Viçosa, pelo Presidente Ildefonso Albano, e em 12 de dezembro de 1928, nomeou-o para o cargo idêntico na comarca de Sobral, o Presidente Dr. José Carlos de Matos Peixoto. Ingressando na magistratura estadual, como Juiz Municipal do termo de Tamboril, por nomeação efetuada pelo Interventor Federal Capitão Roberto Carneiro de Mendonça a 11 de novembro de 1932. Na investidura do cargo judiciário, que durou apenas um biênio, teve de exercer, em caráter interino, as funções de Juiz de Direito da comarca, com sede em Crateús.
Quando, no ano de 1934, se cogitou da eleição para deputados à Assembleia Constituinte Estadual, seu nome foi instituído na Chapa da Liga Eleitoral Católica, por indicação de D. José Tupinambá da Frota, preclaro Bispo da Diocese de Sobral. Eleito deputado, fez parte da Mesa, como 2º Vice-Presidente, na Assembleia Constituinte e na legislatura ordinária, que se lhe seguiu, elegeu-se também membro da Secção Permanente da mesma Assembleia, funções em que permanece até a promulgação da Constituição de 10 de novembro de 1937, que desenvolveu o Parlamento Nacional e as Câmaras Legislativas do País.
É solteiro, advogado e reside em Sobral.
Eis o seu discurso pronunciado por ocasião da instalação da Assembleia Constituinte Estadual cearense, e extraído da “Gazeta de Notícias”, n° 2.448, de 28 de maio de 1935.
“Sr. Presidente:
Ao encetar, neste plenário, a missão que foi confiada pelo povo cearense, eu venho congratular-me com V. Excia. E todos os demais representantes deste povo laborioso e forte, pela restauração do regime democrático, com a instalação e funcionamento do Poder Legislativo, investido nas atribuições de Assembleia Constituinte.
O Estado do Ceará, parte integrante da União Brasileira, vencendo os óbices que se opunham ao reconhecimento da vontade expressa de suacidadania, pode, enfim, acompanhar esse empolgante movimento cívico-político, que agita a alma nacional, em prol da completa reconstitucionalização do País.
Delegados da Soberania política da coletividade que aqui nos enviou, cumpre-nos reorganizar e reconstituir o Estado, dentro das normas assinaladas na Carta Federal de 10 de julho de 1934, consolidando a liberdade do povo e fortalecendo os laços de solidariedade republicana.
A Constituição, que é a lei primordial do Estado, tem, por objetivo, regular o exercício normal de seu aparelhamento interno, assegurando o fomento de todas as atividades, individuais e sociais, quer na esfera administrativa ou na judiciária.
Código complementar das liberdades políticas de um povo, a moderna Constituição para se fazer admirada e aplaudida, há de se adotar dos princípios que regem a evolução plena dos fenômenos sociais, assegurando dentro dos limites de sua competência o desenvolvimento integral e completo da vida, em toda a sua intensidade, no âmbito do direito, da moral, da religião, das ciências e das artes, da indústria e do comércio.
Certo é que, na produção dos fenômenos sociais, preponderam três ordens de fatores: o elemento popular, esse vasto campo cultural, onde as ideias nascem, vivem e se multiplicam, de maneira desencontrada, sem sistematização ou método de qualquer espécie; os elementos de elite, que fazem, aí, a colheita dessas ideias e, depois de repudiá-las e retoca-las, à luz dos princípios científicos e teorias dominantes, dão-lhes forma expressiva, imprimindo-lhes a necessária consistência para resistirem aos embates da crítica; enfim, o elemento oficial que consolida a ideia em texto legiferado e incorpora ao patrimônio átrio da coletividade.
Daí, já tem alguém afirmado, que o legislador é antes um testemunho que o constata o progresso do que um obreiro que o realiza.
Ao influxo desse princípio evolutivo surgiram, medraram, floresceram e hoje constituem palpitante realidade o voto feminino, o voto secreto, a representação de classes, a organização sindical, e muitas outras inovações, símbolos das tendências liberais da nacionalidade, que a Constituição pátria reconhece a proclamada como lei orgânica que é da instituição social de direito.
Reveste-se da mais relevante importância, a missão da constituinte estadual, quando no caráter de órgão representativo do poder político do Estado, há de prover sobre seu alto funcionamento e a sua economia interna, difundir a instrução, promover a colonização, incentivar a produção utilizando-se, para isso, das prerrogativas não expressaste conferidas ao governo central e amparado, ao mesmo tempo, as liberdades básicas contra as arbitrariedades do poder público e restrições que lhes sejam impostas, até mesmo pelas câmaras legislativas, no exercício de atribuições ordinárias.
Seja a moderna Constituição a expressão autêntica dos mais lídimos anseios de paz e felicidade ao povo cearense, a reafirmação pujante do espírito de liberalidade que presidiu ao reconhecimento dos direitos individuais já outorgados pela Magna Carta, enfim, a síntese real e expressiva das harmonias entre a liberdade e o poder.
Erga o Ceará, como índice da cultura de seus filhos, e demonstração de seu patriotismo, o móvel monumento de sua organização política, referto de conquistas democráticas, irradiante de fé renovadora, depositando inteira confiança em Deus, que vela, no infinito, através dos séculos, pela unidade, tranquilidade e grandeza da pátria brasileira”.

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Dr. Antônio Guarani Mont’alverne – Médico. Filho de Antônio Mont’Alverne Filho e D. Maria Marfisa Mont’Alverne nasceu em Sobral a 3 de outubro de 1912.
São seus avós paternos: Antônio Mont’Alverne e D. Maria Elisa Mont’Alverne e maternos; José Lourenço Araújo Vasconcelos e D. Maria do Carmo Araújo Vasconcelos.
Fez os estudos primários no Colégio de N. Senhora da Assunção , em Sobral; o curso de preparatórios no Colégio Cearense do sagrado Coração em Fortaleza, e em 3 de março de 1930, matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, onde doutorou-se a 4 de dezembro de 1935, pela mesma Faculdade, sendo Reitor da Universidade Dr. Prof. Raul Leitão da Cunha.
Foi auxiliar do Hospital São Francisco de Assis, no Rio de Janeiro e do Serviço de Pronto Socorro da mesma cidade.
Especializou-se, fazendo o Curso de Urologia e Cirurgia Geral no Rio, no serviço do Dr. Jorge de Gouveia, no Hospital São Francisco e foi auxiliar da Cadeira de Técnica Operatória da Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, nomeado por título de 19 de maio de 1936.
Casou-se em Sobral, na Matriz do Patrocínio, a 8 de junho de 1940, com D. Nadir Ferreira Gomes, filha de Eurípedes Ferreira Gomes e Abigail Alverne Ferreira Gomes, neta materna de Antônio Mont’Alverne e D. Maria Elisa Mont’Alverme e paterna de Antônio Firmo Ferreira Gomes.
É irmão do Dr. José Maria Mont’Alverne, Bacharel em Direito.

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Des. Antônio Ibiapina – Nasceu em Sobral a 7 de fevereiro de 1858. Matriculou-se na Academia de Direito de Recife, em março de 1858. Matriculou-se na Academia de Direito de Recife, em março de 1875 e bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, em novembro de 1879.
Foi promotor público de Sobra, na presidência de José Júlio e depois Juiz municipal e de órfãos, de Sobral.
Nomeado Juiz de Direito do Alto Solimões, no Amazonas, aí esteve até que posto em disponibilidade, regressou ao Ceará, sendo nomeado Juiz de Direito de Sobral, cargo m que se manteve de 1892 a 1899.
Foi assíduo colaborador da imprensa sobralense e à causa da abolição dos escravos.
Casou-se em Sobral em maio de 1882, com D. Maria do Carmo Ferreira da Rocha, filha de Antônio Ferreira da Rocha, comerciante, natural de Aracati e D. Maria de Lira Pessoa, neta paterna e Bernardino da Rocha e D. Apolônia da Rocha e materna de José Pinto e Francisca Lira Pessoa.
Do consórcio teve os seguintes filhos: Dr. Antônio Ibiapina, médico, residente no Rio de Janeiro; Dr. Jarbas Ibiapina, médico veterinário; D. Débora Ibiapina Parente, casada com Vicente Gomes Parente; Laura Ibiapina, Nair Ibiapina, Professora e Ofíelia Ibiapina.
Aposentado com as honras de desembargador, faleceu a 4 de fevereiro de 1918.
Tinha em elaboração uma obra sobre Direito Constitucional, que foi adquirida pelo Dr. João Tomé de Sabóia e Silva, quando Presidente do Estado.

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Dr. Antônio Ibiapina – Médico. Filho do Desembargador Antônio Ibiapina e D. Maria do Carmo Ferreira da Rocha Ibiapina, nasceu em Sobral a 31 de maio de 1904.
É neto paterno de D. Carolina de Mendonça e materno de Antônio Ferreira da Rocha e Maria Lira Pessoa.
Fez os estudos primários em sua terra natal com o Prof. Luiz Felipe. Matriculou-se em 1919, no Colégio Pedro II, no Rio, onde fez o curso de preparatórios; e em 1925 ingressou na Faculdade de Medicina, onde fez com brilhantismo o curso médico, doutorando-se em 1930.
 A tese do doutoramento que defendeu versa sobre “Crises Oculógiras na Encefalite Letárgica”.
Foi interno do serviço clínico do Prof. Autregésilo, no Rio.
Tem publicado “Como evitar a Tuberculose”, em 1936 e em 1939, “Pneumotirose Bilateral Ambulatório”, tese para o concurso à cadeira que vinha ocupando na Universidade do Rio, e colaborado em diversos jornais da Capital da República.
É catedrático da Universidade do Rio e médico da Light e da Associação Comercial. Professor catedrático de Tisiologia da Escola de Medicina e Cirurgia do I. Hanemaniano; e chefe dos serviços de Tisiologia da Caixa de Aposentadoria e Pensões da Light e da União dos Empregados do Comércio do Rio.
Casou-se no Rio de Janeiro, em maio de 1937, com D. Maria Meliga, filha do comerciante italiano José Meliga.
É irmão do Dr. Jarbas Ibiapina e da Professora D. Nair Ibiapina.

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Mons. Antônio Lopes de Araújo – Nascido em Sobral a 28 de março de 1835, era filho de José Lopes Araújo e D. Úrsula Lopes de Araújo.
Era neto pelo lado paterno de Alexandre Henriques de Araújo e D. Zeferina Lopes de Araújo e pelo lado materno de Antônio Lopes Freire e D. Mariana Lopes Frota de Albuquerque Cavalcante.
Fez os estudos no Seminário de Fortaleza, onde se ordenou a 30 de novembro de 1879. Foi professor do Seminário, cargo que exerceu por seis anos, indo depois dirigir o Colégio S. Luiz, fundado sob o nome de Instituto de Humanidades, pelo Monsenhor Bruno Rodrigues Figueira e Padre César Saldanha.
Em 1889 transportando-se para o Rio de Janeiro, foi nomeado Vigário da Freguesia da Luz, em 1901 e transferido em 1904 para a freguesia de Sant’Ana.
Era Monsenhor Carneiro Secreto do Sumo Pontífice.

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Antônio Frota Cavalcante – Industrial. Filho de Joaquim Lopes Cavalcante e D. Tereza Cristina Frota Cavalcante, nascido em Sobral a 20 de setembro de 1873.
São os seus avós paternos Antônio Lopes Freire e D. Mariana Francisca Cavalcante e maternos Antonino da Frota Vasconcelos e D. Ana Joaquina de Menezes Frota.
Fez os estudos primários com o prof. Joaquim de Andrade, na terra de seu berço.
Seguindo para o Estado do Amazonas, fez o curso de piloto de navegação fluvial, sendo diplomado pela Capitania do Amazonas, em Manaus. 
Por muitos anos exerceu as funções de comandante de navegação, tendo comandado os navios “Antônio Olindo”, “Libertador”, “Paes de Carvalho” e “Valparaíso”.
Casou-se em primeiras núpcias em Acaraú mirim, município de Sant’Ana, em 20 de setembro de 1916, com D. Ana Dragomira Sousa Cavalcante, filha de João Leocádio Soares e D. Teresa Frota Soares, e em segundas núpcias em 1940 em Sobral, com D. Helena Fontenele Rodrigues, filha de Júlio Lima Rodrigues e D. Domitila Fontenele Rodrigues.
É filho do primeiro matrimônio de Antonino da Frota, peritocontador.
São seus irmãos o Comandante Luiz Gonzaga Lopes Frota, piloto de navegação de longo curso e Dr. Izaias Frota Cavalcante, bacharel em Direito.
Havendo regressado do Amazonas em 1920 e fixado residência em Sobral, desde então tem empregado seus capitais e atividade em construções e indústria de materiais para construção.
Tem exercido as funções de Delegado de Polícia em Sobral, nos governos do Dr. João Tomé, Dr. Justiniano de Serpa, Dr. Ildefonso Albano, Dr. José Matos Peixoto, Dr. Moreira da Rocha e Dr. Menezes Pimentel.

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Mons. Antônio de Lira Pessoa – Filho de João de Lira Pessoa de Maria e D. Francisca Marcolina de Maria Pessoa, nasceu na Freguesia de Sobral em 15 de janeiro de 1850.
Fez os estudos primários em Sobral, com o professor Hermelino Frederico Pessoa e os secundários com o Padre Antônio da Silva Fialho, professor de latinidade nessa cidade.
Matriculou-se no Seminário de Fortaleza a 7 de março de 1869 e ordenou-se em 30 de novembro de 1875.
Foi professor do Seminário de Fortaleza.
Em 1878 embarcou para o Pará, onde exerceu o cargo de Capelão de N. Senhora do Carmo de Benevides e de Coadjutor da Sé do Pará.
Transportando-se para o Maranhão, foi Vigário da Freguesia de N. Senhora da Conceição do Brejo dos Anapurus e da Freguesia de Sant’Ana do Buriti de Inácia Vaz. Em 1897 seguiu para o Rio de Janeiro, onde ocupou os cargos de professor do Colégio Pio Americano no Bairro de S. Crisóstomo, do Seminário de São José e capelão de N. S. DA Conceição de Andaraí Grande, capelão da capela do Dr. Antônio Felício dos Santos, no Bairro de Santa Tereza e de N. S. da Aparecida no Bairro do Riachuelo.
Em 1908 regressando ao Ceará, fixou residência em Sobral, onde exerceu o lugar de capelão de N. S. do Rosário.
Foi agraciado com o título de Monsenhor Camareiro Secreto do Papa Bento XV, EM 1919.
Faleceu em Sobral a 19 de dezembro de 1928, com quase setenta e nove anos e foi sepultado na Matriz do Patrocínio.

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Antônio Irapuan Mendes – Capitalista. Chefe de Conceituada firma comercial, é filho comercial, é filho do Cel. Manoel Felizardo Pereira Mendes e D. Maria Cândida da Rocha Mendes e nasceu em Sobral a 24 de janeiro de 1881.
Foram seus avós pelo lado paterno: Antônio Mendes Pereira de Vasconcelos e D. Teodora Ferreira da Costa e pelo lado materno: Comendador João Mendes da Rocha  D. cândida Furtado Mendes da Rocha.
Fez os estudos primários em Sobral com o prof. Vicente Arruda e parte do curso de preparatórios na Escola Militar, do Ceará, em 1889, seguindo depois para Manaus, onde fez no Liceu em 1900 diversos preparatórios.
Em 1901 ingressou na vida comercial como funcionário da Silvas & Cia. – Casa do Ivo, em Belém do Pará.
Regressando a Sobral, estabeleceu-se fazendo parte da firma Viúva Modesto Mendes & Filhos, depois Irapuan Mendes & Cia., mais tarde A. Mendes Rangel & Cia. e finalmente por conta própria sob a firma Irapuan Mendes.
Casou-se em Sobral no ano de 1906 em primeiras núpcias com D. Diana Modesto Mendes, filha de João Modesto Pereira Mendes e D. Maria José Modesto Mendes; de cujo consórcio teve uma filha D. Diana Modesto Lima, casada com Rubens Correia Lima.
Casou em segundas núpcias em 1911 em Sobral, com D. Iracema Modesto Mendes, irmã de sua primeira mulher D. Diana Modesto Mendes.
É irmão do Coronel João Aimbiré Mendes, engenheiro militar.

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Pe. Antônio Manoel Diniz Pereira – Nasceu na Meruoca em 22 de novembro de 1816.
Feitos os estudos primários em Sobral, seguiu para Pernambuco e matriculou-se no Seminário de Olinda, onde ordenou-se em agosto de 1843.
Regressado ao Ceará, exerceu o cargo de professor do latim em Granja, simultaneamente com o de coadjutor de Freguesia até 1845, ano em que se transportou para o Pará, onde exerceu os cargos de professor e vigário de Salinas.
Faleceu no Pará em 18 de abril de 1898.

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Dr. Antônio Mont’Alverne Ferreira Gomes – Médico. Filho de Eurípedes Ferreira Gomes e D. Abigail Alverne Ferreira Gomes, nasceu em Sobral em junho de 1911.
São seus avós do lado paterno Antônio Firmo Ferreira Gomes e D. Cristina da Costa Ferreira Gomes e pelo lado materno Antônio Mont’Alverne e D. Maria Elisa Mont’Alverne.
Fez os estudos primários na terra natal no Colégio de N. Senhora da Assunção de D. Maria Jesuína Rodrigues de Albuquerque e o curso de preparatórios no Colégio Cearense em Fortaleza.
Seguindo para o Rio matriculou-se na Faculdade de Medicina da Universidade do Rio de Janeiro, onde doutorou-se em Ciências Médicas.
Atualmente exerce as funções de Médico da Saúde Pública de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.
É irmão do Tenente José Eurípedes Ferreira Gomes e do Aspirante da Escola Naval Carlos Alberto Ferreira Gomes.

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Antônio NogueiraAdeodato – Farmacêutico. Filho de Vicente Adeodato Carneiro e D. Francisca Nogueira Adeodato, nasceu em Sobral no ano de 1904. É neto paterno de João Ferreira de Albuquerque e D. Francisca Cândida Albuquerque e materno de Francisco Xavier Nogueira e D. Jesuína da Frota Nogueira.
Fez os estudos primários em sua terra natal com o Prof. Luiz Felipe; estudou o curso de preparatórios no Colégio Cearense em Fortaleza e seguindo para o Rio de Janeiro, matriculou-se no Colégio Batista e depois no Colégio Lafaiete, onde concluiu os preparatórios; e ingressou na Escola Politécnica, onde se diplomou Farmacêutico.
Regressando a Sobral, ai estabeleceu-se com farmácia e casou-se com D. Maria Soares, filha de Manoel Anastácio Soares e D. Maria da Penha Soares, transferido-se depois a Parnaíba, onde reside.
Tem um filho menor de nome Darcy.

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Antônio Oriano Mendes – Comerciante. Filho de Francisco Mendes Carneiro e D. Ana Maria Mendes, nasceu a 27 de julho de 1881.
Fez os estudos primários em Sobral com o Prof. Vicente Arruda e o curso de preparatórios em Recife.
Iniciou a vida comercial aos 18 anos de idade e em 1907 estabeleceu-se em Sobral com escritório de comissões.
Faz parte da firma Irmãos Pompeu & Cia. Ltda; é presidente da Companhia Industrial Luz e Força de Sobral, e tem estabelecimento de conta própriaa, sob a firma Oriano Mendes.
É sócio fundador da Associação Comercial de Sobral, da qual foi primeiro presidente em 1920 e sócio da Associação dos Empregados de Pernambuco.
A Associação dos Empregados no Comércio de Sobral, em sua homenagem, fez oposição de seu retrato no salão de honra da Associação em 1938.
Casou-se em Sobral a 10 de junho de 1911, com D. Emiliana Viriato de Sabóia Mendes, filha de José Viriato Figueira de Sabóia e D. Antônia Adélia Figueira de Sabóia; neta pelo lado paterno de José Carlos Figueira de Sabóia e D. Emiliana Viriato Figueira de Sabóia e pelo lado materno, neta do Dr. Antônio Firmo Figueira de Sabóia e Maria do Livramento Bamdeira Melo.

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Antônio Onofre Rangel – Farmacêutico. Filho de Antônio Rangel do Nascimento e D. Paulina Muniz Ribeiro Rangel, nasceu em Sobral a 2 de março de 1895.
Foram seus avós paternos: Manoel José do Nascimento e D. Rita Coelho Parente e avós maternos Antônio Onofre Muniz e D. Tarcila Muniz.
Fez os estudos primários no Rio de Janeiro, onde matriculou-se na Escola de Medicina e Farmácia e aí concluiu o Curso de Farmácia em 1931.
Representando à sua terra natal, estabeleceu-se com Farmácia em 1932 e depois de cinco anos embarcou-se para o Sul do Pais.
Em Sobral no ano de 1931, casou-se com D. Nair Duarte Rangel, filha de Henrique Severino Duarte e D. Eronides Pimentel Duarte, neta paterna de Vicente Severino Duarte e Luiza Duarte, e neta materna de João Frederico Pimentel e Maria Benvinda de Almeida.
São filhos desse consórcio: Humberto Rangel, Henrique Rangel Duarte e Hugo Rangel.
É irmão do farmacêutico Alfredo Cláudio Rangel.

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Antônio Joaquina Rodrigues de Almeida – Tabelião. Filho do Dr. Joaquim Antunes de Almeida e D. Estefânia Rodrigues de Oliveira, neto pelo lado paterno de Antônio José de Almeida e D. Balbina Amaral de Almeida e pelo lado materno, neta do Cel. Frederico de Albuquerque Rodrigues e D. Antônio Lima Rodrigues.
Fez os estudos primários no Colégio Anchieta de Friburgo no Estado do Rio e o curso de Humanidades no Liceu do Ceará.
Matriculou-se em 1917 na Escola de Direito do Ceará, cursando somente o 1º e 2º anos.
Tem colocado em todos os jornais de Sobral, havendo publicado mais de cinquenta artigos esparsos pela imprensa e em 1904 um estudo sobre o município de Sobral.
Em 1925 foi nomeado pelo Presidente do Estado, Dr. João Tomé de Sabóia e Silva, 2º Tabelião Público, 2º Escrivão do Civel, Crime, Comércio e Oficial do Registro Civil e Provedoria de Sobral.
Casou-se em Sobral a 28 de dezembro de 1928 com D. Francisca Alda Rodrigues de Almeida, filha de Francisco Nascimento Rodrigues Lima e D. Amélia Lopes Rodrigues Lima.
Desse consórcio tem os seguintes filhos menores: Edison Luiz, Joaquim Antunes, José Amauré e Estefânia.
É irmão do Dr. Francisco Rodrigues de Almeida, engenheiro, funcionário público, residente em Fortaleza.

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Cons. Antônio Joaquim Rodrigues Júnior – Filho de Antônio Joaquim Rodrigues e D. Ana de Albuquerque Rodrigues, nasceu em Sobral a 12 de março de 1837.
Iniciou os estudos na terra de seu berço o Padre Antônio da Silva Fialho, seguindo para Pernambuco, concluiu ai o curso de Humanidades, e matriculou-se em 1853 na Academia de Direito, que funcionava em Olinda, conquistando a carta de Bacharel em 1857.
Regressando a terra de seu berço, tomou lugar nas fileiras do partido liberal e galgou todas as distinções de que podia dispor a política do país. Foi deputado provincial, deputado geral, vice-presidente da Província do Ceará e finalmente ministro de Estado no Ministério Lafayette e Conselheiro do Império.
Faleceu em Fortaleza a 14 de maio de 1904.

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Dr. Antônio Plutarcho Rodrigues Lima – Filho de José Rodrigues Lima e D. Úrsula Balbina de Sousa Lima, nasceu em Sobral a 5 de maio de 1852.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife em 1880 e regressando ao Ceará exerceu diversos cargos na magistratura.
Faleceu em Sobral a 16 de junho de 1890. 

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Dr. Antônio Plutarcho Rodrigues Lima – Filho do Dr. Antônio Plutarcho Rodrigues Lima e D. Maria Nazareth Rodrigues, nasceu em Sobral  no ano de 1886.
Foram seus avós paternos: José Rodrigues Lima, advogado e D. Úrsula Balbina Rodrigues Lima e avós maternos José Ferreira do Nascimento e D. Tereza Ferreira do Nascimento.
Fez os estudos primários na terra de seu berço com o Prof. Andrade; o curso de Humanidades no Rio de Janeiro, onde formou-se em Odontologia em 1912.
Regressando ao Ceará, matriculou-se na Faculdade de Direito, bacharelando-se em Ciências Jurídicas e Sociais.
É funcionário da Inspetoria de Obras Contra as Secas.
Casou-se em Sobral no ano de 1912 com D. Delzuite Albertina Rodrigues Lima, filha de Antônio Albertino de Sousa Pereira e D. Maria de Sousa Pereira. 

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Tenente Antônio Pompeu de Sabóia – Oficial do Exército. Filho de Fenelon Sabóia de Castro e D. Silva Pompeu de Sabóia, nasceu na cidade de Sobral em 13 de março de 1915.
É neto pelo lado paterno de Manoel Sabóia de Castro e D. Mariana Bandeira de Castro e pelo lado materno de Antônio Pompeu de Sousa Brasil e D. Ambrosina Pompeu Pequeno.
Os estudos primários concluiu em sua terra natal com o Prof. Luiz Felipe Silva e matriculou-se no Colégio Militar do Ceará a 13 de abril de 1932. Foi declarado Aspirante a 29 de dezembro de 1934. Promovido a Tenente a 12 de setembro de 1935. 1º Tenente a 3 de maio de 1937. Tem o curso de Artilharia pelo regulamento de 1929 e conta 8 anos de serviço.
É irmão do Capitão José Pompeu de Sabóia e de Aluísio Pompeu de Sabóia, acadêmico da Escola de Agronomia de Viçosa, Estado de Minas.

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Antônio Regino do Amaral – Rico comerciante, natural de Sobral, era filho de João de Matos Amaral.
Casou-se com D. Tereza Cândida Mendes Amaral, filha do comendador João Mendes da Rocha e D. Cândida Mendes da Rocha.
Do consórcio tiveram os seguintes filhos: Dr. Francisco Amaral, falecido, casado com D. Maria Júlia; Dr. Álvaro Otoni do Amaral, falecido, casado com D. Luíza Gomes Parente; José Godofredo do Amaral; falecido, casado, com D. Teodora Mendes do Amaral; Henrique Cialdini do Amaral; casado, com D. Maria Lopes, filha de Jesuíno Lopes; Alberto Amaral; casado, com D. Branca Amaral, natural de Pernambuco; João Regino do Amaral e Dr. Antônio Regino do Amaral, este casado com D. Maria Figueiredo do Amaral.

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Alzir Barreto Araújo – Agrônomo – Filho de Francisco das Chagas Araújo e D. Alzira Barreto Araújo, nasceu a 18 de junho de 1916 em Sobral.
É neto pelo lado paterno de Domingos Rodrigues Araújo e D. Jacinta Moreira Araújo e pelo lado materno de Aristides Barreto e D. Rita Ferreira Barreto.
Na terra natal, com o Prof. Luiz Felipe, fez os estudos primários e em Fortaleza o curso de Humanidades. Matriculou-se depois na Escola de Agronomia, pela qual foi diplomado em 1940, e logo após fez concurso para administração da Fazenda do Estado em Quixeramobim.
É irmão do Capitão Almir Barreto Araújo, do Pe. Domingos Araújo, do Dr. Aristides Barreto Neto, engenheiro e do Dr. José Barreto Araújo,, bacharel em Direito.

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Tte-Coronel Antônio Ribeiro Gomes Lima – Oficial da Força Pública do estado. Nascido em Sobral a 29 de janeiro de 1887, era filho de Luiz Gomes de Lima e D. Elisa Onofre Gomes, irmã do General Manoel Onofre Muniz Gomes.
Casada com D. Francisca das Chagas Ribeiro de Lima, natural de Pacatuba.
Havendo assentado praça na Milícia do Estado em 10 de fevereiro de 1906, conseguiu galgar o maior posto nessa Milícia.
Eis as datas das diferentes promoções, como consta do “Almanaque do Corpo de Segurança Pública do Estado do Ceará” para o ano de 1934: Cabo de esq. 12 de março de 1906. Furriel, 26 de abril de 1906. 2º Sgt. gr. 16 de maio de 1906. Ef. A 7 de agosto de 1906, 1º Sgt. e Sgt. AMSE 3 de julho de 1907. Alf a 26 de abril de 1909. 1º Tte. a 6 de dezembro de 1910, Cap. a 4 de agosto de 1911. Foi afastado do seu posto a 30 de janeiro de 1912, em virtude da dissolução do Batalhão de Segurança em consequência da disposição do Presidente do Estado, Dr. Antônio Pinto Nogueira Acióli. Nomeado Cap. a 31 de dezembro de 1914, em virtude da reorganização do Batalhão Major a 8 de outubro de 1930, contando antiguidade de 14 de fevereiro de 1929. Tte-Cel. a 9 de outubro de 1930. Exerceu 16 comissões e foi Subcomandante Interino do Corpo.

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Padre Antônio da Silva Fialho – Nasceu em Sobral e ordenou-se no ano de 1839 em Olinda.
Foi quem inaugurou a primeira cadeira de Latim na cidade onde nasceu, e exerceu por quarenta anos o professorado de latinidade; sendo substituído no ensino pelo Prof. Vicente Arruda Coelho.
Faleceu em Sobral com quase 70 anos, a 29 de janeiro de 1881e foi sepultado na Capela de Santo Antônio por ele construída.
Foram seus alunos de latinidade; Dr. Vicente Cândido Figueiredo de Sabóia, Visconde de Sabóia; conselheiro; Vicente Alves de Paula Pessoa, Jurisconsulto; Dr. Tomaz Antônio de Paula Pessoa, Jurisconsulto; Dr. João Viriato de Medeiros, Engenheiro; Dr. Jerônimo Macário Figueira de Melo, Magistrado; Desembargador Francisco Urbano da Silva Ribeiro, Jurisconsulto; Desembargador  Antônio Firmo Figueiredo Sabóia, Magistrado; e outros que se distinguiram no magistério; Professores Vicente Arruda, Emiliano de Andrade Pessoa e Joaquim de Andrade Pessoa.
Lembrando o nome deste benemérito e educador há uma rua na cidade de Sobral em sua homenagem.

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Desembargador Antônio Sabino do Monte – Nasceu em Sobral a 11 de julho de 1846 e foram seus progenitores o Major Miguel Francisco do Monte e D. Ana Clara Francisca do Monte.
Era neto pelo lado paterno de D. Izabel Maria da Conceição Monte e pelo lado materno de Custódio José Carneiro e D. Maria Correia.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife a 7 de novembro de 1870.
Foi promotor de Justiça na Comarca de Sobral. Transferindo-se para o Rio de Janeiro em 1871, fixou residência em Cantagalo, na Província do Rio; entregou-se à advocacia, sendo nomeado em 1873 Promotor de Cantagalo e depois Juiz Municipal de Órfãos de Mangaratiba.
Em 1874 volveu ao Ceará, desempenhando as funções de Promotor de Justiça de Canindé, Aquiraz e Maranguape.
Em 1978 foi nomeado chefe de Polícia do Ceará; em 1879, 4º vice-presidente da Província do Ceará; em 1880 Juiz de Direito da Comarca da Imperatriz em Alagoas; e em 1881 Chefe de Polícia da Provícia do Pará; e neste mesmo ano Juiz da Comarca de Sant’Ana do Acaraú no Ceará; e em 1884 por Carta Imperial de 9 de agosto, presidente da Província da Paraíba do Norte.
Foi condecorado pela República da Venezuela com a comenda “Simão Bolívar”.
Na República, em 1890, foi nomeado juiz de Direito da 2ª vara de Fortaleza, fazendo parte, como Deputado, da Primeira Constituinte do Estado.
Por ato do General Clarindo de Queiroz, de 6 de julho de 1891, foi distinguido com a nomeação de Desembargador do Supremo Tribunal de Justiça, sendo posteriormente nomeado Procurador Geral do estado.
Na fundação da Faculdade Livre de Direito do Ceará, foi contemplado com a cadeira de Direito Civil; e na presidência do Dr. Pedro Borges, de 1904 a 1908, exerceu o cargo de Secretário de Justiça e Segurança Pública.
Casou-se no Rio de Janeiro com D. Carolina Perdigão Monte, filha de Frederico Perdigão.
Do consórcio teve os seguintes filhos: Dr. Carlos Perdigão Monte, Engenheiro, falecido no Rio, em consequência de um desastre; General Rubens Monte, Engenheiro Militar, falecido; Dr. Humberto Monte, engenheiro residente em Fortaleza; D. Noeme Monte Quixadá, casada com Adolfo Quixadá, falecido; D. Carolina Monte, casada com o Dr. César Monte, Engenheiro; D. Laura Monte e D. Maria Carolina Monte, inuptas.
São seus irmãos: José Clementino do Monte, casado com D. Maria Bernarda da Silva Monte, João Francisco do Monte, farmacêutico, casado com D. Benvinda de Almeida Monte, D. Ernestina Olívia do Monte Silva, casada com o Dr. Helvécio da Silva Monte, D. Maria Carolina, do Monte Mendes, casada com Francisco Fernando Pereira Mendes, D. Ana Clara do Monte, D. Cândido Rosa do Monte, D. Adelaide Francisca do Monte e Miguel Francisco do Monte Júnior.
Faleceu em Fortaleza a 19 de outubro de 1925.
Sobre o seu falecimento publicou um jornal citadino:
“Com a morte desse valoroso representativo da magistratura, perde o Ceará o seu mais alto senso jurídico, uma de suas mais sadias intelectualidades.
Se o amor à gleba nativa, mais intenso no cearense do que em outro qualquer provinciano, e os liames inquebrantáveis de família, não o tivessem prendido à nossa terra, Sabino do Monte se teria firmado uma das figuras máximas da juriscultura brasileira.
Apesar de se ter enervado de se ter mesmo esterilizado na vida da província, era dos juristas indígenas a personalidade de maior vulto, o nome mais conhecido além das fronteiras do Estado.
Possuidor da cultura a quem a sua grandeza mental emprestava todo brilho havendo-se distanciado do progresso do jurismo por mais de vinte anos, tal era o fulgor de sua mentalidade, a solidez de seu preparado inicial, que discultia com o máximo brilhantismo qualquer assunto de jurisprudência. Na casuística judiciária era invencível e de rara galhardia.
Dotado de operosidade invulgar, jamais deixou que em seu poder encalhassem autos, que na sua conclusão dormissem os feitos ou que, no seu exame, se tornassem esquecidos os papéis sobre os quais, como Chefe do Ministério Público, lhe cumpria interpor parecer.
Uma das facetas do seu majestoso talento, para o maior número desconhecida, eram os seus dotes oratórios. De quantos, até agora, temos visto ocupar as várias modalidades da tribuna judiciária, nenhum se revelou superior ao coestaduano eminente. Não era só um orador forense; os seus remígios tribunícios pós à prova, em mais de uma oportunidade, sendo por todos memorada e oração magistral proferida quando o Dr. José Sombra, em sua viagem de propaganda política, Visitou o Tribunal de Justiça do Estado, ao tempo da campanha presidencial de 1922.
Em diversas administrações do Ceará foi nos oracular e, no período governamental do Dr. Pedro Borges, exerceu as funções de Secretário dos Negócios da Justiça.
Não obstante o seu valor mental e o seu labor como Juiz, nunca se lembrou de compaginar suas produções.
Em 1921, a Assembleia Legislativa, num ato de requintada justiça, autorizou o Poder Executivo a mandar publicar pelos cofres públicos os pareceres as razões do Desembargador Sabino no Monte, na qualidade de Procurador Geral do Estado.
E, como não se trata de uma liberdade com os dinheiros do povo, porque o legislador – num gesto, aliás, incompreensível – mandou que o produto da venda, em vez de pertencer ao autor paupérrimo, cidadão que acabava de morrer, nada podendo legar a sua distinta família, senão um nome aureolado e uma centena de livros – revertesse em benefício dos cofres do Tesouro – é tempo de resgatar-se essa dívida de verdadeiro patriotismo, de uma justiça, para com um dos mais notáveis filhos do Ceará, um dos expoentes de sua literatura jurídica.
Os estados, as nacionalidades, se elevam pela consagração prestada aos seus filhos maiores, e, se isso é lei incontrastável da sociologia, ao Desembargador Antônio Sabino do Monte, ao membro que tanto sublimou a nossa Corte de Justiça, ao cearense que reafirmou a hegemonia intelectual do Nordeste, ao funcionário que nos deu tudo de sua vitalidade intelectiva, em prol da causa pública, se não devem recusar as homenagens mais significativas e mais eloquentes.
Sabino do Monte assinala por si só, uma geração do nosso principado intelectual e, por longo tempo, fez sentir lá fora que o Ceará não era um organismo morto nas letras jurídicas”.

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Afonso Liberato de Carvalho – Jornalismo. Nasceu em Sobral à rua Largo do Oriente a 4 de novembro de 1910. É filho de João Liberato de Carvalho e D. Izabel Rodrigues de Carvalho, neto pelo lado paterno de José Zeferino Liberato e D. Francisca Zeferina Liberato e pelo lado materno, neto de Manoel Ferreira Gomes Rocha.
Em sua terra natal fez os estudos primários com o Prof. Luiz Felipe.
Iniciou sua carreira na imprensa aos 12 anos de idade, como aprendiz de tipógrafo nas antigas oficinas de “A Lucta” de Deolindo Barreto Lima, recebendo  $ 5000 (cinco mil réis) mensais, isso em 1922. “A Lucta” funcionava à rua Padre Fialho, saindo semanalmente.
Depois da morte daquele jornalista, “A Lucta” desapareceu, surgindo então “A Imprensa” que foi dirigida primeiramente por Lafite Barreto e depois por José Passos Filho.
Afonso Liberato trabalhou nesse jornal até o seu desaparecimento, indo então para Fortaleza, trabalhando como revisor na “Gazeta de Notícias”, diário matutino de Antônio Drumond. Este jornal começou funcionando à rua Major Facundo, passando-se depois para a rua Barão do Rio Branco, onde Drumond foi assassinado.
Trabalhou ainda alguns meses no referido jornal como revisor, passando então para o diário matutino “Unitário”, dirigido por R. Ribas e Luiz Brígido, como seu redator.
Acompanhou a vida desse jornal até o fim. Hoje o mesmo pertence à cadeia dos “Diários Associados”, com outra orientação puramente noticiosa e não política.
Em 1937, foi para o Rio de Janeiro, trabalhando como redator por dois anos e meio no vespertino “Diário da Noite”, dos “Associados”.
Agora, regressando ao Ceará, incorporou-se ao corpo redatorial do “Correio do Ceará”, de Fortaleza, onde trabalha presentemente. 
Em épocas diversas, quando em temporadas passa em sua terra natal, tem colaborado na redação d’”A Ordem”, jornal de Craveiro Filho.
Conta atualmente 30 anos.
Publicou em 1933 o livro “Farpas”, em que reuniu diversos artigos esparsos na imprensa de Sobral.
Eis uma das suas páginas:

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Panorama Cearense

Estava declarada a seca. Os primeiros emigrantes, vindos lá das bandas da Serra das Matas, invadiam esta Sobral, numa procissão desditosa de famintos e maltrapilhos, com os pés sangrando pela longa caminhada que acabavam de vencer, debaixo de um sol abrasante de abril.
A seca de 1932, no Ceará. O macabro flagelo do Nordeste ameaçava impiedoso e voraz o assassínio coletivo das miseráveis populações sertanejas, que por um natural instinto de conservação, faziam o êxodo em massa para as cidades mais populosas.
E o céu azul, inclemente, impiedosamente limpo, olhava indiferente aquele martirológio infinito sobre bocas ressequidas pelo imenso calor e pela poeiraescaldante das estradas, pareciam implorar a Deus, nas alturas, uma gota d’água para molhar a ponta da língua a escaldar.
Nem sequer uma erradia garra de nuvem no firmamento.
As árvores quais esqueletos fantásticos, açoitadas pelo mormaço abrasador que vinha de leste, entoavam, com os braços levantados para o alto, numa súplica piedosa à natureza agreste, a melopeia lúgubre da alma angustiada e perseguida desde heroico Ceará.
E a procissão de mártires famintos, representante da fome, da sede e da nudez, vinha, estrada afora, cumprindo a dolorosa sentença de Moacir, o filho de Iracema, o primeiro cearense que emigrou.
Para trás ficaram os rebanhos sedentos a caírem nos currais de fome e sede.
Um galo solitário cantou ao longe, numa voz pousada e triste, denunciado uma fazenda abandonada.
Tudo é desolação. Aqui e ali, os bois de olhares melancólicos, na margem das estradas ardentes, espiavam, chorando, aquele séquito de caminhantes trôpegos que, estrada afora, debaixo da soalheira infernal, caminhavam a passo lento para um rumo mil vezes incerto.
- Para onde iria aquela gente? Chegariam ao destino que almejavam?
Deus, onde estás? Olha para estes cadáveres ambulantes, de olheiras profundas e de pés a pontilharem de sangue as pedras pontiagudas das estradas... Deus! Que a tua infinita benevolência se compadeça desde povo cearense, deste povo que venera o teu nome, a tua igreja, a tua religião, como povo algum no Universo o imita!
Deus piedade para o cearense! – assim pareciam implorar os bovinos sonolentos que vagavam pelas estradas do Ceará tostado pela canícula impiedosa do astro-rei.

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Esta natureza agressiva, todavia, não enfraquece a moral de aço dos meus irmãos cearenses.
O cearense nos tempos calamitosos em que se vê forçado a abandonar os seus campos e os seus haveres, o cearense não se humilha a estender a mão à caridade pública.
Não pede esmola, pede trabalho.
E, emigrado que seja para o mais longínquo ponto do País, ao saber notícia de que no Ceará está chovendo, esteja ele defumando borracha nos igarapés da Amazônia, enchendo-se de dinheiro, ou de sacola em punho, apanhando café nas fazendas de São Paulo, não tem mãos a medir: desata a rede, acomoda-se debaixo do braço e zarpa para o torrão ingrato, mas querido e adorado – O Ceará.
A seca é a eterna preocupação, o eterno fantasma do sertanejo cearense, no entanto, o seu amor pelos campos onde nasceu e foi criado, está muito além do receio que lhe abandona o espírito.
O cearense não se abate facilmente. Vivendo debaixo deste calor intensíssimo, a sua natureza, a sua força moral, incomparável, converteu-se em aço de rija têmpera, tornou-se insensível às cruezas de um destino inexecrável que o persegue a cada instante.
O cearense é o orgulho de uma raça.
É o povo mais forte do mundo!”

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Antônio Lopes Gondim Lins – Nasceu em Sobral a 8 de junho de 1914. É filho de José Gondim Lins e D. Alzira Lopes Lins. São seus avós paternos: Jesuíno Lins e D. Maria de Nazareth Gondim Lins e maternos Mariano Lopes Freire e D. Maria Cândida Lopes.
Estudou matérias primárias e sua terra natal com o professor Braga Hardi e o Dr. Pimentel Gomes.
Com 12 anos seguiu para Belém do Pará, onde concluiu os preparatórios, estudando no Colégio de seu tio Antônio Gondim Lins.
Matriculou-se depois na Faculdade de Direito do Pará, que frequentou por mais de três anos.
Regressando a Sobral, seguiu a convite do Dr. Pimentel Gomes para a Paraíba e ai frequentar a Escola de Agronomia.
Dedicado ao trabalho do jornalista, tornou-se notável pela originalidade de seus contos regionais.
Tem escrito e colaborado em diversos jornais do Ceará, Paraíba, Recife, Bahia e Rio.
São bem conhecidos na imprensa os seus contos: “Voragem” e “Cangaço” e “O Homem que tocou no inferno”, publicado na revista “Carioca” do Rio, premiado em primeiro lugar com brilhantismo no concurso de 1939.
Casou-se na Paraíba, a 17 de abril de 1937 com D. Maria José Bezerra Lins.
Atualmente é Diretor-Secretário encarregado da Publicidade na Paraíba.

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Capitão Antônio Lopes Albuquerque Filho – Oficial da Polícia de São Paulo. Nasceu na cidade de Sobral em 1898, filho de Antônio Lopes de Albuquerque e D. Maria Nazareth da Fonseca de Albuquerque.
Dedicou-se ao comércio. Seguindo em 1915 para Fortaleza, dali para Pernambuco, esteve numa oficina gráfica em Recife.
Seguindo para São Paulo, onde chegou em 1916, assentou praça no Batalhão de Artilharia do Estado naquele ano. Tendo feito a campanha paulista contra os revoltosos no território de Mato Grosso, como 1º Sargento, foi promovido a 2º Tenente e após a revolução ao Posto de Capitão.
Casou-se em 1920 com D. Otavila Colato, filha de italianos.
Tem 4 filhos, sendo o mais velho Dr. César Colato de Albuquerque, formado em Direito.

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Antônio Gondim Lins – Professor de Humanidades. Nasceu em Sobral a 19 de abril de 1899. É filho de Jesuíno de Albuquerque Lins e D. Maria de Nazareth Gondim Lins. São seus avós paternos: Luiz Figueira de Albuquerque Lins, português. E D. Maria Tereza Pedreira Lins e maternos Goldino José Gondim, português, e D. Maria Clara Gondim.
Concluindo o curso primário na terra de seu berço, seguiu para o Seminário de Fortaleza, onde concluiu o curso de preparatórios e fez primeiro ano do curso teológico.
Desistindo da carreira eclesiástica, regressou a Sobral, onde dedicou-se ao magistério.
Seguindo mais tarde para o Pará, aí fixou residência abrindo um Colégio de Humanidades, do qual ainda é diretor, exercendo também as funções de professor do Liceu do Pará.
Casou-se em Belém do Pará com D. Zulmira Cavalcante Lins.

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Antonio Craveiro Filho – Poeta e Jornalista – Nasceu em Sobral a 7 de novembro de 1884 e é filho de Antonio Craveiro Newton Ferry e D. Linerica Craveiro.
Fez os estudos primários na terra de seu berço e de Humanidades na Escola de Comércio do Pará.
Em Belém iniciou-se na vida da imprensa colaborando, nos jornais da bela Capital.
Aí fundou o período “O Tupã”, em 1907. Volvendo ao Ceará em 1910, fundou em Sobral o periódico ”Nortista” e em 1916 “A Ordem” que dirige atualmente e é o jornal mais antigo do norte do Estado. Está no vigésimo quinto ano de publicação.
É sócio da sociedade literária “Oficina de Letras de Belém do Pará” e fundador da Academia Sobralense de Letras, que teve vida efêmera.
Tem ocupado os seguintes cargos:
Lente de Escrituração Mercantil e Estenografia do Ginásio Sobralense, nomeado pelo Dr. João Tomé de Sabóia e Silva; Adjunto de Promotor de Sobral no governo do Dr. Justiniano de Serpa; 2º Suplente de Juiz de Sobral no governo do Dr. Moreira da Rocha; 3º Suplente de Juiz de Direito no governo do Dr. Menezes Pimentel, tendo sido anteriormente Escrivão de Coletoria Federal interino. Funcionou como Fiscal Federal na Escola de Comércio de Sobral desde sua fundação em 1933 a 1939.
Atualmente é 3º Suplente de Juiz de Direito nomeado pelo Dr. Menezes Pimentel, interventor Federal.
Tem publicado: “Pará Manufatureiro”, trabalho sobre a manufatura do Pará distribuído por ocasião da Exposição do Rio de Janeiro em 1908; “Sonetos”, versos em 1915; “Pegadas de Sangue”, poema, versos em 1932; “Sobral por Dentro”, revista de costumes em 1934; “Coronel Manezim”, revista em 1937; “A Cabocla da Serra”, revista e tem em preparação “Taça”, livro de versos.
Casou-se em Sobral a 25 de setembro de 1906 com D. Juliete Lopes de Albuquerque, filha de Antônio Lopes de Albuquerque e D. Maria Nazareth Fonseca.
Do consórcio tem os seguintes filhos: Maria, José Linerica, Irio, Ainda, Wilson, Assunção e Carlos.
É irmão de Newton Craveiro e Filomeno Craveiro.
Sobre o seu poema “Pegadas de Sangue”, lê-se na revista “A Economista” de Pernambuco.
“O Jornalista cearense Craveiro Filho reuniu, em elegante folheto, diversos poemas de sua autoria, dando-nos, assim, um maravilhoso conjunto de belas e interessantes criações poéticas.
Todas as composições que brotam, de pena privilegiada desse espírito empreendedor e inteligente que é Craveiro Filho, são repassadas de um profundo sentimento e de uma grande inspiração.
“Câmara”, “A Morada”, “O Flagelo”, “Adeus”, “O Saara”, “Oásis”, “Desalento”, A Tragédia e “Exportação”, definem, por si sós o que de maravilhoso  e de sublime existe na alma sonhadora desse poeta cearense.
“Pegadas de Sangue”, impresso na tipografia da “A Ordem”, é, desta maneira, um poemeto de grande valor e de leitura interessante.
Eis três sonetos de sua lavra fecunda:


A Árvore

Para meus filhos

Vós filhos do meu ser, imagens, resplendor,
Dos sonhos que sonhei, na mocidade fida
Amai, como eu amei nessa existência ida
O galho que dá fruto e a fronde que dá flor.

No sereno viver de uma árvore, esquecida
Da piedade cristã, do rude lenhador,
Há mais bênçãos, talvez, meus filhos mais amor,
Quem em tudo traduz a comunhão da vida.

Que de bens a sangrar das suas próprias dores.
Quando o  bruto inimigo atira-lhe pedrada,
E ela chora, em resposta, um punhado de flores.

Laçai ao chão fecundo o grão que faz abrigos
Cada árvore, por vós, na gleba mãe, plantada
Vale mais que um milhar de vossos bons amigos.

MAIO

Para minha querida Maria

Louras searas, Maio já vem:
Nasce a bonita, rufam pombais,
Pelos caminhos floram roseiras,
A natureza a pompa que tem!

Louras crianças, como os trigais,
Maio é chegado, ei-lo, meu bem!
Bocas rosadas, sonhais alguém?
Maio chegou, que belos esponsais!

Mês de Maria, flor da estação,
Em cada ninho canta um poema,
Cada poema nurr, coração.

Maio divina flor:
És de Maria raro diadema
No teu regaço nasceu o amor!

A SECA

Fulge o sol, no zênit, qual medalhão de cobre,
Em fogo crepitante, em brasa avermelhado
Largo botão de luz ao mundo escancarado
As vastas extensões atinge, os chãos descobre.

De pó cor de açafrão, o recobre
A pugente nudez do solo esturricado.
Soluça, num arquejo, o último bocado
Da linfa de cristal da fonte exausta e pobre.

No combate feral toda floresta chora,
No anseio de viver misérrima e impotente
A árvore estende o braço e desfolhada implora

Fulvas cintilações se espalham no arrebol;
A terra um esquife incendiado, ardente,
Uma fornalha atroz ameaçando o sol!

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Antonino Frota – Contador – Nasceu em Sobral a 12 de maio de 1920. É filho de Antônio Frota Cavalcante e D. Dragomira Soares Cavalcante.
São seus avós paternos Joaquim Lopes Cavalcante e D. Teresa Cristina Frota Cavalcante e maternos João Leocárpio Soares e D. Teresa Frota Cavalcante.
Fez os estudos primários em sua terra natal e o curso de Humanidades no Colégio Cearense em Fortaleza. Em fevereiro de 1933 matriculou-se na Escola de Comércio Pe. Champagnat, anexa ao Colégio Cearense e colou grau de Perito Contador pela mesma Escola a 25 de novembro de 1938, sendo Diretor o irmão Carlos Martiner. 
É membro das sociedades esportivas: Sobral Atlético Club e Grêmio Recreativo Sobralense.
Casou-se em Fortaleza a 7 de dezembro de 1939 com D. Praxedes Zica Romero da Frota,, filha de José Romero de Barros e D. Isolina Romero de Barros.
Do consórcio tem uma filha menor, Ana Antoniza Romero da Frota.

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Dr. Antônio Eliseu de Holanda – Magistrado. Filho de João Antônio de Holanda Cavalcante e D. Maria Mourão Cavalcante, nasceu em Sobral.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de Recife, em 1886.
É irmão do Desembargador João Firmino de Holanda Cavalcante.

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Antônio Gentil Ferreira Gomes – Comerciante. Nasceu em Sobral a 5 de setembro de 1882. São seus progenitores Antônio Firmo Ferreira Gomes e D. Maria Cristina Ferreira Gomes.
É sócio da firma Eurípedes, Alverne & Cia. Ltda. e possuidor de ricas fazendas de gado.
Casou-se em Sobral em primeiras núpcias com D. Alice Lopes Ferreira Gomes, filha de Antônio Manoel Lopes Cavalcante e D. Francisca Zeferina Pessoa Cavalcante; em seguidas núpcias ainda em Sobral com D. Isaura Ferreira Gomes, filha de Francisco Bernardinho Ferreira Gomes e D. Maria Cândida Ferreira Gomes.
Houve do primeiro matrimônio: José Gentil Ferreira Gomes, auxiliar do comércio, viajante, solteiro; Vlademir Ferreira Gomes, comerciante, solteiro; Nilo Ferreira Gomes, auxiliar do comércio, solteiro; Abelardo Ferreira Gomes, comerciante, casado, com D. Belanisa Maia Ferreira Gomes, Aderson Ferreira Gomes, auxiliar do comércio, solteiro.
Houve do segundo matrimônio: Valmir Ferreira Gomes, acadêmico de Engenharia, e os menores: Balmes Ferreira Gomes, Adail, Aloísio, Nelson, Luciano e Marlene.

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Antônio Pereira de Menezes – Guarda-livros. Filho de Joana Francisca Soares nasceu em Sobral a 26 de novembro de 1860. São seus avós maternos Luiz Soares de Oliveira, natural de Brejo de Areia, na Paraíba e D. Ana Joaquina Soares. De Campina Grande, na Paraíba.
Fez os estudos primários em sua terra natal com o Professor Emiliano Frederico de Andrade Pessoa e em 1872 fez exame de Português pra professor auxiliar.
Foi tipógrafo durante onze anos do jornal “Sobralense”, redacionado pelo maestro Zacarias Gondim e da “Gazeta de Sobral”, fundada a 5 de junho de 1881, de propriedade de uma empresa, sendo gerente Manoel Artur da Frota, e circulou até março de 1885.
Deixando a empresa da “Gazeta”, da qual fora também colaborador, passou a ocupar o cargo de guarda-livros da casa comercial do Cel. Ernesto Deocleciano de Albuquerque, em 16 de junho de 1885.
Fundando este, em 1896 a Fábrica de Tecidos “Sobral”, com Cândido José Ribeiro, do Maranhão deixou o escritório comercial e passou a exercer o mesmo cargo no escritório da dita Fábrica, cargo este que vem exercendo através desse lapso de tempo de 53 anos contando atualmente 81 anos de idade.
Casou-se em Sobral a 30 de junho de 1888, com D. Maria do Livramento Menezes, filha de João Gonçalves Rosa e D. Ana Luíza Matos.
Houve do enlace matrimonial os seguintes filhos: D. Rosilda Bezerra de Menezes, casada com José Bezerra Menezes, funcionário público da Prefeitura de Fortaleza; Pedro Osório de Menezes, agricultor, casado com D. Ana Barroso de Menezes; D. Francisca de Menezes Pontes, casada com Manoel Paula Pontes, funcionário do comércio; Raimundo Menezes, criador, casado com D. Maria Rosalina de Menezes; D. Antônia de Menezes Mourão, viúva de José Mourão de Aquino; D. Ana Jaci de Menezes, casada com Paulo Ponte, irmão do Cel. João Ponte.

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Dr. Antônio Frederico Rodrigues Andrade – Nasceu em Sobral.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de Recife, em 1874.
Foi seu colega de formatura o Dr. Francisco Pothier Rodrigues Lima, sobralense.

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Antônio Walter de Andrade – Contador. Nasceu a 28 de setembro de 1917 e é filho de Joaquim Anselmo de Andrade e D. Maria da Penha de Sousa Andrade. São seus avós pelo lado paterno Francisco Leôncio de Andrade e D. Teodora Leoncina de Andrade, e pelo lado materno, Francisco Anastácio de Sousa e D. Rita Anastácia de Sousa.
Com a idade de um ano seus pais se transportaram de Massapê para Sobral, onde fixaram residência, e aí fez os estudos primários com o Prof. Luiz Jacome.
Em 1935matriculou-se na Escola de Comércio D. José, mantida pela Associação dos Empregados no Comércio de Sobral, e a 12 de dezembro de 1939 colou grau de Perito Contador, por esse acreditado estabelecimento de ensino.
É irmão do Pe. Joaquim Arnóbio de Andrade e Francisco Leôncio de Andrade, contador e agrônomo.

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Dr. Aristides Barreto Neto – Engenheiro. Nasceu em Sobral a 17 de maio de 1909. É filho de Francisco das Chagas Araújo e D. Alzira Barreto Araújo, e neto pelo lado paterno de Domingos Rodrigues Araújo e D. Jacinto Moreira Araújo e pelo o lado materno neto de Aristides Barreto e D. Rita Ferreira Barreto.
Fez os estudos primários com o Prof. Luiz Jacome em sua terra natal e em Fortaleza o curso de Humanidades.
Em 1932 seguiu a Bahia, onde matriculou-se na Escola de Engenharia e concluiu o primeiro ano; seguindo para o Rio de Janeiro, ai concluiu o curso colando o grau de Engenheiro Civil pela Escola de Engenharia da Universidade em 1938.
Em Sergipe exerceu o cargo de Engenheiro Sanitário, na capital do Estado em 1939 e daí transferiu-se para Fortaleza, onde se acha na Construção de Obras do Porto.
Casou-se em Sergipe a 17 de janeiro de 1939, com D. Estela do Nascimento Barreto, filha de Antônio Carlos do Nascimento e D. Risoleta Freire do Nascimento. Tem uma filha menor. Nilse.
É irmão do Capitão Almir Barreto Araújo, do Pe. Domingos Araújo, do Dr. José Barreto Araújo, bacharel em Direito e do Dr. Alzir Barreto Araújo, agrônomo.

B

Des. Banto Fernandes de Barros – Natural de Sobral, nasceu a 1º de janeiro de 1834.
Foi Juiz de Direito da comarca de Joinvile e desembargador aposentado.

C

Capitão Caetano Sabóia de Albuquerque Figueiredo – Filho do Dr. Antônio de Paula Pessoa de Figueiredo e D. Antônia Ernestina Sabóia de Albuquerque Figueiredo, nasceu em Sobral, a 13 de abril de 1902.
São seus avós pelo lado paterno: Dr. José Antônio de Figueiredo e D. Antônia Geracina de Paula Pessoa de Figueiredo, e pelo lado materno: Ernesto Deocleciano de Albuquerque e D. Francisca Sabóia de Albuquerque.
Fez os estudos primários em sua terra natal, com João Barbosa de Paula Pessoa; o curso de Humanidades no Colégio Cearense em Fortaleza, em 1914, e no Colégio Marista da Bahia, onde concluiu.
A 1º de janeiro de 1922 matriculou-se na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro. Dias depois rebentando a revolução, foi preso no Rio e desligado para Itajubá, onde era comandante o Capitão Luiz Silvestre. De volta ao Rio respondeu conselho de guerra, sendo excluído do exército.
Matriculou-se então, na Escola de Engenharia de Ouro Preto e depois se transferiu para a de Belo Horizonte. Estando a cursar o 5º ano, foi chamado pela revolução de 1930 e comissionado no posto de 2º Tenente, a 8 de novembro de 1930, por decreto n° 19.395.
Esteve dois meses na Coluna Rabelo e depois como Delegado Militar, em Brasópolis, fazenda do Dr. Venceslau Braz.
Terminada a revolução que vitoriosa levou à Presidência da República o Dr. Getúlio Vargas, foi continuar os estudos no Rio, onde concluiu o curso de engenheiro militar, pelo regulamento de 1929.
A sua promoção a 1º Tenente data de 20 de abril de 1934, e a de Capitão de 2 de outubro de 1934.
Conta tempo dobrado: Revolução de São Paulo – 12 de julho a 3 de outubro de 1932 a 18 anos de serviço militar.
É casado com D. Jovelina Antunes e é irmão do Dr. José de Albuquerque Figueiredo, engenheiro civil.

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Clodomir Arruda – Advogado. Filho do Dr. Clodomir de Arruda Coelho e D. Carmem Bentes de Arruda, nasceu a 28 de outubro de 1915.
Foram seus avós paternos: Esmerino do Monte Coelho e D. Etelvina de Arruda Coelho, e avós maternos: Antônio Moreira dos Santos e D. Ernestina Bentes dos Santos.
Fez os estudos primários em Sobral, e concluiu com brilhantismo o curso de preparatórios no Colégio Cearense em Fortaleza, sendo o orador da turma.
Matriculou-se em 1937 na Faculdade de Direito do Ceará. Ia colar o grau de bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais em 1940, sendo colhido pela morte em uma casa de saúde de Fortaleza, a 5 de outubro de 1939.
Ainda acadêmico provisionou-se advogado, cargo que, durante dois anos, exerceu com muita inteligência, fazendo brilhantes defesas na tribuna do Júri.
Colaborou em várias revistas e jornais do Estado.
Está sendo editada uma obra póstuma de todos os seus escritos em revistas e discursos, pois, era orador fluente e nato.

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Dr. Carlos Ernesto Sabóia de Albuquerque – Engenheiro. Nascido em Sobral, é filho do Dr. Massilon Sabóia de Albuquerque e D. Judith Judice, e neto pelo lado paterno de Ernesto Sabóia de Albuquerque e D. Francisca Sabóia de Albuquerque, e pelo lado materno, neto de Carlos Judice, italiano, e D. Ângela Judice.
Formou-se pela Escola de Engenharia da Universidade do Rio de Janeiro, onde reside.

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Carlos Hardy Madeira – Contador. Nascido em Sobral a 16 de agosto de 1913, filho de Adolfo Linhares Madeira e D. Izabel Alves Madeira, e neto pelo lado paterno de Vicente Madeira e D. Filomena Oresta Linhares, e pelo lado materno de Carlos Hardy e D. Izabel Saldanha Hardy.
Fez os estudos primários em sua terra natal com o Prof. Luiz Felipe; o curso de preparatórios na Escola de Comércio e em 1933 matriculou-se no curso comercial, tendo colocado grau de contador, pela Escola de Comércio D. José, mantida pela Associação dos Empregados no Comércio de Sobral, a 10 de dezembro de 1939, sendo Diretor Paulo Aragão.
Casou-se em Sobral a 16 de setembro de 1938, com D. Raimunda Melquiades Coelho Madeira, filha de Francisco Melquíades Coelho e D. Constância Rodrigues Coelho.

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Dona Carminda Marinho de Sabóia – Professora.  Filha do Dr. Eugênio Marinho de Sabóia e D. Belarmina Andrade Sabóia, nasceu em Sobral a 4 de setembro de 1918; neta pelo paterno de José Figueira de Sabóia e Silva e D. Carminda Marinho de Sabóia e Silva, e pelo lado materno do Dr. Alfredo Marinho de Andrade e D. Belarmina Gondim de Andrade.
Fez os estudos primários em Fortaleza, no Colégio Nossa Senhora do Sagrado Coração de Jesus, Instituto Dorothéa e colou o grau de Professora no Colégio Sant’Ana, em Sobral a 2 de dezembro de 1939; sendo da primeira turma das diplomadas por este Colégio.
Faz curso com distinção, obtendo o primeiro lugar na dita turma.

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Dr. Clodoveu de Arruda Coelho – Advogado. Filho de Esmerino do Monte Coelho e D. Edelvina de Arruda Coelho. Nasceu em Sobral a 15 de setembro de 188.
São seus avós paternos: Manoel José do Monte Coelho e D. Ana Soledade Coelho, e maternos Prof. Vicente Ferreira de Arruda e D. Guilhermina de Arruda Coelho.
Fez os estudos primários em sua terra natal, com sua tia D. Rita Arruda e começou o curso de Humanidades, em Sobral com o Prof. Vicente Arruda, concluindo-o no Liceu do Ceará.
Matriculou-se em 1905 na Academia de Direito do Ceará, e colou o grau de Bacharel em Direito a 8 de dezembro de 1908, sendo Diretor o Dr. Tomaz Pompeu de Sousa Brasil, tendo sido o orador da turma laureado com distinção.
Em 1907, ainda acadêmico, foi, pelo Presidente, Dr. Antônio Pinto Nogueira Acióli, nomeado Promotor de Justiça de Sobral, em 1910, nomeado pelo mesmo Presidente, Juiz Substituto da Comarca de Sobral, cargo que exerceu, depois de reconduzido pelo Presidente General Benjamim Barroso até 1926. Foi escolhido para Secretário do Interior e Justiça do Estado pelo Interventor Federal Coronel Felipe Moreira Lima, cargo que não aceitou.
Deixou a magistratura em 1926, aposentando-se e passando a exercer a advocacia.
Tem colaborado em revistas literárias e jurídicas e em vários jornais do Estado.
É viúvo, tendo casado com D. Carmem Bentes de Arruda na cidade de Massapê, em 1913.
É seu irmão: Dr. Vicente de Arruda Coelho, Bacharel em Direito, residente em Fortaleza.
Dr. Clodoveu de Arruda Coelho pertencente a uma família de bacharéis: cinco de seus tios maternos eram bacharéis em Ciências Jurídicas e Sociais, todos nascidos em Sobral, filhos do Prof. Vicente Ferreira de Arruda.
Eram eles: Dr. Vicente Ferreira de Arruda Filho, Dr. Antônio Arruda, Juiz de Direito e Professor da Academia do Ceará e redator d’”A República”; Dr. Cícero de Arruda, Juiz de Direito; Dr. Raimundo de Arruda, Secretário da Fazenda no governo do Dr. Nogueira Acióli e Deputado Estadual e Dr. Gonzaga de Arruda, Juiz de Direito; todos falecidos.
Eis a mais recente colaboração do Dr. Clodoveu de Arruda para o “Correio da Semana” de Sobral – uma apreciação sobre o livro.

“A Família, o Divórcio e a Eugenia”

O Mons. Vicente Martins não só é o pároco abnegado e desprendido, o infatigável trabalhador da Vinha do Senhor, derramando as consolações da Religião do amor e do perdão nos íntimos recessos das almas desgarradas e retornadas ao aprisco da eterna verdade.
A sua benéfica ação sobre os corações não se exerce apenas através à penumbra imácula dos altares, no ambiente acolhedor e reconfortante dos tempos católicos, onde desempenha o seu fecundo sacerdócio com as lições edificantes do exemplo e, mantendo, incorruptível, o-primado da fé, entre nós. 
Sobre outro aspecto e, num outro âmbito de ação, vem ele desenvolvendo a sua pugnaz atividade, porque não se deturpem, ou se desnaturem, as normas intangíveis, os princípios alicerçais, em que se consolida o precioso patrimônio de noss moral, que não deve ser travestida do laicismo corruptor e pernicioso, porém sempre refletir os bons estímulos da tradição cristã, que tem sido o nume tutelar de nossa nacionalidade.
Uma prova desse esforço é o livro recente, que fez editar, sob o sugestivo título “A Família, o Divórcio e a Eugenia”.
Com essa publicação, que envolve assunto de plena atualidade, o Monsenhor Vicente Martins se revelou homem de pensamento e de estudos, pondo a sua inteligência ao serviço da grandiosa causa da Ação Social Católica. É certo que a família é a cédula mater da sociedade, e a sua estabilidade repouso na grandeza moral do casamento monogâmico que, antes de ser uma conquista da civilização, já representava um legítimo triunfo do cristianismo.
A família assim construída, e que representa o forte reduto moral onde se cultivam as mais transcendentes relações para com Deus, a humanidade e a natureza, não pode coexistir com o divórcio a vínculo, que quebra a sua unidade, desvirtua a sua finalidade, e faz se esgotarem as eternas fontes do amor e da virtude, que formam o seu substractum.
O Mons. Vicente Martins, com notável clarividência, disserta sobre esse momentoso tema, conjurando o mal polimórfico e preservando a civilização católica dos perigos que, neste tocante, ameaçaram desfigura-la.
A última ´parte do livro, com que acaba de enriquecer as nossas letras, é consagrada à Eugenia, com a crítica acertada e aprumada aos vícios, práticas abusivas e antinaturais, com que se pretende aperfeiçoar e cultuar o homem animal.
A esterilização, a desnatalização, e neomaltusianismo e outras medidas com que a moderna Eugenia se abalança à regeneração da espécie, todas essas mutilações grosseiras e inconcebíveis, são dissecadas e rebatidas com erudição e oportunidade, e á luz da sábia filosofia tomista, pelo provecto sacerdote, autor do livro, que estamos apreciando.
O Mons. Vicente Martins concluiu por fazer a apologia da prudente e honesta Eugenia Cristã, que sem desvios e sem determinismo materialista, eleva e dignifica a humanidade, afastando-a da lama sacrílega de inomináveis preconceitos racionais, e encaminhando-a para o remanso abençoado da espiritualidade, que é o cimo colimado pelas almas de eleição.
Daqui envio parabéns ao Mons. Vicente Martins pelo serviço inesquecível que, com seu livro, prestou à causa do Bem, agradecendo-lhe a oferta do exemplar que me enviou, e que muito vem honrar a minha estante”.

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Custódio de Araújo Costa–Comerciante. Filho de Francisco de Araújo Costa e D. Raquel Cândida de Araújo Costa nasceu em Sobral em 1887.
Foram seus avós pelo lado paterno: Custódio de Araújo Costa e D. Constância de Araújo Costa, e pelo materno José Mendes Carneiro e D. Idalina Mendes Carneiro.
Iniciou-se na vida comercial como empregado em Sobral e estabeleceu-se depois em Camocim, fazendo parte da firma J. Adonias & Cia.
Atualmente reside no Pará com estabelecimento de conta própria e grande serraria. É comerciante e industrial.
Casou-se em 1912 em Sobral com D. Vitalina Gomes Parente de Araújo, filha de Frederico Gomes Parente e Maria Gomes Parente.
São seus filhos: Dr. Edgar Parente de Araújo, Bacharel em Direito; Dr. Elísio Parente de Araújo, Médico, e Eurico Parente de Araújo, Militar.

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Dr. César de Almeida – Engenheiro. Filho do Dr. Diogo Ferreira de Almeida, natural do Rio de Janeiro e D. Adelaide Monte de Almeida, nasceu em Sobral.
Formou-se pela Escola de Engenharia na Universidade do Rio de Janeiro.
Casou-se com D. Carolina Perdigão Monte, filha do Desembargador Antônio Sabino do Monte e D. Carolina Perdigão Monte, neta paterna do Major Miguel Francisco do Monte e D. Ana Clara Francisca do Monte e neta materna de Frederico Perdigão.

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Tem. Dario Mendes de Mesquita – Oficial. Filho de José Joaquim de Mesquita e D. Maria José de Mesquita, nasceu na cidade de Sobral a 11 de janeiro de 1895.
Foi empregado no comércio em Fortaleza e exerceu as funções de 2º Tenente da Força Pública do Ceará, no governo do Dr. João Tomé de Sabóia e Silva.
Atualmente exerce as funções de escriturário da Prefeitura de Fortaleza.
É irmão do Ten. Ulisses Mendes de Mesquita, oficial da Força Pública do Estado.

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Diogo Alves Linhares – Nasceu em Sobral. Era filho do Sargento-Mor Antônio Álvares Linhares e D. Ignez Madeira de Vasconcelos. Casou-se com D. Ana Ferreira de Vasconcelos da família Feitosa, dos Inhamuns no Ceará.
Era abastado criador e chefe de numerosa família, e gozava de grande prestígio político no seu tempo.
Foi vereador da Câmara e Juiz ordinário, primeira autoridade do município.
Faleceu em Sobral em 16 de outubro de 1806.
Do consórcio houve nove filhos: Antônio Alves Linhares, casado com D. Maria de Melo Falcão; Francisco Alves Linhares, falecido, inupto; Manoel Alves Linhares, casado com D. Francisca de Melo Falcão, João Ferreira Chaves, casado com D. Ana de Melo Falcão; Rita Maria de Vasconcelos, casado a primeiro vez com Manoel Joaquim dos Reis e segunda com Libânio da Ponte; Ana Joaquina de Vasconcelos, casada com José Ribeiro da Silva; Vicência Madeira de Vasconcelos, casada com Custódio Coelho Moita; Inez Madeira Madeira de Vasconcelos; casada com Manoel do Prado Leão e José Alves Linhares, casado com D. Matilde do Nascimento.

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Mons. Diogo José de Sousa – Nasceu na cidade de Sobral a 7 de junho de 1893, sendo seus pais José Rodrigues Lima e D. Úrsula Balbina de Sousa Lima.
Ordenou-se em Olinda a 4 de julho de 1852, sendo bispo da Diocese D. João da Purificação Marques Perdigão.
Por concurso foi nomeado vigário colado da freguesia do Saboeiro em 1856, cargo que exerceu até 1871, quando pediu exoneração.
Em 1880 foi nomeado Vigário encomendado da Meruoca e a 3 de maio de 1897, removido para Sobral, onde permaneceu até 1907, sendo exonerado por motivo de saúde.
Faleceu em Sobral a 30 de julho d 1909.
Foi deputado provincial e era Mons. Camareiro Secreto do Sumo Pontífice.

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Dr. Diogo Xerez Gomes Parente – Advogado. Nascido em Sobral é filho do Dr. José de Xerez e D. Olindina Gomes Parente e neto paterno de Francisco Antônio de Xerez Linhares e D. Teodolina Francisca Duarte.
Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, aí reside e exerde advocacia.
No “Cearenses no Rio”, lê-se em uma de suas páginas: “Advogado de alta projeção, há longos anos residindo na Capital na República, esse inteligente sobralense é um dos dignos membros da colônia e causídico de real destaque no foro carioca, no qual desfruta do melhor conceito nos altos meios sociais e intelectuais”.

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Padre Domingos Araújo – Filho de Francisco das Chagas Araújo e D. Alzira Barreto Araújo, nasceu na cidade de Sobral a 13 de julho de 1907.
São seus avós pelo lado paterno: Domingos Rodrigues Araújo e D. Jacinta Moreira Araújo e pelo lado materno Aristides Barreto e D. Rita Ferreira Barreto.
Matriculou-se no Seminário Menor de Fortaleza a 22 de setembro de 1925 e em fevereiro de 1928, iniciou o curso de Filosofia no mesmo Seminário.
Recebeu a primeira tonsura a 15 de março de 1930 na Capela da Prainha em Fortaleza e a 15 de abril de 1933, recebeu de D. José Tupinambá da Frota o presbiterato na Catedral de Sobral.
Nos anos de 1933 e 1934 exerceu o cargo de professor no seminário de Sobral, de Português, Francês e Latim.
A 7 de fevereiro de 1935 foi provisionado Cura da Sé, cargo que exerce atualmente.
Fundou em Sobral as sociedades: Juventude Operária Católica e o Círculo de Operários; dirije 21 associações pias na Paróquia; construiu a Capela do Trapiá; tem iniciada a construção da de Cristo Rei e colabora no “Correio da Semana” e no “Patronado”.
É considerado orador sacro de muitos dotes.
São seus irmãos: Cap. Almir Barreto Araújo, oficial do Exército; Dr. Aristides Barreto Neto, Engenheiro; Dr. José Barreto Araújo, Bacharel em Direito e Dr. Alzir Barreto Araújo, Agrônomo.
Transcrevo a seguir a alocução do Pe. Domingos Araújo, proferida por ocasião da missa e bênção dos anéis dos bacharelandos, na Matriz do Patrocínio, em Fortaleza, a 18 de janeiro de 1940.
“Quisestes, na delicadeza de vossos corações de moços, que eu tivesse a honra de ser o celebrante de hoje, nesta hora para vós todos de merecido júbilo. E eu não me posso esquivar ao quase dever de vos dirigir algumas palavras. Tendes, sem dúvidas, os mais justos motivos de considerar este dia como um dos mais belos devossa vida. Atingistes uma eminência de onde lançais a vista para avaliar a extensão transposta.
Podeis e deveis rejubilar-vos nesta hora feliz que é recompensa de vossa luta.
Felicito cordialmente a vós, à vossa digníssima família. Louvo o vosso gesto em virdes junto ao altar pedir as bênçãos de Deus no início de profissão.
Meus caros moços, é duplo o aspecto que se me depara nesta solenidade. É um prêmio e uma investidura. Prêmio que lembra esforços e méritos de cada um. “Necessário é que haja prêmios e que aos prêmios se entre pela porta do merecimento”, disse egregiamente Vieira. Mas é também o dia de uma investidura. Começa para vós um novo ciclo cheio de responsabilidade e novos deveres surgem lembrando o papel social que vós sois chamados a representar. Todo o homem tem uma missão social por cumprir. Vós especialmente representantes do escol da mocidade pátria que dentro em breve estareis, quer na magistratura, quer no parlamento, na tribuna ou na imprensa, influindo de modo mais ou menos direto na grande obra do progresso de nosso País. Estrareis já nas lutas da sociedade, encontrareis os problemas sociais em toda a sua complexidade intricadíssima e tereis de pôr em prática o que vos foi ensinado. Escolhestes a belíssima carreira do Direito. Sede fiéis à vossa elevada missão. Conservai o preciso cabedal de vossa ciência. Que ele renda, frutifique e vá aumentando, dia a dia, a serviço das causas grandes e nobres. No estado atual da sociedade, pesada, muito pesada é a responsabilidade dos que têm um diploma e que o prezam, o amam, o querem digno, e nunca o retêm como um enfeite de uma vaidade ignorante. Amar a justiça e praticar a justiça deve ser o lema de vossa vida.
E para distribuir a justiça de modo perfeito, não encontrareis normas mais seguras e nem código mais perfeito do que o Evangelho.
Aprendei do lados do Divino Mestre e amar a justiça. Que ressoi a em todos os momentos aos vossos ouvidos aquelas suas palavras que encerram um mundo de justiça: “Dai a César o que é de César, dai a Deus o que é de Deus”.
Sede homens dispostos à tarefa ingente da restauração cristã de todos os valores na família e na sociedade. Sede sempre, integralmente, desassombradamente, eficientemente, homens de fé, cônscios da vossa dignidade e também ufanos do vosso credo.
“Est vir” – Foi esta a suprema recomendação do velho rei Davi, prestes a morrer, a seu filho. Sede homem – para Davi havia alguma diferença entre um homem e outro homem. E nós vemos Diógenes na antiguidade pagã com uma lanterna na mão em plena luz do dia procurar um homem. Ele queria alguém que a seus olhos merecessem em verdade este nome. Os romanos também empregavam este termo – “vir” – para designar alguém dotado de energia, coragem e virtude. Ser um homem não é, pois, ter talentos superiores, porque pode aliar a um talento uma alma vulgar a mesmo baixa. A história de todos os tempos nos oferece muitos exemplos. Ser homem é relevar-se grande, capaz de determinação e de ação, é procurar seu dever e cumpri-lo lealmente a marchar até o fim sem desfalecimentos, sustentando a luta sem recuar, sem capitular. E para ser homem, diz Jouffroy, é preciso ter convicções firmes e uma vontade forte e pô-las em prática. Sim, é preciso convicções, primeiramente. Sem convicções não há energia.
Em certas horas, em face de tantas austeridades do dever não bastam um pouco de glória humana a um interesse passageiro. Temos necessidade de fé em Deus remunerador, tem-se necessidade de olhar para uma vida futura. “Dai-me um ponto de apoio e eu soerguerei o mundo”, dizia Arquimedes. Também eu vós digo que o ponto de apoio da vontade está na fé firme e inabalável. “Se vós tendes a fé vós transporeis montanhas”. Estas palavras do Divino Mestre confirmam o que eu acabo de anunciar – o homem de convicção é capaz de todos os heroísmos. Vede os santos, estes heróis do Cristianismo. Porque tinham convicções eles se tornaram o que são. Vede os mártires e dizei-me não foi nas suas convicções que eles foram buscar aquela força e aquela coragem que admiravam os algozes. Vede os cruzados e os vândalos que é que os arrastavam para a Palestina ou para os campos de batalha? Era a convicção, era a fé que eles traziam bem arraigadas na sua alma. Sede, pois, homens de convicção e de fé, não só nos lábios, mas no coração com raízes profundas na alma e assim não haverá obstáculos que não levareis de vencida.
O segundo elemento que faz o homem é a vontade, nos diz Jouifroy. Saber o que se crer é a primeira condição da virilidade; querer o que se deve fazer é a segunda.
É preciso ser homem de vontade forte. É a vontade auxiliada pela graça divina que forma a virtude, a verdadeira grandeza de milhões de almas. De nossa pobre e vil natureza, viciada desde a origem, a vontade com a graça fazem o homem honesto, generoso, muitas vezes anjos, heróis e santos. A vontade fortificada pela graça subtrai o homem à servidão degradante dos sentidos, à escravidão dos apetites grosseiros para indicar o bem ideal. Mesmo na ordem puramente humana nós vemos por toda a parte a vontade produzir maravilhas. Lembremos – não importa em que esfera – todos aqueles que foram grandes e fizeram seu nome honrado – César, Anibal, Alexandre, Carlos Magno, Cristóvão Colombo, Richelieu, Napoleão, Foch – para citar somente alguns. O segredo de seu triunfo estava somente numa vontade firme, enérgica que inspirava toda sua vida. Perguntaram um dia a um Marechal francês – como vos fizestes marechal? – respondeu simplesmente – eu quis ser marechal. Uma das potências do mundo é a vontade humana. Na vida não há situação em que a força de vontade não possa fazer alguma coisa. Muitos desgraçados são pessoas de vontade débil que acharam mais cômodo esperar da bondade ou da indústria dos outros e que afinal se deixaram arrastar à desgraça como vício, sem jamais tentar reagir. Preciso instrumento, verdadeiro potência – à vontade – Formai-a em vós.
Cultivai e aperfeiçoai-a. Deveis preservá-la de tudo que poderia diminui-la ou enfraquece-la. É a aspiração de nosso Deus, ou os desígnios são que deveis aperfeiçoar em vós esta faculdade para atingirdes o vosso destino sobrenatural. É também esperança da Igreja que tem necessidade, hoje mais do que nunca, de almas fortes para a sua defesa e para extensão do reino de Cristo. É ainda o voto de nossa sociedade contemporânea que solicita o concurso de todas as almas enérgicas para serrar fileiras contra as forças do mal, contra os inimigos da ordem social e para restaurar os princípios de justiça, de respeito às leis, sem as quais uma sociedade não pode subsistir.
Que com vosso contato e com vosso exemplo a mocidade e a idade madura reajam enfim contra a empresa do erro e da imoralidade e assim todos se tornam agentes do soerguimento social e religioso.
Entrai com estas disposições e com coragem na luta das vossas profissões.
Tereis as armas que garantem a vitória.
Ide. Seminaiverdade. Praticai o bem. Conservai a fé católica. E lembrai-vos que nós devemos a ventura de nascer na maior, na mais opulenta de todas as pátrias”.

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Tenente-Coronel Domingos Jesuíno de Albuquerque – Oficial da Guarda Nacional. Nasceu no sítio Algodões, sobre a serra da Meruoca, município de Sobral. É filho de José Balduíno de Albuquerque e D. Antônia Pires de Albuquerque.
Foi vice comandante da Guarda Nacional de Sobral; contemporâneo do Coronel Jaaquim Ribeiro, gozou de grande prestígio político, havendo tomado parte da guerra dos Balaios e enviado muitos contingentes para guerra do Paraguai.
Pelos seus serviços foi distinguido com a patente de Major honorário do Exercito.
Casou-se a primeira vez com D. Maria Probem e a segunda com Cirila Muniz de Castro, no Jordão, sendo celebrante do casamento D. José Tupinambá da Frota, quando Vigário de Sobral.
São filhos do primeiro matrimônio: General Domingos Jesuíno de Albuquerque, Dr. Vicente Liberalino, Antônio Jesuíno, Major José Balduíno e Francisca Jesuína, casada com Manoel Augusto de Moura, Francisco Sobralino de Albuquerque e Maria Senhora, casada com Vitalino Albuquerque.
Sãos seus filhos do segundo matrimônio: Francisco Jesulino de Albuquerque, casado com Maria Jorge de Lima, residente no Amazonas; José Jesuíno de Albuquerque, casado com Maria PenhaLopes, residente no Amazonas; Vicente Jesuíno de Albuquerque, casado com Vicentina Marques de Sousa, residente na Fonte Vital, Serra do Rosário; e Domingos Jesuíno de Albuquerque, casado com Sabina Leopoldina de Albuquerque, residente na Forta Vital; Frederico Jesuíno de Albuquerque, casado com Francisca Pinheiro, residente em Forte Vital; Elvira de Albuquerque, casada com José Tomaz dos Reis, residente na Meruoca; Gervys Jesuína de Albuquerque, casada com José Francelino de Sousa, residente em Fortaleza; Evangelina de Albuquerque, casada com Vicente Probem, residente em Forte Vital; Maria Jesuína de Albuquerque, falecida em 1937, em Camocim; casada com José Probem de Albuquerque, Jesuína de Albuquerque, casada com José Feliciano de Lima, residente no Jardim, sobre a Serra do Rosário; e Adelina Jesuína de Albuquerque, que morreu inupta em 1913.
O Tte-Cel. Jesuíno faleceu a 4 de agosto de 1909, e está sepultado no antigo Cemitério do Jordão.
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Dr. Domingos Gonçalves Cearense – Advogado. Nascido em Sobral, em 1830, era filho de Anselmo Gonçalves Pessoa.
Muito moço ainda, dedicou-se aos trabalhos forenses e foi solicitador nos termos de Oeiras e Amante, no Piauí; e em Pastos Bons, Barra de Corda e Passagem Franca, no Maranhão.
Resolvido tonar-se em Direito, seguiu para Recife; em três anos fez os preparatórios; matriculou-se na Academia em 1866 e colou o grau de bacharel a 28 de novembro de 1870.
Formado, seguiu para o Rio de Janeiro, onde abriu escritório de advogado e ocupou mais tarde em 1872 o lugar de professor no Colégio Kopke de Petrópolis; sendo ao ano seguinte nomeado Juiz Municipal e dos Órfãos em Valença e Marvão, no Piauí, e depois de Codó, Picos e Mirador, no Maranhão.
Era dedicado cultor das Musas e deixou muitas poesias inéditas.
Faleceu a 31 de outubro de 1875.
É seu filho o Cap. João Batista Cearense, Oficial do Exército.

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General Domingos Jesuíno de Albuquerque – Oficial do Exército. Nasceu na Fonte Vital, Serra do Rosário, município de Sobral a 5 de julho de 1855; sendo seus progenitores Domingos Jesuíno de Albuquerque, Tenente-Coronel da Guarda Nacional e D. Maria Teodora de Albuquerque e seus avós pelo lado paterno José Balduíno de Albuquerque e D. Antônia Pires de Albuquerque e seu avô pelo lado materno Prudente José Alcântara.
Fez os estudos primários e de Humanidades no Ateneu Cearense em Fortaleza, sob a direção de Manoel Teófilo e Pe. Monte; assentou praça no Exército a 15 de dezembro de 1870; frequentou a Escola Militar do Rio e foi promovido a 2º Tenente de Artilharia a 25 de maio de 1878.
Oposicionista ao governo do Marechal Floriano Peixoto, e envolvido nos sucessos de 1892, foi preso, reformado e desterrado para Cucuhy com outros militares, entre os quais, o Marechal Almeida Barreto, Almirante Wandenkolk, General Clarindo, Coronel Piragibe e Conde de Leopoldina.
Revertendo ao serviço militar por decisão do Supremo Tribunal Federal, no governo do Dr. Prudente de Morais, foi promovido a 1º Tenente para infantaria a 7 de janeiro de 1896, com antiguidade; a Capitão por estudos a 15 de fevereiro de 1897; a Major a 25 de junho de 1910; a Tenente-Coronel a 25 de julho de 1910; a Coronel Graduado a 28 de junho de 1911 e a 8 de julho do dito ano a Coronel efetivo e por fim General.
Foi professor da Escola Militar.
Em 1908 exerceu o lugar de Prefeito do Alto Acre, tendo posteriormente tido, no Alto Juruá, as funções de Juiz de Direito.
Faleceu no Rio de Janeiro em 1939.
Era casado com D. Maria Felipe, paraguaia.
É filho do consórcio o Major Luiz Felipe, nascido no Rio de Distrito.
É irmão do Dr. Vicente Liberalino de Albuquerque, advogado, residente no Rio.
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Domingos José Pinto Braga Júnior – Advogado. Filho de Domingos José Pinto Braga, português e D. Maria Antônia Ferreira Braga, nasceu em Sobral a 16 de agosto de 1823.
Em 1839 seguiu para Olinda, a fim de frequentar a Academia de Direito, e mais tarde para Coimbra, onde pretendia estudar Medicina, o que não conseguiu.
Regressando ao Ceará, dedicou-se à advocacia, tendo se provisionado pela Relação de Pernambuco.
Foi Promotor de Sobral, oficial maior da Secretaria do Governo, Secretário Interino da Presidência, Chefe de Secção da Alfândega do Ceará, Deputado Provincial em várias Legislaturas e Deputado geral.
Faleceu em Fortaleza a 31 de janeiro de 1884.

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Dr. Domingos Olímpio Braga Cavalcante – Romancista. Nasceu em Sobral a 18 de setembro de 1850. Foram seus progenitores Antônio Raimundo Cavalcante e D. Rita Braga Cavalcante.
Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Recife em 1873.
Voltando ao Ceará, aí esteve até 1879, quando se transferiu para o Pará. Aí advogou o obteve notáveis triunfos na tribuna jurídica. Abolicionista ardente, republicano sincero, fez, pelos jornais, e na Assembleia, onde tomou assento, a propaganda de suas ideias. Foi redator do “Diário do Grão Pará” e da “Província”.
Do Pará seguiu para o Rio de Janeiro em 1891. Ai escreveu n’ “O Paiz”, no “Correio Mercantil” e no “O Comércio”. 
Um ano após sua chegada ao Rio foi nomeado Secretário da Comissão Diplomática, encarregada de resolver em Washington a questão de limites com a República Argentina.
Voltando ao Rio, prosseguiu na sua carreira de advogado e escritor. Publicou “Luiza Homem”, sua obra prima, romance realista e o “Almirante”, romance publicado na revista “Os Anais”, que fundara e dirigia.
Ainda no “Os Anais”, estampou na novela paraense “Uirapuru”, a vida do extremo norte ao país.
Para o teatro já havia antes escrito os dramas: “A Perdição”, “Rochedos que choram”, “Túnica de Nessus”, “Tântalo” e a comédia “Um par de galhetas”.
A morte o robou, em plena atividade de jornalista, advogado e escritor, no dia 6 de outubro de 1906.
A Prefeitura de Sobral em sua homenagem deu o seu nome a uma de suas ruas.
Sãos seus irmãos: o Marechal Felinto Alcino Braga Cavalcante e o Coronel José Leandro Braga Cavalcante.
O Dr. Gustavo Barroso, no prefácio da segunda edição do romance “Luzia Homem”, escreve: “Domingos Olímpio, romancista, cotista e polemista, foi um dos mais interessantes e notáveis prosadores brasileiros. Nele se uniram de maneira curiosa, produzindo um série de contrastes característicos da sus personalidade, o amor do regionalismo sertanejo, entranhando bairrista mesmo, e o prazer de estudar a vida das cidades, tumultuária e apaixonada, nas suas melhores particularidades. Desde suas primeiras obras se sente que sua alma se deixa arrastar pelas duas correntes opostas, das quais uma teve, por fim, de superar a outra, dominando de todo o seu grande espírito e impelindo-o a escrever um dos nossos mais belos romances nacionais. E, essa, felizmente para Domingos Olímpio, e felizmente para nós, foi a do sertanismo, que ele soube compreender sem exageros e realizar com naturalidade”.
Eis uma página do romance em que Domingos Olímpio com o seu naturalismo de artista descreve do tipo romântico sertanejo da Luzia Homem:
“O francês Paul – misantropo devoto e excelente fabricante de sinetes que, na despreocupada viagem de aventura pelo mundo, encalha em Sobral – costumava vaguear pelos ranchos dos retirantes, colhendo, com apurada e firme observação, documentos da vida do povo, nos seus aspectos mais exóticos, ou rabiscando notas curiosas, ilustradas com esboços de tipos originais, cenas e paisagens – trabalho paciente de douto, perdido no seu espólio alfarrábios, de coleções de botânica e geologia, quando morreu, inanidas pelos jejuns, como um santo.
Um dia, visitando as obras da Cadeia, escreveu ele, com assombro, no seu caderno de notas: “Passou por mim uma mulher extraordinária, carregando uma parede na cabeça”.
Era Luzia, conduzindo para a obra, arrumados sobre uma fábua, cinquenta tijolos.
Viram-na outras levar, firme, sobre a cabeça, uma enorme jarra de água, que valia três potes, de peso calculado para a forma normal de um homem robusto. De outra feita, removera a assentara no lugar próprio, a soleira de granito da porta principal da prisão, causando pasmo aos mais valentes operários, que haviam tentado, em vão, a façanha, e, com eles, Raulino Uchoa, sertanejo hercúleo e afamado, prodigioso de destreza, que chibateava em pitorescas narrativas.
Em plena florescência de mocidade e saúde, a extraordinária mulher, que tanto impressionara o francês Paul, encobria os músculos de aço, sob as formas esbeltas e graciosas das morenas moças do sertão. Trazia a cabeça sempre velada por um manto de algodãozinho, cujas ourelas prendia dos alvos dentes, como se por um requinte da casquelhice, cuidasse com meticuloso interessante de preservar o rosto dos raios do sol e da poeria corrosiva, a evolar em nuvens espessas do solo adusto, donde ao tênue borrifo de chuvas fecundantes, surgiam, por enquanto, alfombras de relva virante e flores odorosas. Pouco expansiva, sempre em tímido recato, vivia só, afastada dos grupos de consortes de infortúnio, e quase não conversava as companheiras de trabalho, cumprindo, com inalterável calma, a sua tarefa jus a dobrada ração.
– É de uma soberbia desmarcada – diziam as moças da mesma idade, na grande maioria desenvoltas ou deprimidas e infamadas pela miséria.
– A modos que despreza de falar com gente, como se fosse uma senhora dona – murmuravam os rapazes remordidos pelo despeito da invencível recusa, impassível às suas insinuações galantes.
– Aquilo nem parece mulher fêmea – observava uma velha alcovista e curandeira da profissão. Reparem que ela tem cabelos nos braços e um buço que parece bigode de homem...
- Qual tia Catarina! O Lixande que o diga! – maldou uma cabocla roliça e bronzeada, de dentes de Piranha, toda adomada de joias de pechisbeque e fios de missanga, muito besuntada de óleos cheirosos.

- Não diga isso que é uma blasfêmia – atalhou Teresina, loura, delgada e grácil, de olhar petulante e irônico, toda ela requebrada em movimentos suaves de gata amorosa.

– Por ela eu puno; meto a mão no fogo...
– Havia de sair torrada. Isso de mulher, hoje em dia, é mesmo uma desgraceira...
- Mas você não pode negar que ela vive no seu canto sossegada sem se importar com a vida dos outros e fazendo pela sua, como uma moira de trabalho. Vocês, suas invejosas, não a poupam; não tendo para dizer dela um tico assim, vivem a maldar, a inventar intrigas e suspeitas. Nem que ela fosse uma despensada do mundo...
– Tu a defendes, porque és pareceira dela...
– Antes fosse!... Outros galos me cantariam. Não andaria aqui, sem eira nem beira, metida nesta canalha de retirantes... Quem me dera ser como Luzia, moça de respeito e de vergonha...
– Quem perdeu tudo isso para ela achar?... – obtemperou, numa rasgada gargalhada de sarcasmo brutal, roliça cabocla de agidos dentes.
– Qual?... vão atrás da sonsa!
–Deixem estar que há de ser como as outras. Em boniteza, verdade, verdade, mete vocês todas no chinelo.

É assim de cores naturalistas, realistas, que Domingos Olímpio descreve o tipo da mulher sertaneja, em volta da qual desenrolam-se as cenas de seu romance.

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Tenente Drasio Brasil Barreto Lima – Oficial do Exército. Filho de Deolindo Barreto Lima e D. Maria Brasil Lima, nasceu em Belém do Pará, a 8 de fevereiro de 1910. Com seis meses de idade, seus pais regressaram a Sobral, onde tinham residência, e ai recebeu a educação primária e iniciou os estudos de Humanidades.
São seus avós paternos: Joaquim de Sousa Lima e D. Porcina Barreto Lima e maternos:João Gomes Brasil e D. Petronila Barreto Brasil.
Matriculou-se na Escola Militar a 24 de julho de 1928. Foi declarado Aspirante a 16 de janeiro de 1936 e promovido a 2º Tenente a 25 de dezembro de 1936. Tem o Curso de Administração pelo Regulamento de 1929.
Pertence ao 4º Grupo de Artilharia Montada.
É irmão do Cap. Jocelin Barreto Brasil de Lima, Oficial do Exercito.

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Dr. Domingos Sérgio Sabóia e Silva – Engenheiro. Filho de Domingos José de Sabóia e Silva e D. Maria Clara de Sabóia e Silva, nasceu em Sobral.
Formou-se em Engenheiro na Escola Politécnica do Rio de Janeiro.
Político de elevado prestígio, foi Deputado Estadual em três Legislaturas sucessivas e Deputado Federal.
São seus irmãos: o Dr. Júlio de Sabóia e Silva e o Coronel José Figueira de Sabóia e Silva.

E

Dr. Edgar Raja Gabarita – Engenheiro. Nasceu em Sobral e foram seus progenitores o Prof. Dr. Eugênio de Barros Raja Gabaglia, italiano e D. Ana Luiza de Raja Gabaglia.
Formou-se em Engenharia na Escola Politécnica do Rio de Janeiro.
Casou-se com D. Laurita Pessoa, filha do Dr. Epitácio Pessoa, ex-presidente da República.
São seus irmãos: Fernando Antônio Raja Gabaglia, D. Carmem Gabaglia, casada com Manoel Ribeiro, filho do escritor João Ribeiro; Cap. Médico Mário Raja Gabaglia; Capitão-Tenente Antônio Carlos Raja Gabaglia, Médico e Bacharel em Direito; e Dr. José Afonso Bandeira de Melo, que foi Delegado de Polícia no Engenho Velho no Rio de Janeiro.

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Dr. Edmundo de Almeida Monte – Engenheiro. Filho do Farmacêutico João Francisco do Monte e D. Benvinda de Almeida Monte, nasceu em Sobral a 18 de setembro de 1874.
Foram seus avós paternos o Major Francisco do Monte e D. Ana Clara de Sabóia e Silva Monte, maternos o Tenente-Coronel Francisco de Almeida Monte e D. Benvinda Coelho do Monte.
Fez os estudos primários em sua terra natal e o curso de Humanidades no Liceu Cearense. Em 1893 matriculou-se na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, tendo interrompido o curso durante um ano; colou grau de Engenheiro Civil na dita Escola em dezembro de 1898, sendo Diretor o Professor Dr. Ortiz Monteiro.
No exercício de sua profissão tem ocupado os seguintes cargos: Inspetor Federal das Estradas de Ferro; Diretor da E. F. de Sobral; Diretor da E. F. de Teresópolis; Engenheiro de 1ª Classe e Chefe da Secção da Com. Construtora do Prolongamento da E. F. de Baturité (trecho de Senador Pompeu e Miguel Calmon); e Engenheiro da 1ª Classe da inspetoria Federal das Estradas de Ferro. Nomeado respectivamente pelos Presidentes da República Washington Luiz, Wenceslau Braz, Artur Bernardes, Rodrigues Alves e Hermes da Fonseca. Foi ainda Engenheiro da Prefeitura de Manaus, 1899.
Casou-se em Sobral a 18 de setembro de 1901, com D. Raimunda Parente Monte, filha do Cel. José Inácio Alves Parente e D. Francisca Alves Parente; neta pelo lado paterno de Francisco Alves Parente e D. Carolina Amália Parente, e pelo lado materno, neta de Francisco Alves da Fonseca e D. Madalena Furtado da Fonseca.
Não houve filhos.
É irmão do Dr. Rui de Almeida Monte, médico; de João Francisco do Monte, farmacêutico e do Prof. Raul de Almeida Monte.

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Dr. Edson Pimentel Severino Duarte – Bacharel. Filho do Cel. Henrique Severino Duarte e D. Hieromides Pimentel Duarte, nasceu em Sobral a 4 de dezembro de 1897.
São seus avós pelo lado paterno o Major Vicente Severino Duarte e D. Luzia Libânia Braga Duarte, e pelo lado materno João Frederico Pimentel e D. Maria Benvinda de Almeida Pimentel.
Fez os estudos primários em Sobral com o Prof. Luiz Felipe Silva e o curso de preparatórios na Escola Politécnica da Bahia, onde concluiu em 1914.
Matriculou-se na Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, do Conde de Afonso Celso e concluiu o curso, colando o grau de bacharel na Universidade do Rio de Janeiro, hoje Universidade do Brasil, em 1922.
Publicou em 1937 um trabalho intitulado “Impostos Federais” de colaboração com o Dr. George Cavalcante e colaborou no Jornal “A Lucta”, de Deolindo Barreto, em Sobral e no “O Jornal”, do Rio de Janeiro.
Tem exercido o seguintes cargos: Fiscal do Imposto do Consumo, no Amazonas, Rio Grande do Sul, Estado do Rio e, atualmente, é Inspetor Fiscal do Imposto do Consumo no Estado do Ceará.
É irmão de João Severino Duarte, gerente do Banco Minério de Produção, em Uberaba.
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Emílio Gomes Parente – Deputado. Filho de Diogo Gomes Parente e D. Vitalina Ribeiro Parente, nasceu em Sobral em 1870.
Foram seus avós pelo lado paterno Vicente Gomes Parente e D. Maria Bernardina do Monte e pelo lado materno Coronel Joaquim Ribeiro e D. Francisca Gomes Parente.
Foi político de elevado prestígio e deputado estadual em duas legislaturas, no governo do Coronel Benjamin Barroso e do Dr. João Tomé de Sabóia e Silva.
Casou-se em Fortaleza, com D. Leopoldina Gomes Parente, filha do Desembargador Esmerino Gomes Parente e D. Aline Castro, e nela paterna de Leonardo de Castro, Barão de São Leonardo e D. Maria de Castro.
São filhos desse enlace: Esmerino Gomes Parente, agrônomo, Lauro Gomes Parente e Lusanira Gomes Parente.
Faleceu em Fortaleza.
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Emiliano Frederido de Andrade Pessoa – Professor. Natural de Sobral, nasceu em 1836.
Latinista notável, exerceu no Ceará o magistério particular e público e havendo se jubilado, transportou-se com a família para o Rio de Janeiro.
Casou-se em 1869 com D. Maria Adelaide d Frota Pessoa e de seu consórcio teve onze filhos, entre os quais se contam o Dr. José Getúlio da Frota Pessoa, formado em Direito, notável publicista; o Pe. Dr. Pedro Emiliano da Frota Pessoa, formado em Roma, e as professoras catedráticas D. Ana Letícia Pessoa Gomes e D. Maria da Frota Pessoa.
Faleceu no Rio de Janeiro a 11 de dezembro de 1910, com 74 anos.
É irmão de Virgílio de Andrade Pessoa, que foi deputado pelo Estado do Rio de Janeiro.
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D. Eliete Dalton Barreto – Professora. Filha do advogado Ataliba Dalton Barreto e D. Manoela Lima Barreto, nasceu em Sobral.
Fez os estudos primários na terra de seu berço e o curso normal no Colégio Sant’Ana, sendo diplomado por este estabelecimento, em 1939.
Pertencente à primeiro turma das professoras diplomadas pelo Colégio.
Rege atualmente uma cadeira de ensino público em Sobral.
É irmã do Dr. José Daltro Barreto, bacharel em Direito.

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Elias Fernandes Aguiar – Capitalista. Nascido em Aracati-assu, município de Sobral é filho de Raimundo Fernandes Aguiar e D. Joaquina Fernandes de Aguiar.
Sãos seus avós pelo lado paterno Inácio José Rodrigues e D. Ana Rodrigues e pelo lado materno Mariano Cavalcante Rocha e D. Tereza Cavalcante Rocha.
Embarcou-se para o Rio aos 16 anos de idade; ai iniciou-se na vida comercial; mais tarde associou-se com seu irmão Francisco Fernandes de Aguiar, e hoje é possuidor de grandes capitais.
Em 1912 casou-se no Rio com D. Raimunda Lira, filha de Galdino Lira e D. Izabel Lira.
São filhos do consórcio: José Lira Aguiar, Paulo Lira Aguiar, Mário Lira Aguiar e Maria Elizete Aguiar.

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Des. Esmerino Gomes Parente – Filho de Francisco Gomes Parente e D. Izabel de Hungria de Castro e Silva, nasceu em Sobral a 1º de novembro de 1831.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife, em 1858.
Foi promotor de Baturité, Juiz Municipal de Acaraú e Juiz de Direito de Flores, em Pernambuco, Parintins, no Amazonas, em Granja e Fortaleza no Ceará.
Em 1889 nomeado desembargador pela Relação do Maranhão e depois removido para a do Ceará.
Foi 2º vice-presidente do Ceará, presidente da Paraíba e deputado estadual em diversas legislaturas.
Faleceu em Porangaba a 26 de maio de 1864.

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Estanislau Mendes Carneiro – Contador. Filho de José mendes Carneiro e D. Lucila Frota Mendes, nasceu em Recife a 27 de setembro de 1916, vindo muito criança para Sobral, onde seus pais, sobralenses, tinham fixa residência.
São seus avós maternos. Estanislau Lúcio C. Frota e D. Quininha Rodrigues.
Fez os estudos primários no Colégio de N. Senhora de Assunção, de D. Mocinha Rodrigues; o curso de Humanidades no Liceu do Ceará e Curso Comercial na Félix Caixeiral, onde recebeu o diploma de Contador, a 30 de dezembro de 1939.
Em Fortaleza esteve como guarda livros de Vilemar Lopes & Cia e, atualmente, em Sobral, exerce este cargo na “Fábrica Hermanos”.
Foi diretor do periódico “O Patronato”, que circulou em Sobral da 1935 a 1936.
É irmão do Clérigo Edson Frota.

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Coronel Espaminondas Thebano Barreto – Oficial do Exército – Nasceu em Crateús a 18 de dezembro de 1866. São seus progenitores o Professor Miguel Antônio de Melo Barreto.
Recebeu a primeira educação em Sobral, onde fez os estudos primários e iniciou o curso de Humanidades com o Professor Vicente Arruda.
Matriculou-se na Escola Militar a 21 de setembro de 1886. Foi Aspirante a 3 de novembro de 1894. Promovido a Tenente a 27 de maio de 1903. Capitão a 24 de janeiro de 1907. Major a 4 de novembro de 1916. Tenente-Coronel graduado a 12 de outubro de 1920 e efetivo a 22 de fevereiro de 1921. Coronel graduado a 30 de dezembro de 1922 e efetivo a 20 de janeiro de 1923.
Tem o curso de Engenharia pelo regulamento de 1898 e é bacharel em Matemáticas e Ciências Físicas.
É irmão do general Maximino Barreto.

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Cel. Ernesto Deocleciano de Albuquerque – Grande industrial – Nasceu em Sobral, a 20 de maio de 1841. Foram seus progenitores Deocleciano Ernesto de Albuquerque Melo e D. Carolina Sabóia e D. Ana Clara de Castro e Silva.
Era capitalista, criador, grande industrial e chefe da firma Ernesto Sabóia & Cia., proprietário da Fábrica de Tecidos de Sobral.
Casou-se em Sobral a 28 de janeiro de 1855, com D. Francisca Sabóia de Albuquerque, nascida em 1843, filha de José Sabóia, comerciante e D. Joaquina Sabóia Bandeira de Melo, irmã do Senador Figueira de Melo.
São seus filhos: D. Maria Carolina, casada com João Marinho de Andrade; D. Joaquina Sabóia, casado em primeiras núpcias com Aniceto Cruz, e em segundas núpcias com João Cavalcante; Dr. Humberto Sabóia de Albuquerque, falecido, casado, com D. Sofia Hess de Melo; Dr. José Sabóia de Albuquerque, casado com D. Maria Soledade de Paulo Pessoa; Esperidião Sabóia de Albuquerque, comerciante, falecido, casado com D. Aline Coelho Sabóia; Vicente Sabóia de Albuquerque, grande capitalista, casado com D. Júlia de Figueira Sabóia; D. Antônia Sabóia Figueiredo, casada com o Dr. Antônio Figueiredo de Paula Pessoa; Dr. Massilon Sabóia de Albuquerque, médico, viúvo de D. Judith Judice Sabóia.
Faleceu em Sobral a 22 de novembro de 1923. 
Em sua homenagem foi erigida uma erma com o seu busto de bronze, no jardim da Fábrica de Tecidos de Sobral.

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Dr. Ernesto Miranda Sabóia de Albuquerque – Engenheiro. Filho do Dr. José Sabóia de Albuquerque e D. Maria da Soledade Miranda Pessoa, nasceu em Sobral a 24 de julho de 1906.
São seus avós pelo lado paterno o Cel. Ernesto Deocleciano de Albuquerque e D. Francisca Sabóia de Albuquerque e pelo lado materno o Dr. Francisco de Paula Pessoa e D. Prudenciana Joaquina de Miranda.
Matriculou-se na Faculdade de Direito de Recife e na Escola de Engenharia da Escola Politécnica do Rio Janeiro, onde colou grau de Engenharia, em 1934.
Casou-se em Recife em 1934, com D. Fernandinha Pereira, filha de Fernando Pereira e D. Maria Amorim.
Dedica-se à indústria. É proprietário de uma usina de beneficiamento de óleo de oiticica, em Fortaleza.

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Dr. Eugênio Marinho de Sabóia – Magistrado – Filho de José Figueira de Sabóia e Silva e D. Carminda Marinho de Sabóia e Silva, nasceu em Sobral, a 4 junho de 1884.
Foram seus avós paternos Domingos José de Sabóia e D. Maria Clara de Sabóia e Silva, e pelo lado materno Manoel Marinho Lopes de Andrade e D. Maria Carolina da Silva Andrade.
Fez os estudos primários com D. Rita Maria de Arruda, em Sobral, e o curso de Humanidades no Instituto Pestalozzi, em Recife.
Matriculou-se na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, onde colou grau de bacharel, a 10 de janeiro de 1909, na mesma Faculdade, sendo diretor o Dr. João Evangelista Sião de Bulhões Carvalho.
Ingressando na magistratura foi Juiz Municipal de Massapê, no governo presidencial do Coronel Benjamin Liberato Barroso.
Casou-se em Sobral a 20 de outubro de 1917, com D. Belarmina de Andrade Sabóia, filha do Dr. Alfredo Marinho de Andrade e D. Belarmina Gondim de Andrade; neta pelo lado paterno de Manoel Marinho L. de Andrade e D. Maria Carolina da Silva Andrade, e pelo lado materno neta de Francisco Marçal de Oliveira Gondim e D. Tereza Coelho de Oliveira Gondim.
São filhos do consórcio: Carminda, Eugênia, Alfredo e Maria Celina.
É irmão do Dr. Fábio Marinho Figueira de Sabóia, engenheiro e Manoel Marinho Sabóia, criador.
Faleceu em Sobral a 8 de janeiro de 1940.

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Euripedes Ferreira Gomes – Capitalista. Filho de Antônio Firmo Ferreira Gomes, nasceuem Sobral a 25 de outubro de 1884.
Foram seus avós paternos Antônio Bernardino Ferreira Gomes e D. Ana Maria Ferreira Gomes, e maternos Cesário Ferreira da Costa e D. Maria Viriato de Medeiros.
Fez os estudos primários em sua terra natal com o professor Vicente Arruda.
Dedicou-se a vida comercial em 1899; estabeleceu-se por conta própria em 1911, com a firma individual e hoje é chefe da firma Eurípedes Alverne & Cia, fundada em 1918.
É sócio fundador da Associação Comercial de Sobral, sócio e presidente do Grêmio Recreativo Sobralense, sócio do Jockey Club Sobralense e do Sobral AtléticoClub; 3º Suplente do Juiz de Direito da Comarca; Mordomo da Sociedade Beneficente da Santa Casa e foi Presidente da Câmara Municipal de Sobral.
Casou-se a 21 de setembro de 1904, em Sobral, com D. Abigail Alverne Ferreira Gomes, filha de Antônio Monte Alverne e Maria Elisa Monte Alverne; neta pelo lado paterno de Gabriel Arcanjo Aguiar e D. Constância de Aguiar, e pelo lado materno neto de Domingos Bessa Guimarães e D. Guilhermina Bessa Guimarães. 
Do enlace matrimonial tem os seguintes filhos: Dr. Antônio Alverne Ferreira Gomes,médico; D. Maria Elisa Deodato Gomes, casada com Vicente Adeodato Filho; D. Maria Cristina Gomes Araújo, casada com José Valter de Aragão; D. Maria Nadir Ferreira Gomes, casada com o Dr. Antônio Guarani Mont’Alverne, médico.; Tenente José Eurípedes Ferreira Gomes, Oficial do Exército.; Carlos Alberto Ferreira Gomes, Aspirante da Escola Naval; Flora Ferreira Gomes, Maria de Jesus Ferreira Gomes, Maria da Assunção Ferreira Gomes, Maria Celeste Ferreira Gomes e Maria Lilian Ferreira Gomes.

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Eurico de Almeida Monte – Capitalista – Filho do Farmacêutico João Francisco do Monte e D. Benvinda de Almeida Monte, nasceu em Sobral a 4 de julho de 1877.
São seus avós paternos o Major Miguel Francisco do Monte e D. Ana Clara de Sabóia e Silva, e maternos o Tenente-Coronel Francisco de Almeida Monte e D. Benvinda Coelho Monte.
Elemento de notável atuação no alto comércio de Fortaleza foi presidente da Associação Comercial.
Casou-se em Fortaleza, com D. Alice Gomes Monte, filha de Francisco Filomeno Gomes e D. Maria Laura Gomes, de cujo enlace tem as filhas Maria Laura, Benvinda e Carmem.
É irmão do Dr. Edmundo de Almeida Monte, engenheiro civil, Dr. Rui de Almeida Monte, médico, João de Almeida Monte, farmacêutico e Raul de Almeida Monte, professor.

F

Dr. Fábio Marinho Figueira de Sabóia – Engenheiro – Filho de José Figueira de Sabóia e D. Carminda Marinho de Sabóia, nasceu em Sobral a 3 de junho de 1891.
São seus avós paternos Domingos José Sabóia e Silva e D. Maria Clara de Sabóia e Silva, e maternos Manoel Marinho Lopes de Andrade e D. Maria Carolina de Sabóia de Andrade.
Fez os estudos primários em Sobral; com D. Rita Arruma e professor Francisco Tomaz da Frota; o curso de Humanidades no Colégio Pestalozzi, em Recife, do qual era Diretor o Pe. Dr. Raimundo Honório da Silva e depois do Colégio Pio Americano, no Rio de Janeiro, do Mons. Manoel Lobato Carneiro da Cunha.
Fez o curso de Engenharia na Escola Politécnica da Bahia e seguiu depois para os Estados Unidos da América, concluindo o curso prático na Westinghouse Eletric and Manufacturing Co. East. – Pittsburgh, EUA.
Regressando ao Brasil tem trabalhado em diversas construções de empresas particulares, na Estrada de Ferro Central do Brasil, no Ramal de São Paulo e depois na Estrada de Ferro de Mossoró, no Rio Grande do Norte e na Fábrica Camboa, em São Luís do Maranhão.
É irmão do Dr. Eugênio Marinho de Sabóia, bacharel falecido em 1940, em Sobral.

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Marechal Felinto Alcino Braga Cavalcante – Engenheiro militar. Filho do Capitão Antônio Raimundo Cavalcante e D. Rita Braga Cavalcante, nasceu em Sobral a 3 de agosto de 1862.
Assentou praça no Exército a 9 de janeiro de 1876. Matriculou-se na Escola Militar do Rio de Janeiro, a 24 de fevereiro de 1883; foi promovido a segundo Tenente a 24 de janeiro de 1898; Capitão a 8 de outubro do mesmo ano e a Major a 14 de dezembro de 1900.
Por merecimento galgou as outras promoções até o alto posto de General, sendo reformado como Marechal.
Era engenheiro miliar e bacharel em Ciências Físicas e Naturais e em Ciências Matemáticas.
Foi professor da Escoa Militar do Realengo, Diretor da Escola de Engenharia do Estado Maior do Exército e exerceu muitas comissões importantes.
Faleceu no Rio de Janeiro.

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Francisco de Almeida Monte – Deputado – Nascido em Sobral, é filho do Dr. João Júlio de Almeida Monte e D. Raimunda Olga de Almeida Monte.
São seus avós paternos Francisco de Almeida Monte e D. Amélia Raimunda de Almeida Monte e maternos Antônio Ferreira da Rocha e Maria de Lira Pessoa.
Chefe político de relevante prestígio militou sempre nas fileiras do Partido Republicano Conservador de Sobral; foi vereador da Câmara em diversos quatriênios e Deputado Estadual, eleito pela Liga Eleitoral Católica, em 1934 Á Assembleia Constituinte e legislatura ordinária, que foi dissolvida com a promulgação da Constituição de 10 de novembro de 1937, que dissolveu o Parlamento Nacional e as Câmaras Legislativas do País.
Possuidor de boas fazendas de criar, tem os gados selecionados e quase todos raciados.
Casou-se em Sobral, com D. Maria de Xerez Monte, filha de José de Xerez e D. Olindina Parente de Xerez; neta paterna de Francisco Antônio Xerez e D. Teodolina de Xerez, e materna de Diogo Gomes Parente.
É sua filha D. Olga de Xerez Monte, casada com o Dr. Passival Barroso.

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Dr. Francisco Alves Ponte – Médico – Nasceu em Sobral em 1817. Filho do Cap. Francisco Alves Ponte e D. Luzia Tereza de Jesus; era neto paterno do Cel. Gregório Alves Ponte e D. Tereza Maria de Jesus, e neto materno de Francisco de Araújo Costa e D. Francisca de Araújo Costa.
Formou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro. Foi Juiz Municipal e Presidente da Câmara Municipal de Sobral; deputado provincial em diversas legislaturas e como cirurgião do Exército fez as campanhas da Argentina e Paraguai.
Faleceu em Fortaleza a 7 de julho de 1880.

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Filomeno Ribeiro Leitão – Professor – Nasceu em Sobral.
Latinista notável, lecionou por mais de vinte anos latinidade, em sua terra natal.

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Mons. Fortunato Alves Linhares – Filho do Cap. Vicente Alves Linhares e D. Felismina Idalina Linhares, nasceu em Sobral a 14 de outubro de 1869.
Fez os estudos primários no Instituto de Humanidades do Mons. Bruto Rodrigues Figueiredo em Fortaleza.
Matriculou-se no Seminário a 8 de março de 1887; iniciou os estudos teológicos em 1889; recebeu a primeira tonsura em novembro de 1889, e a ordem de Presbiterato a 30 de novembro de 1892 das mãos de Joaquim José Vieira; e cantou a primeira missa na igreja do Sagrado Coração de Jesus em Fortaleza.
Foi coadjuntor da Freguesia de Maranguape, nomeado em 1893, sendo Vigário o Padre Domingos Barbosa e Vigário Interino da Freguesia de novembro de 1893 e maio de 1894, tendo dado posse ao Mons. Bruno Rodrigues Figueiredo, nomeado então Vigário da Freguesia.
Em maio de 1894 nomeado coadjuntor de Sobral, sendo Vigário o Padre Vicente Jorge de Sousa, em cujo cargo se manteve até 1918, sendo que em 1916 foi nomeado Pároco da Freguesia do Patrocínio, por ocasião da criação da mesma, e não aceitou.
Esteve encarregado da Freguesia de Aracati-assu de 1895 a 1905 e de 1927 a 1935.
Construiu as Capelas de Taquara, Jordão e Mumbaba, inaugurada em 19 de agosto de 1930.
Exerceu as funções de Inspetor Escolar em 1920, no governo do Dr. Justiniano de Serpa; Presidente da Câmara Municipal e Prefeito do Município de Sobral no governo do Dr. José Carlos de Matos Peixoto.
Foi fundador e Diretor do Externato São Luiz que funcionou de 1907 a 1925, sendo auxiliado pelo Dr. Clodoveu de Arruda Coelho e Dr. Alexim Barbosa Amorim. 
Em 1919 nomeado Professor de Geografia do Liceu Sobralense, instituto d ensino equipado, instalado em Sobral pelo Presidente Dr. João Tomé de Sabóia e Silva, e extinto no ano seguinte pelo Dr. Justiniano de Serpa.
Foi Professor do Seminário Menor de Sobral, desde sua fundação em 1925 até 1935 das seguintes matérias: Português, Francês, História Universal Geografia; e Professor do Ginásio Sobralense em 1936 e 1937. 
Foi sócio fundador da Academia Sobralense de Letras, fundada em 1920, com 12 Acadêmicos e um ano após ser extinta.
Tem colaborado nos seguintes jornais de Sobral “A Cidade” do Dr. Álvaro Otoni, “A Ordem” de José Vicente Cavalcante e “A Ordem” de Craveiro Filho.
Publicou um monografia sobre a “Cultura da Maniçoba” e “Dados Históricos Da Cidade de Sobral” e é sócio do Instituto do Ceará.
Em 1900 colaborou para a efetivação da construção dos açudes públicos Santa Maria, Jaibara, Forquilha, Acaraú-mirim e Santo Antônio do Aracati-assu.
Em 1915, na estrada de rodagem de Sobral a Meruoca e pela ligação de Sobral a Ibiapina por estrada de rodagem.
Com o Mons. Dr. Agesilau de Aguiar colaborou para a fundação do Banco Popular de Sobral, atualmente transformado em Banco de Crédito Popular de Sobral.
Colaborou ainda para criação da Escola Pública do Mumbaba, instalada em 1928 e a Estrada Carroçável de Sobral a Mumbaba.
Entre os alunos do Externato São Luiz do Mons. Linhares, que após cursaram as Escolas Superiores do País, notamos entre muitos: o Dr. Rui Monte, médico; Dr. Clodoveu de Arruda Coelho, Bacharel; Dr. Raimundo Gomes Pimentel, Engenheiro Agrônomo; Cap. Almir Barreto Araújo, Oficial do Exército; Dr. Edson Rodrigues Severino, Bacharel; Dr. João de Almeida Monte, Farmacêutico; Dr. Adualdo Batista, Bacharel; Dr. Luiz Deocleciano de Albuquerque, Médico; Tte. Nilo Nogueira Adeodato, Oficial do Exército; Dr. José Maria Alverne, Bacharel; Pe. Gerardo Ferreira Gomes, Pe. João de França Melo, Pe. Domingos Araújo e Pe. Francisco Linhares.

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Coronel Francisco Alves Linhares – Oficial da Guarda Nacional. Filho do Cap. Vicente Alves Linhares e D. Filomena Idalina de Jesus, nasceu em Sobral a 1º de junho de 1853.
Capitalista e agricultor, era proprietário de vários sítios de café na serra de Baturité, além de fazendas de gado no sertão de Canindé e Quixeramobim e exerceu grande influência na política no meio social em que viveu.
Foram seus avós paternos: Joaquim Alves Linhares e D. Maria da Purificação Alves Linhares.
Casou-se em 1878 em Baturité com D. Josefa Caracas, filha de José Pacífico Caracas e D. Felícia Caracas, de cujo consórcio houve os seguintes filhos: Dr. Augusto Linhares, Médico, casado com D. Palmira Frota, residente no Rio de Janeiro; Francisco Linhares Filho, Farmacêutico, casado com D. Evangelina Caracas; Dr. Maximo Linhares, Engenheiro, casado com D. Maria Luiza Campelo; Dr. José Linhares, atual Ministro do Supremo Tribunal Federal, casado com D. Luzia Cavalcante; Vicente Alves Linhares, que foi Deputado Federal, casado com D. Edite Caracas Linhares; D. Maria Augusta, casada com o Dr. Armâncio Filomeno Ferreira Gomes, Médico; D. Beatriz Linhares, casada com o Dr. Elesbão de Castro Veloso, Engenheiro Civil, que foi Diretor da E. F. de Sobral e é atual Diretor de Secção do Telégrafo do Rio; e D. DulceLinhares, casada com o Capitão de Fragata César Fonseca.
Faleceu em Fortaleza a 16 de dezembro de 1926.

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Padre Francisco Cândido de Vasconcelos – Filho de José Peregrino de Vasconcelos e D. Maria da Glória Vasconcelos, nasceu a 4 de setembro de 1870 no município de Sobral.
Matriculou-se no Seminário de Fortaleza a 8 de março de 1886 e recebeu a ordem do Presbiterato a 2 de dezembro de 1894.
Foi Vigário de Ibiapina desde 15 de abril de 1896 até 1907, ano em que renunciando à Freguesia, fixou residência em Sobral; quando Pároco de Ibiapina, foiIntendente Municipal, nomeado em 1904 pelo Presidente do Estado, Dr. Antônio Pinto Nogueira Acioli.
Faleceu em Sobral.

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Padre Francisco Cavalcante de Albuquerque – Filho do Cap. Antônio José Cavalcante e D. Antônia Pinto Cavalcante, nasceu em Sobral e ordenou-se de Presbítero no Seminário do Maranhão.
Foi Vigário de São João da Parnaíba, onde faleceu em 1881.
Era neto paterno de Joaquim Celso Cavalcante, irmão de José Mariano, o notável revolucionário pernambucano que foi governador do Ceará.

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Dr. Francisco Cícero Coelho de Arruda – Magistério. Filho do Professor Vicente Ferreira de Arruda e D. Guilhermina Coelho de Arruda, nasceu m Sobral a 14 de setembro de 1868.
É neto paterno de Amaro de Arruda e pelo lado materno, neto de Antônio Gomes Coelho e D. Benvinda Coelho.
Fez os estudos primários com seu pai, na terra natal. Em Fortaleza, o curso de preparatórios e e Recife, matriculou-se na Faculdade de Direto, onde bacharolou-se em 1891.
Foi Promotor de Sobral, Juiz Substituto das Comarcas de São Benedita, Sant’Ana e Baturité, e depois Juiz de Direito de Acaraú, onde de faleceu a 18 de junho de 1903.
Era orador, jornalista e jurista.

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Francisco das Chagas Araújo – Advogado. Filho de Domingos Rodrigues Araújo e D. Jacinta Moreira Araújo, nasceu em São Benedito, a 24 de novembro de 1881. Muito criança, seus pais se transportaram para Sobral, onde fixaram residência.
Fez os estudos primários em Sobral e provisionou-se advogado pelo Supremo Tribunal de Relação do Ceará.
Casou-se em Sobral a 3 de janeiro de 1879 com D. Alzira Barreto Araújo, filha do Advogado Aristides Barreto e D. Rita Ferreira Barreto, neta pelo lado paterno de Miguel Antônio Barreto e D. Mariana Augusta Barreto e pelo lado materno, neta de Cesário Ferreira da Costa e D. Maria Viriato da Costa.
São seus filhos do consórcio: Cap. Almir Barreto Araújo, Oficial do Exército, casado com D. Ercília dos Santos Araújo; D. Adalgiza Barreto Araújo, casada com Osvaldo Gonçalves Araújo; Pe. Domingos Araújo, Cura da Sé de Sobral; Dr. Aristides Barreto Neto, Engenheiro, casado com D. Ester do Nascimento Barreto; Dr. José Barreto Araújo, Clérigo; D. Jacinta Barreto Araújo e Almicar Barreto Araújo.

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Dr. Francisco Donizette Gondim – Medico. Filho de Raimundo Donizette Gondim e D. Ana Donizette Gondim, nasceu em Sobral a 2 de março de 1902.
Foram seus avós paternos: Galdino José Gondim e D. Maria Clara Gondim e maternos Raimundo Lopes Cavalcante e Maria José Cavalcante.
Fez os estudos primários em sua terra natal com o Prof. Luiz Felipe; o curso de Humanidades no Liceu de Manaus da Bahia, onde doutorou-se em 1923.
 A tese que defendeu para formação tem por título: “Em torno de um caso de tuberculose hiperplástica” e foi aprovada com distinção.

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Conselheiro Francisco Domingos da Silva – Filho do Cap. Joaquim Domingues da Silva e D. Florência Maria de Jesus, nasceu em Sobral a 15 de novembro de 1812.
Formou-se na Academia de Olinda em 1835.
Foi promotor de Recife; Chefe de Polícia do Ceará; Deputado pelo Ceará em diversas legislaturas; Deputado Geral por Pernambuco; Desembargador de Relação de Pernambuco e Ministro do Supremo Tribunal de Justiça do Rio.
Casou-se em Pernambuco com D. Ana da Silva, irmão do Barão de Tacaruna e do Conselheiro Alexandre Bernardino dos Reis e Silva.
Era irmão do Pe. Dr. Justino Domingues da Silva.
Faleceu no Rio de Janeiro a 9 de maio de 1866.

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Francisco Fernandes de Aguiar – Capitalista. Natural de Aracati-assu, município de Sobral, nasceu em 1887 e são seus progenitores Raimundo Fernandes Aguiar e D. Joaquina Fernandes Aguiar. Foram seus avós paternos: Inácio José Rodrigues e D. Ana Rodrigues e maternos Mariano Cavalcante Rocha e D. Tereza Cavalcante Rocha.
Em 1912 transportou-se com 15 anos para o Rio de Janeiro, onde empregou-se no comércio. Mais tarde estabeleceu-se por contra própria e hoje é possuidor de natureza fortuna, muitas vezes milionário.
Casou-se no Rio com D. Bárbara de Aguiar, portuguesa.
Desse consórcio houve os seguintes filhos: Dr. Francisco de Aguiar, Médico; Dr. Raimundo Fernandes, Médico; D. Jupira de Aguiar, casada com Dr. Anésio Frota; D. Jandira Aguiar e D. Maria Aguiar.
É benfeitor benemérito da Santa Casa de Sobral. Ofereceu 100:000$000 (cem conto de réis) para construção de uma enfermaria que tem o seu nome.
Em sua homenagem de 1939 foi colocado o seu retrato no salão de honra desse estabelecimento pio, sendo orador da solenidade o primeiro Tabelião, Pedro Mendes Carneiro.
Em uma das páginas do “Cearenses no Rio”, lê-se a respeito de Francisco Fernandes:
“Aqui está o nome de um cearense digno de todo acatamento e estima, o que faz jus pelas suas excelentes qualidades de verdadeiro benemérito.
Amigo de seus conterrâneos, os recebe sempre de braços abertos e com o cavalheirismo que lhe é peculiar.
Muitas vezes milionário, possui vários e importantes prédios na capital da República, que bem atestam o seu espírito empreendedor forrado de grande inteligência.
Filho de Aracati-assu, no norte do Estado, vai para mais de cinco lustros que o valoroso cearense se transferiu para o Rio de Janeiro, o que fez conduzindo cabedais de pouca monta, iniciando, portanto, sua formidável capacidade de trabalho naquele importante centro com pequeno capital”.
É irmão do Elias Fernandes Aguiar, também capitalista e primo do Dr. Eugênio Avelar Rocha, Juiz de Direito em Fortaleza”.
Ele o discurso proferido por Pedro Mendes por ocasião da oposição de retrato do benemérito Francisco de Aguiar no Salão nobre da Santa Casa:
“Meus Senhores:
Recebi, com muita alegria e sobremodo honrado, a incumbência de ser o orador oficial desta solenidade comemorativa do 14º aniversário da fundação de nossa mais nobre e eficiente instituição da caridade e com que se vai homenagear um dos beneméritos desta mesma instituição.
Como vedes, Sra., são dois fatos, qual deles o mais nobre, o mais digno dos nossos aplausos, da nossa solenidade, da suntuosidade desta cerimônia cívica.
O primeiro relembra a realização do supremo ideal deste espírito em par, deste vulto gigantesco em benemerências, invencível e incansável em empreendimentos nobres, que é nosso preclaro é amado Bispo. D. José Tupinambá da Frota; santa e sublime realização que tão significados e relevantes serviços vem prestando, há longos quatorze anos, à humanidade sofredora da nossa terra.
Constitui, sem dúvida, o maior orgulho do nosso povo, a existência de tão útil associação, pois, além de satisfazer a nossa vaidade de patriota, vendo o berço natal enriquecido com este edifício majestoso, ele fala bem alto aos nossos corações de cristãos, simboliza a nossa caridade para com o próximo, na perfeita concepção de um dos fundamentos de nossa fé católica.
A concretização da ideia tivemo-la a 24 de maio de 1925, data para nós sobralenses, para todo cearense, enfim, de alta significação social. E hoje aqui nos reunimos em comemoração àquele grandioso e festivo acontecimento, em regozijo ao vencimento de mais uma etapa de glória, de benefícios incontáveis e indizíveis, à causa da humanidade.
Teve o criador e realizador da grande obra, na diretriz que traçou para alcançar o fim colimado de vencer barreiras que se apresentavam intransponíveis, recebendo, porém, na sua trajetória bendita, em contraposição ao indiferentismo, ao ceticismo de uns, o concurso espontâneo e valiosos de outros. Assim acontece, ainda hoje na sua manutenção.
Há, por ai afora quem olha esta casa com indiferença, sem compreender a sua majestade, sem medir a sua grandeza, sem aquilatar o seu valor, os seus benefícios, negando-lhe concurso, por menor que seja. São homens sem coração, sem amor, sem fé. Jugam que só aos poderes públicos compete zelar e trabalhar pelo bem da coletividade, pelo bem da humanidade.
Há, porém, em contraste com estes, uma legião de homens de fé, que sente o inclinável dever de contribuir para criação e a manutenção de nossas instituições pias, surgindo dentre estes verdadeiros beneméritos, que são fontes vitais dessas agremiações, aos quais devemos a nossa admiração.
É, pois, a segunda finalidade desta festa cívica, Srs., o cumprimento de um dever nosso para com o cidadão Francisco Fernandes de Aguiar, que se tornou benemérito desta Sociedade beneficente e que aqui está representado pelo nosso digno coestadano Raimundo Medeiros Frota. A Mesa Administrativa da Santa Casa de Sobral, numa deliberação unânime e tomada sob calorosos aplausos, resolveu apor neste salão nobre, o retrato daquele eminente cearense, como homenagem e preito de gratidão.
Ei-lo, pois, que sirva de exemplo a outros e que seja admirado pelo porvindouros.
Francisco Fernandes de Aguiar, na luta constante e árdua pela vida, procurou a capital do País para campo de suas atividades, e ali conquistou com tenacidade e trabalho ordeiro, a vultuosa fortuna de que é hoje possuidor.
Cidadão simples, não esqueceu jamais o berço natal e compreendendo os benefícios que nossa instituição tem prestado, resolveu, de um modo espontâneo, sem qualquer insinuação ou pedido, sem alarde, doá-la com cem contos de réis em ações da Dívida Pública da União, com a condição apenas de manter a casa, certo numero de leitos para os probrezinhos de Santa Antônio do Aracati-assu, onde nasceu.
Belo ato revelador de um coração grande, cheio de amor e de patriotismo. Agora um outro donativo manda também de vulto.
Necessitava-se da construção de uma outra enfermaria, dada a insuficiência das existentes, e como os cofres socais não permitissem a vultuosa despesa., o nosso diligente e zeloso procurador Juliano de Araújo Leite, fez a Francisco Fernandes de Aguiar, uma carta particular, pedindo um auxílio para a construção que estava orçada em vinte cinco contos de réis. Eis que Francisco Fernandes de Aguiar, de pronto, atende o pedido, não para dar auxílio, mas transferindo os vinte e cinco contos de réis, necessários a construção.
Outro gasto nobre, dignificante.
Tornou-se, ele, deste modo, credor da nossa admiração, das nossas homenagens, dívida que ora resgatamos gostosamente, ao mesmo tempo que formularmos votos mi sinceros por sua felicidade pessoal.
Não quero terminar Srs, sem que faça realçar nesta solenidade em nome da Mesa Regedora, como ato de grande benemerência que é, os serviços prestados nesta casa, com dedicação e zelo maternais, pelas irmãs da Congregação de Sant’Ana, santas e abnegadas mulheres que renunciaram em bem da humanidade todas as suas comodidades, todos os prazeres da vida, para se encontrarem, como aqui, em contato constante com a dor, com a lágrima, pensando dolorosas chagas, diminuindo, consolando e abafando com carinhos, lamentos e gemidos cruciantes.
Curvemo-nos, respeitosos, ante elas, em prova do nosso respeito e da nossa gratidão imperecível.

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Dr. Francisco Gomes Parente – Jurista. Filho de Francisco Gomes Parente e D. Henriqueta Esmerinda Pontes, nasceu em Sobral a 25 de março de 1842.
Foram seus avós paternos: Francisco Alves Pontes e D. Luzia Tereza de Jesus.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Recife em 1857 e defendeu teses e doutorou-se pela mesma Faculdade em 1878, da qual foi Professor Catedrático de Direito Comercial e Terrestre.
Publicou muitas obras de Direito e foi Deputado Provincial no Ceará e em Pernambuco.
Faleceu em Recife a 29 de julho de 1907.
São seus filhos: Dr. Samuel Gomes Parente, Bacharel; Dr. José Gomes Parente, Engenheiro; Dr. Antônio Gomes Parente, Bacharel; Adolfo Gomes Parente; D. Maria Luiza, que foi esposa do Dr. Álvaro Otoni; D. Maria dos Anjos, casada com o Dr. Luiz Alvarenga, Bacharel; D. Maria Henriqueta e D. Mara do Carmo.

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Francisco Godofredo Rangel – Capitalista. Filho de Antônio Rangel do Nascimento e D. Rita Coelho do Nascimento, nasceu em Sobral.
Dedicou-se a vida comercial, chefiou por trinta anos a firma F. Godofredo Rangel, com armazéns de miudezas e estivas. Depois passou a casa comercial a seu filho José Godofredo Rangel e abriu em 1930 uma Casa Bancária sob a firma F. Godofredo Rangel, e transferiu-se em 1937 para Fortaleza.
Casou-se em Sobral com Dona Eliza FrançaRangel, filha de Joaquim Lourenço da Silva França e D. Francisca Esmerinda França.
Do enlace houve os filhos: José Godofredo Rangel e D. Helena Rangel de Aguiar.
São seus irmãos: Alfredo Cláudio Rangel, farmacêutico e Antônio Onofre Rangel, também farmacêutico.
Faleceu em Fortaleza no ano de 1937.

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Professor Francisco Hardy – Filho de Antônio Hardy e D. Izabel Hardy, nasceu em Sobral a 26 de julho de 1901.
São seus avós paternos: Carlos Hardy e D. Rosa Hardy e maternos Inácio Braga de Mesquita e Generosa de Mesquita.
Fez os estudos primários em sua terra natal. Sem bem que não tenha cursado nenhuma escola superior, é possuidor de grande cultura literária, e muito dedicado ao estudo de Filosofia e Psicologia.
Hábil e competente Professor, leciona no Ginásio Sobralense as cadeiras de Ciências e História da Civilização; Na Escola Superior de Comércio Dom José, as cadeiras de História do Comércio e Contabilidade Agrícola e Industrial; e em caráter particular, Português, Francês, Ciências, Filosofia e Psicologia.
Tem colaborado nos jornais de Sobral: “O Rebate”, “A Lucta”, “O Debate”, “A Ordem” e “Correio da Semana”, e em alguns de Fortaleza.
Casou-se em Sobral a 8 de abril de 1927 com D. Maria de Lourdes Mendes Hardy, filha de José Joaquim de Mesquita e D. Maria José Mendes de Mesquita, neta paterna de José Joaquim de Mesquita e D. Maria José Mendes de Mesquita e pelo lado materno, neta de Martiniano Freire e D. Izabel Mendes de Mesquita.
Do enlace matrimonial tem os filhos menores: Izabel, Francisco e Antônio.
O Professor Hardy tem há muitos anos uma obra de assuntos filosóficos em elaboração.
O Dr. Pimentel Gomes, Diretor da Escola de Agronomia de Areias, no Estado da Paraíba, dirigiu a mais de um ano uma carta ao Prof. Hardy, da qual extraímos o seguinte tópico referente à sua obra.
“Entro, agora, no principal assunto desta carta.
Li ontem, numa revista científica algo te interessa.
Em 1916 falavas constantemente de um ponto de vista no qual afirmavas, contrariano a opinião de muita gente boa, entre a qual Gustove Lebon, que o átomo não se desmaterializa, mercê da desintegração espontânea, como queria Lebon; explicavas, parece-me, que o átomo desintegrado se completava constantemente, às expensas do ambiente; davas razões físicas e depois um significado metafísico dessa tua teoria; teoria da complexidade, se não me falha a memória.
Ora, no artigo que li, vê-se que a ciência europeia com os seus sábios empertigados, com os seus aparelhos complicados, descobriu que o equilíbrio do átomo é tal como imaginavas naquele tempo; mas não pensaram em ti; o mundo não sabe que foi um brasileiro, um cearense, o homem, o pirralho de 15 anos que teve a coragem de pensar em tal e, o que mais importante para o caso, pois que revela confiança pessoal no teu trabalho, em oposição à opinião de grandes sábios, num meio onde todo mundo lia pela cartilha desses sábios.
Se não me falha a memória tua teoria da competitividade era uma teoria geral, abrangendo, com o campo de estudo, a cosmogonia, a física, a química, a biologia, a psicologia e, até mesmo, a moral, pois que parece que pretendias concluir para a afirmação de Deus, segundo argumentos tais, físicos e psicológicos que se impusessem a todas tendências, ainda as próprias tendências materialistas. Assim sendo, a verificação, pela ciência oficial, da verdade acerca de uma de tuas afirmações, deve ter para ti muita importância.
Enviar-te-ei, depois, a revista em questão.
Mas, agora, o que importa (e o isto é o principal objetivo desta carta) é dizer-te umas verdades mais importantes, do ponto de vista prático, do que aquele que achastes antes dos homens graduados.
Há uns dez anos, segundo meus conselhos, devias ter publicado a parte de teu trabalho então escrita; ela podia constituir matéria completa, independente para um livro.
Naquele tempo falavas de coisas bonitas, como estas: fazer obra cuidadosa; não atender ao impulso da vaidade; sacrificar a glória de ser um jovem autor de uma teoria à consciência de ter trabalhado para ser perfeito (quem o é?).
Ainda pensas assim? As dificuldades (eu conheço as tuas) não te ensinaram o que é vida prática?
Sabes o que mais? Através de todo o seu labor de tantos anos, de tuas madrugadas consumidas sobre uma banca de trabalho platônico, de tua extraordinária paciência de escrever, rasgar, escrever novamente e esperar pelos anos, eu vejo uma causa que parece preguiça de entrar na luta; medo de fracassar, mas medo de quê? Nãs estás vendo a confirmação de tuas ideias?
Conheces o meu método: entrar logo na luta; dar longo à sociedade o que lhe posso dar; assim é que tenho conseguido o que não consegues com a tua extraordinária inteligência, com a tua extraordinária intuição das causas, com a tua incansável capacidade de trabalho e com o teu rigoroso sistema de ordem e precisão de labor intelectual.
Que é isto? Espírito prático seu Hardy, espírito prático, seu filósofo”.

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A revista “Fenix”, que circulava em Fortaleza, publicando em suas páginas a colaboração “O Trabalho” da pena do Professor Hardy, estampa a seguinte referência:
“Hardy, antigo pelejador das causas trabalhistas, tendo ocupado nastas condições e por diversas vezes cargos de importância na Associação dos Empregados no Comércio de Sobral, de cuja Escola foi diretor, além de ter sido o idealizador da União Trabalhista, daquela cidade, é o autor do trabalho que vai nesta mesma página, fruto do seu pensamento vigoroso e Artista.
“Fenix”, recebendo-o nas suas colunas, não faz apenas como homenagem ao talento do autor, e sim, também para oferecer aos seus leitores uma opinião sintética e precisa sobre o Trabalho, transcendentemente externada nas linhas breves do artigo”.

“O Trabalho”

“Vede aquele homem absorvido numa preocupação criadora de gestos e de pensamentos.
Labora. Ergue um braço, remove o peso, transporta a matéria, transmuda a ordem e pretende retificar a natureza. E é assim a vida daquele homem – sublime dando tudo que a sua mão ou a sua ideia pode vencedoramente tocar, as necessidades justas ou caprichosas de sua existência e da existência de seus irmãos.
Na para. Pois que não é senhor do seu descanso – muitos trilhões de cédulas comandam os seus movimentos. E clamarão, numa revolta irresistível ou final, famintos, sedentos e asfixiados, nos dias da imobilidade.
Arrasta-se ao movimento, atrás de tudo isto, o misterioso desígnio do Universo.
Obedece, assim, inevitavelmente, em uma única análise a que se não pode fugir, a um imperioso impulso das profundidades. – Trabalham, dentro do seu próprio organismo, todas as forças do Cosmos, que o constituem, os elementos extremos, donde nascem as forças e a massa do Universo.
E trabalham, nos confins aonde não pode chegar o entendimento, o Fundamento Absoluto, donde promana a vida Universal”.

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Francisco Frota Coelho – Funcionário Público. Filho de Manoel do Monte Coelho, nasceu em Sobral em 1867.
Sendo perito contador, seguiu em 1888, para o Rio de Janeiro; empregou-se como gerente da Casa Colombo e depois por concurso foi nomeado escriturário da Alfândega do Rio, da qual ocupou as funções de Despachante Geral.
Em Fortaleza casou-se com D. Maria Medeiros, filha de Sinfrônio Medeiros, Administrador dos Correios.
São seus filhos: D. Leonor Coelho, professora catedrática, no Rio de Janeiro; Dr. Clóvis Coelho, médico e Dr. Milton Coelho, engenheiro.
Faleceu em 1928, na Capital da República.
É irmão do Coronel José Tobias Coelho, oficial o Exército e do Mons. Filomeno do Monte Coelho.

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Tenente Francisco Coelho Lima – Oficial do Exército. Filho de José Feijão Lima e D. Amélia Coelho Lima, nasceu em Sobral a 15 de maio de 1912.
São seus avós paternos Vicente Feijão Segundo e D. Maria José Feijão e maternos Francisco Coelho e D. Ana Coelho.
Matriculou-se na Escola Militar a 11 de fevereiro de 1930. Foi declarado Aspirante a 6 de janeiro de 1934. Promovido a 2º Tenente a 2 de agosto de 1934 a 1º Tenente a 3 de maio de 1938.
Tem o curso de Administração pelo Regulamento de 1929. Pertence ao 3º Regimento de Artilharia Montada.

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Mons. Francisco Ildebrando Gomes Angelim – Filho de Galdino Gomes Angelim e D. Maria Gomes Angelim, nasceu em Sobral e ordenou-se em Fortaleza.
Foi vigário de Parnaíba, no Piauí, transportou-se para o Diocese do Maranhão, onde ocupou diversos cargos e fixou depois residência no Rio de Janeiro.
Pelos seus bons serviços foi agraciado pelo Sumo Pontífice, com o título de Monsenhor Camareiro Secreto.

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Francisco Leôncio de Andrade – Contador. Filho de Joaquim Anselmo de Andrade e D. Maria da Penha de Sousa Andrade, nasceuem Massapê, quando pertencia ao município de Sobral, a 1º de abril de 1912.
São seus avós pelo lado paterno Francisco Leôncio de Andrade e D. Teodora Leôncio de Andrade e maternos Francisco Anastácio de Sousa e D. Rita Anastácio de Sousa.
Fez os estudos primários em Sobral, com o prof. Luiz Jacome; frequentou o Liceu do Ceará e a Escola Comercial de Fênix Caixeira, onde recebeu o título de Contador, em dezembro de 1940.
Atualmente frequenta a Escola de Agronomia de Fortaleza e ocupa o cargo de Inspetor da dita Escola, nomeado pelo Dr. Francisco Menezes Pimentel, Interventor Federal do Estado.
É irmão do Pe. Joaquim Arnóbio de Andrade e Antônio Walter de Andrade.

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Pe. Francisco Linhares – Filho de José Prisco Linhares Lima e D. Maria Amália Adeodato Linhares, nasceu em Cariré, município de Sobral, a 25 de dezembro de 1911.
Matriculou-se no Seminário de Sobral, a 8 de maio de 1925; iniciou os estudos teológicos em Fortaleza, em fevereiro de 1932; recebeu a primeira tonsura na Catedral de Sobral em julho de 1932 e a ordem de presbiterato das mãos de D. José Tupinambá da Frota, na Catedral a 21 de setembro de 1935, celebrando a sua primeira missa no dia seguinte, na Catedral.
Durante o ano de 1935, ocupou o lugar de professor do Seminário, no 1º e 2º ano de Português, Francês, Religião e Música.
Provisionado pároco da Freguesia de Santa Ursula, de Massapê, a 6 de janeiro de 1936, tomou posse a 11 de janeiro.
Construiu capelas de São Luiz de Gonzaga, São Braz e a Gruta de Lourdes e fundou o Círculo de Estudos São Tomaz de Aquino, para as moças de Massapê.
A Freguesia de Massapê, que rege atualmente, tem sido administrada pelos seguintes párocos:
1º Pe. Antônio Cândido de Melo, que inaugurou a Paróquia, em 1916.
2º Pe. Alfredo Soares, de 1917 – 1918.
3º Pe. José Joaquim da Frota, 1918 – 1933.
4º Pe. José Bezerra Coutinho, de 6 de junho de 1934 a 23 de outubro de 1935.
5º Pe. Francisco Linhares, desde 1º de janeiro de 1936.

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Tenente Coronel Francisco Miguel Pereira Ibiapina – Oficial da Guarda Nacional. Nasceu em Sobral.
Foi tabelião e escrivão das correições dos termos de Icó e Crato. Transportando-se para Fortaleza, envolveu-se na revolução da República do Equador e foi um dos deputados do Ceará ao Congresso de Recife na dita revolução.
Preso e condecorado pela Comissão Militar, foi fuzilado em Fortaleza, na praça dos Mártires, onde existe hoje o Passeio Público, a 7 de maio de 1825.
Já tinham sido executados antes de 30 de abril, os revolucionários Pe. Mororó e Pessoa Anta.

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Dr. Francisco de Paula Pessoa Filho – Médico. Filho do Senador Francisco de Paula Pessoa e D. Francisca Carolina Alves Pessoa; nasceu em Sobral.
Foram seus avós paternos o Capitão-Mor Tomaz Antônio Pessoa de Andrade e D. Francisca de Brito Pessoa de Andrade e avô materno o Cel. Vicente Alves da Fonseca.
Doutorou-se em Medicina pela Academia do Rio de Janeiro. Publicou diversas obras sobre Medicina e foi deputado geral pelo Ceará.
Faleceu no Rio de Janeiro a 2 de agosto de 1879.

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Dr. Francisco de Paula Rodrigues – Médico. Filho do Conselheiro Antônio Joaquim Rodrigues Júnior e D. Maria Luiza de Paula Rodrigues, nasceu em Sobral, a 19 de outubro de 1863.
Foram seus avós paternos Antônio Joaquim Rodrigues e D. Ana de Albuquerque Rodrigues, e maternos o Senador Francisco de Paula Pessoa e D. Francisca Carolina Alves Pessoa.
Fez os estudos preparatórios no Colégio do Cônego Belmont, no Rio de Janeiro, e aí matriculou-se na Faculdade de Medicina, pela qual doutorou-se.
Dedicou-se à especialidade de oculista e foi chefe da clínica do professor Wecker, de Paris, e Moura Brasil, no Rio de Janeiro onde clinicou por muitos anos.
Regressando ao Ceará, dedicou-se à política, chefiando, com muito prestígio e por muitos anos, o Partido Democrata Republicano.
Foi deputado estadual em várias legislaturas e em algumas delas presidente da Assembleia.
Dedicação ao fomento agrícola, tem contribuído para organização de exposições agropecuárias e congressos agrícolas.
São seus irmãos: Dr. Tomaz de Paula Rodrigues, bacharel deputado e senador; Dr. Otávio de Paula Rodrigues, engenheiro e construtor e Dr. Alberto de Paula Rodrigues, médico.
O Dr. Paula Rodrigues tem publicado diversos trabalhos de alto valor, sobre Medicina, Finanças e Assuntos Agrários.
Conheço os seus “Discursos”, pronunciados em 1927, na Assembleia Legislativa do Ceará e publicados em um volume, impresso na Tipografia Gadelha, em 1928.
Eis o primeiro discurso enfeixado nessa obra e pronunciado na sessão de 27 de julho de 1927, sobre as taxas com que o comércio de Fortaleza concorreu para a reconstrução da ponte metálica.
“Sr. Presidente, peço a V. Excia, enviar-me as informações prestadas pela Secretaria da Fazenda a respeito do projeto em discussão.
Agradeço, Sr.Presidente, a nímia gentileza do ilustre Presidente da Comissão de Finanças, prontificando-se a prestar-me esses esclarecimentos valiosos. Registro com satisfação a circunstância de já se arrecadado, o ano passado 126:047$210 de taxa de 3 réis de embarque e desembarque e mais 84:751$263 no exercício vigente, perfazendo assim a importância de 210:798$473, com que o comércio de Fortaleza.
O comércio satisfaz o compromisso assumindo junto ao Governo do Estado, quando deste solicitado a reconstrução da ponte, que se achava em deterioração, o chefe do Executivo lhe respondera que, em vista situação financeira do Estado, não poderia concorrer com essa despesa, mesmo que o Governo da União cedesse o material depositado no Almoxarifado as extintas Obras do Porto de Fortaleza.
Dou parabéns ao comércio e aos contribuintes por sua colaboração eficaz e auspiciosa. Acredito que, talvez, até o exercício de 1928 a verba arrecadada satisfará o dispêndio que o Governo houver feito na administração dessa obra de real utilidade para esta Capital e para o Estado.
A Mensagem presencial apresenta a grata notícia da próxima conclusão das obras e mais ainda a notável economia que há presidido à reconstrução desta obra; proclamada esta economia no preço do metro quadrado, no valor de 453$000, ao passo que um metro da construída por uma firma inglesa e já em ruínas custou aos cofres nacionais cerca de 5:952$000, segundo a palavra sisuda da Mensagem.
É Sr. Presidente, positivamente, uma diferença espantosa, colossal, 453$000! 5:9520! Não é dado regatear louvores e encômios à administração ou ao administrador que realiza tal prodígio de economia...
O Sr. Antônio Botelho – É para inglês ver.
O Sr. Paula Rodrigues – Tenho procurado investigar como se conseguiu tão notável economia, tão louvável resultado, quando em outras obras do Estado despendem-se rios de dinheiro! Sei que a União cedeu gratuitamente ao Estado excelente material, indispensável para a construção. Requisitado dito material pelo Estado ao Almoxarifado das Obras do Porto, foi por este entregue sem detença e sem objeção alguma. Não cessava de aplaudir o êxito dessa realização econômica. Aguçando a minha curiosidade, procurava investigar como se chegou a este resultado e não me furtei ao desejo de ir visitar a ponte metálica. Certo dia lá chegou, à hora matinal, ali recebendo a brisa suave que soprava de manso. Passei por sobre a larga ponte, admirando aquela construção moderna de cimento armado e procurando conhecer os processos de economia postos em prática para tal realização. Passeando sobre a ampla ponte, admirava todo aquele movimento do trabalho mobilidade e procurava, Sr. Presidente, penetrar, em mente, até o âmago daquela estrutura moderna, autor das leis sóbrias e precisas com que se podem idear, projetar e construir ou realizar essas maravilhosas de resistência, de utilidade e de arte.,.
O Sr. Antônio Botelho – Tão barato!...
O Sr. Paula Rodrigues – Depois, voltando o olhar para o bairro nobre deparei ao longe a ponte construída pela firma inglesa. Contraste frisante! Sr. Presidente, na impressão rápida que me perpassou pela mente, verifiquei o contraste entre as duas e, por instantes, tendo esta reflexão algo de sentimental deixei a garbosa ponte e segui em número... ás ruínas da Mensagem, perdão, à ponte construída pela firma inglesa. Caminhando, ia meditando aquele contraste. Aquém a ponte festejada. Onde tudo era agitação, movimento, vida; ante de mim, a ponte da firma inglesa malsinada – era abandono, impossibilidade, morte; além, a louçania, as belas vivendas modernas das gentes do gozo, do conforto e das elegâncias. Alguns instantes mais de demora e... prossegui através dos antigos domínios das extintas Obras do Porto, observando casas, barracões, oficinas, montes de material arrojamento importado, e exparso “pelemele” na vasta área, a sofrer as injúrias das intempéries e do tempo, numa ironia purgante; mais além, abundante e precioso aparelhamento de máquinas motrizes e operatrizes destinadas aos variados misteres da grande obra hidráulica, projetada e apenas iniciada do porto de Fortaleza. De tudo, Sr. Presidente, restando agora o ressaibo de um sonho docemente acalentado e cruelmente desfito!
Ali se desenrola ante meus olhos o atestado vivo da imprevidência dos homens de governo do Brasil.
Mas, Sr. Presidente, “á quelque chose malheur est bon”. Desse desmoronamento veio locupletar-se a velha ponte metálica, que andava aos trancos e barrancos e ressurge, agora, graças às desgraças do porto de Fortaleza.
V. Exa., Sr. Presidente, me desculpe estas divagações talvez um tanto sentimentais, pouco ao sabor de V. Exa., que já certa vez me fez observar que usava de argumentos sentimentais.
Reatando o fio de minhas observações, procuro saber como se procedeu a esse cálculo e se chegou a resultado tão berrante entre os preços unitários das duas construções.
Aventuro algumas considerações: a respeito. Para se estabelecer a omparação exata entre o custo da ponte iniciada pela firma inglesa contratante das Obras do Porto e a ponte metálica em reconstrução pelo Governo do Estado, com material gratuito cedido pelo Governo da União, é preciso, penso eu, da primeira (a ponte iniciada do Porto)descontar-se uma grande parcela: a aquisição de pedreira e máquinas, material de transporte, construção de armazéns, e casa para escritório, instalação de oficinas e compra das respectivas máquinas, construção da fábrica de cimento, etc., que tudo foi gasto e que não se destinava somente à parte que foi construída e sim a todos os serviços do porto projetado, isto é,  ponte, molhe, armazéns, tais como – utilização e valor das oficinas de ferraria, carpintaria, locomotivas, carros, grande quantidade de vigas de madeira, bate-estacas, compressores de ar, britadores, betoneiras, guindastes e estacas de cimento armado, ainda construídas pelas Obras do Porto, etc. Donde se pode, razoavelmente concluir que se no custo do serviço efetuado pelo Estado, fosse adicionada a despesa que realmente se fez e que por ter sido custeado pelo Governo Federal não se tenha levado devidamente em linha de conta e se na da firma inglesa construtora se deduzisse a despesa que se completou e que não devia ser computada, porque, apenas se iniciou a ponte, a diferença entre custas unitárias não seria tão chocante, como fez ressaltar a Mensagem presencial.
Não há nesta apreciação generosidade da parte de quem foi tão generosamente beneficiado pela União.
Para se formar ideia de quanto custaria o aparelhamento necessário para se efetuar o serviço da ponte metálica, basta enumerar as máquinas largamente utilizadas pelo Governo do Estado nas citadas obras da ponte metálica cuja aquisição, inclusive frete, descarga seguro e montagem subiria à soma vultosa. E sem este aparelhamento, em perfeito funcionamento, uma obra desta natureza não se pode levar a cabo, a termo. Calculemos, pois, o valor de um bate-estacas de 50 pés de altura, um britador, tipo razoável, para o serviço em apreço, uma caldeira, locomóvel e motor a vapor para acionar o britador, um guindaste locomóvel para apanhar estacas no campo e coloca-las sobre vagões ou outro veículo, uma locomotiva de manobras, máquinas de cortar, modelar, alinhar vergalhões, uma máquina eletrogenea para soldar vergalhões, uma betoneira com motor, dois vagões de capacidade de oito toneladas, idênticos todos aos utilizados pelo serviço da Ponte Metálica. Mui razoavelmente se pode estimar o valor da aquisição desses maquinismos, sua montagem ou instalação, em quinhentos contos de réis.
E enquanto importa o precioso material tão prodigamente cedido ao Estado pelo Governo da União? Milhares de barricas de cimento, milhares de toneladas de pedra, milheiros de tijolos, cal, pranchões de madeira, vigas de massaranduba, de pinho, tábuas para assoalho, gasolina e óleos, ferro e aço para cimento armado, uma série enorme de outros materiais; luvas de redução e de união, brocas, manilhas de ferro, cabos de manilha, limas limatões, marretas, marretões, martelos, martelete, cobre em folha e em barra, máquinas para ar comprimido, máquinas datilográficas, substâncias químicas, dinamites etc, tudo em variada profusão, como se podia apreciar durante a execução do serviço da ponte.
Não parece exagerado avaliar-se esse material em cerca de oitocentos e cinquenta contos de réis.
Assim temos:

Maquinismo 500:000$000
Material 850:000$000
Dispendido pelo governo do Estado em Administração
433:000$000

Soma 1.783:000$000

Que dívida pela área da ponte metálica, conforme a Mensagem, 2.400 metros quadrados, dá o quociente de 736$000 para o preço unitário. Entre este meu cálculo otimista e o da mensagem no valor de 453$000 como se vê, há uma diferença de 283$00 a mais.
Há notar que se não tivesse sido utilizado todo esse aparelhamento de máquinas, motrizes e operatrizes, o preço da construção, ficaria evidentemente, muito encarecido.
Aduzido estas ponderações não é, Sr. Presidente nem pode ser meu intento diminuir o valor da obra, e menos, o mérito do jovem engenheiro construtor.
Outro é meu intento, qual o de atenuar a falha de cortesia ou de generosidade da palavra oficial da Mensagem, a fim de que lá fora, se não possa atribuir ao Estado, na realização dessa obra de real utilidade, que o Ceará hoje está desfrutando e em magna pars devido à generosidade da União e, repito, para que se lhe não possa atribuir o artifício da gralha enfeitando-se com as penas de pavão.
Desejo, ao contrário, que, em prova de reconhecimento à União, se retire da escrita do Tesouro do Estado uma parcela, creio de 63:000$000 que o Estado, em tempos idos, adiantou à Alfândega para reparos dessa mesma ponte metálica. Ainda mais, para conhecimento pleno do comércio e do público, seja publicada a nota especificada de todo o material e maquinismos requisitados pelo Governo do Estado, cedidos prodigamente pela União e entregues, prontamente, pelo Almoxarifado das Obras do Porto, designando-se os respectivos valores.
Com este gesto largo o Estado dará provas de superior reconhecimento à União e arrhas pelo bom nome da nobre sofredora terra cearense.”

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Dr. Francisco Ponte – Tabelião. Filho de Estevão Ferreira da Ponte e D. Inocência Ferreira Ponte, nasceu em Sobral, a 5 de abril de 1891.
São seus avós paternos Manoel Ferreira da Ponte e D. Izabel Ferreira da Ponte.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito do Ceará.
Foi promotor público de Sobral e advogado. Atualmente exerce as funções de Tabelião Público de Fortaleza.
Casou-se com D. Maria Carneiro Ponte, filha de Francisco Carneiro e D. Maria Carneiro.

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Dr. Francisco Pothier Rodrigues Lima – Magistrado. Filho de José Rodrigues Lima e D. Úrsula Balbina de Sousa Lima, nasceu em Sobral, a 21 de setembro de 1850.
Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Recife a 3 de novembro de 1874.
Ocupou as funções de Juiz de Direito em diversas comarcas do Ceará e Pernambuco.
Faleceu em Recife a 14 de dezembro de 1897.

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Dr. Francisco Peregrino Viriato de Medeiros – Médico. Filho do Major Peregrino Viriato de Medeiros, nasceu em Sobral.
Doutorou-se em Medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro em 1872 e em 1881 seguiu para Paris, onde especializou-se em Oftalmologia.
Casou-se com D. Maria Sabóia Viriato e Medeiros, de cujo consórcio houve uma única filha, D. Francisca Viriato de Medeiros.

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Francisco Potiguara Frota – Capitalista. Filho do Cel. Manoel Artur da Frota e D. Raimunda Artemisia Lima Frota, nasceu em Sobral a 12 de abril de 1891.
São seus avós paternos Francisco Ferreira da Ponte e D. Izabel Jesuína Ferreira da Ponte, e maternos José Rodrigues Lima e D. Úrsula Balbina Rodrigues Lima.
Fez os estudos primários em Sobral, com o Prof. Vicente Arruda e os Humanidades no Colégio do Dr. Alexis Barbosa Amorim, em Sobral, completando-os em Fortaleza com o Dr. Pedro Frota.
Iniciou a vida comercial na casa Frota Gentil, em Fortaleza e depois transferiu-se para Sobral, onde desde 1922 é chefe da firma Frota Gentil de Sobral Limitada.
É sócio de diversas sociedades: Associação Comercial, Grupo Cênico, Grêmio Sobralense e outras.
Casou-se em Sobral a 10 de setembro de 1916, com D. Francisca Mendes Frota, filha de Antônio Enéas Pereira Mendes e D. Regina Aragão Pereira Mendes; neta pelo lado paterno de D. Rosalina Pereira Mendes, e pelo lado materno de Cornélio Ximenes de Aragão e D. Francisca Ximenes Aragão.
Do consórcio tem três filhos menores: Manoel Artur, Tereza Maria e Raimunda Artemisia.
É irmão de D. José Tupinambá da Frota, Primeiro Bispo de Sobral.

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Francisco Rangel Parente – Capitalista. Filho de Raimundo Gomes Parente e D. Lavinia Rangel Parente, nasceu a 24 de agosto de 1887, em Sobral.
Foram seus avós paternos José Gomes Parente e D. Ana Joaquina de Arruda Parente, e maternos Antônio Rangel do Nascimento e D. Rita Gomes Coelho do Nascimento.
Fez os estudos primários e de Humanidades, com o Prof. Vicente Arruda, em sua terra natal.
Iniciou na vida comercial como empregado e desde 1908 é sócio capitalista da firma Osvaldo Rangel & Irmão.
Foi duas vezes eleito vereador da Câmara Municipal de Sobral, nos governos do Dr. Moreira da Rocha e Dr. Francisco Menezes Pimentel, sendo que no último exerceu as funções de Presidente da Câmara por dois anos.
É sócio da Associação Comercial, do Grêmio Recreativo Sobralense e do Sobral Atlético Clube.
Casou-se em Sobral a 14 de março de 1904, com D. Maria Bemvinda Cialdini Parente, filha de Miguel Cialdini da Frota e D. Safira de Almeida Cialdini.

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Dr. Francisco Rodrigues de Almeida – Engenheiro. Filho do Dr. Joaquim Antunes de Almeida e D. Estefania Rodrigues de Almeida, nasceu em Sobral a 15 de março de 1898.
Foram seus avós paternos Antônio José de Almeida e D. Balbina Amaral de Almeida, e maternos Francisco de Albuquerque Rodrigues e D. Antônia Lima Rodrigues.
Fez os estudos primários no Colégio dos Salesianos no Pacoti e o curso de preparatórios no Colégio de Gomberi, em Juiz de Fora, no Estado de Minas. Formou-se em Engenharia na Escola de Ouro Preto, em 1922.
Casou-se em Minas, com D. Arminda Lucas de Almeida, em 1926.
Atualmente reside em Fortaleza e exerce as funções de Chefe dos Serviços de irrigação, reflorestamento e colonização do Ministério da Agricultura.
É orador fluente e foi colaborador d’”A Razão”, diário de Fortaleza.

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Dr. Francisco Sabóia de Albuquerque – Engenheiro. Filho de Esperidião Sabóia de Albuquerque e D. Aline Coelho Sabóia, nasceu em Sobral.
São seus avós paternos Ernesto Deocleciano de Albuquerque e D. Francisca Sabóia de Albuquerque e maternos José Silvestre Gomes Coelho.
Fez os estudos primários com Mons. Fortunato Linhares, em sua terra natal.
Pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, formou-se em Engenharia.
Foi construtor do viaduto Moreira Rocha.

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D. Francisca Sabóia Santos – Professora. Filha de Antônio Rodrigues dos Santos e D. Ângela Sabóia Santos, nasceu em Sobral aa 6 de janeiro de 1914.
São seus avós pelo lado paterno Manoel Joaquim dos Santos e D. Clementina Rodrigues Santos e pelo lado materno Manoel Sabóia de Castro e D. Mariana Bandeira de Castro.
Fez os estudos primários em Sobral no Colégio Sant’Ana, sob a direção das religiosas irmãs de Sant’Ana e diplomou-se professora pela Escola Normal Justiniano de Serpa, em Fortaleza, a 18 de dezembro de 1939.
Exerce atualmente o cargo de professora da Escola Elementar de Alagadiço e da Escola Noturna mantida pelo Departamento Geral de Agricultura em Fortaleza.
É irmã do Moacir Sabóia Santos.

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Francisco Fernando Pereira Mendes – Comerciante. Filho de Antônio Mendes Pereira de Vasconcelos e D. Rosalina Mendes, nasceu em Sant’Ana, a 30 de dezembro de 1847.
Aos vinte anos de idade seus pais se fixaram em Sobral. Dedicando-se ao comércio conseguiu fazer numerosa fortuna.
Casou-se em Sobral em 1870, com D. Maria Carolina do Monte Mendes, filha do Major Miguel Francisco do Monte e D. Maria Carolina Monte.
Era benfeitor benemérito da Igreja Matriz do Patrocínio e da Santa Casa de Misericórdia. 
Falecida sua mulher em 2 de maio de 1923 e não havendo sucessão, deixou por testamento valiosas dotações para a Santa Casa e Matriz do Patrocínio.
Faleceu em Sobral a 27 de junho de 1928.
Os seus restos mortais, como os de sua mulher, foram transladados e estão sepultados na Capela de N. Senhora das Graças da Matriz do Patrocínio.

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Francisco Romano da Ponte – Comerciante. Filho de Antônio Lopes Espírito Santo e D. Maria dos Anjos Espírito Santo, nasceu em Sant’Ana, a 9 de março de 1886.
Em 1898 fixou residência em Sobral, onde empregou-se no comércio em casa de Estanislau Lúcio, estabelecendo-se por conta própria e firma individual, em 1909.
Hoje é possuidor de valiosa fortuna.
Casou-se em Sobral a 7 de julho de 1911, com D. Maria José de Araújo Ponte, filho de José Fanico de Araújo e D. Maria Filomena de Araújo.
Do enlace matrimonial houve os seguintes filhos: D. Maria Laura Ponte Pierri, casada com João Batista Pierre, comerciante; D. Maria Juraci Ponte Neves, casada com Francisco Frota Neves, comerciante; D. Ana Alice Ponte, casada com José Anastácio Dias, comerciante; D. Maria Diny Ponte, casada com o Dr. Antônio Cláudio de Araújo, engenheiro civil e José Gerardo Ponte, solteiro.

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Dr. Francisco de Oliveira Memória – Magistrado. Nasceu em Sobral.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade d Direito de Recife, em 1889.
Foram seus colegas de turma os bacharéis Jerônimo de Xerez, João Evangelista Frota Vasconcelos e Joaquim Miranda de Paula Pessoa, sobralenses.

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Francisco Olímpio da Frota – Comerciante. Filho de Raimundo Carneiro da Frota e D. Angélica Carneiro Frota.
Casou-se a 7 de janeiro de 1891, na Palma, com D. Henriqueta Medeiros Frota, filha de Jacinta José de Medeiros e D. Felisbela Medeiros.
Em 1920 transportou-se para Sobral, onde estabeleceu-se com a firma F. Olímpio Frota & Cia. No período de 1896 a 1919 fez diversas viagens ao Amazonas, de interesses comerciais.
Do enlace matrimonial houve os filhos: Raimundo Medeiros Frota, comerciante, sócio da firma F. Olímpio & Cia, casado com D. Joaquina Aguiar Frota; Valdemiro Medeiros Frota, falecido, casado com D. Olinda Lemmertz, de origem alemã; Francisco Frota Filho, comerciante, casado com D. Joaquina Félix Frota; Antônio Medeiros Frota, auxiliar do comércio, casado com D. Maria Estela Félix Frota; José Medeiros Frota, falecido, casado que foi primeiras núpcias com D. Raimunda Félix Frota e em segundas núpcias com D. Maria Onede Cruz; Adalberto Medeiros Frota, auxiliar do comércio; casado com D. Alba Aguiar Frota e D. Maria Medeiros Frota, datilógrafa diplomada.

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Francisco Radler Frota – Comerciante. Filho de José Crisóstomo da Frota e D. Maria do Carmo Frota, nasceu em Sant’Ana, a 31 de janeiro de 1883.
Aos quatorze anos de idade veio para Sobral, onde iniciou-se no comércio, como empregado da casa Miguel Cialdini, em que esteve durante 7 anos.
Embarcando para o Amazonas, aos 21 anos, lá demorou-se por 13 anos, e voltando a Sobral, aí casou-se a 9 de maio de 1917, com D. Julieta de Almeida Cialdini, filha de Miguel Cialdini e D. Safira de Almeida Cialdini.
Regressou novamente ao Amazonas, onde ficou ainda três anos, vindo por fim fixar residência em Sobral.
Tendo falecido em 1920, seu sogro Miguel Cialdini, de quem havia sido antigo empregado, assumiu então a direção da casa comercial sob a firma Viúva Cialdini & Cia., cujas funções exerce ainda.
Do enlace matrimonial houve os filhos: Maria Sofia Cialdini Frota, nascida no Acre, professora diplomada; Maria do Carmo Cialdini Frota, nascida em Sobral e José Crisóstomo Cialdini Frota.

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Francisco das Chagas Barreto Lima – Comerciante. Filho de Joaquim de Sousa Lima e D. Porcina Barreto Lima, nasceu em Independência, a 18 de maio de 1888.
Aos doze anos veio para Sobral, onde se empregou na Fábrica de Tecidos.
Em 1910 estabeleceu por conta própria e mantém hoje sob sua firma individual, muitíssimo acreditado o seu escritório de comissões e representações das principais praças do Norte e Sul do País.
Casou-se em Sobral, a 11 de janeiro de 1912, com D. Maria Cesarina Barreto, filha de Cesário Lopes Freire e D. Vicência Teixeira Lopes.
Do enlace matrimonial houve os filhos: Capitão Luiz Flamarion Barreto, Oficial do Exército, casado com D. Neusa Lopes Barreto; D. Margarida Barreto Lima, casada com Antônio Amâncio Correia Lima, comerciante; Luciano Tebano Barreto Lima, Aspirante a Oficial do Exército; D. Porcina Barreto Lima, inupta; Cesário Barreto Lima, Maria Alice Barreto Lima, Maria do Socorro Barreto Lima e José Maximiano Barreto Lima.
É irmão do jornalista Deolindo Barreto Lima, falecido em Sobral, em 1924.

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Dr. Francisco Severino Duarte – Magistrado. Nasceu em Sobral.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de Recife, em 1888.
Fizeram parte de sua turma oito bacharéis cearenses: Francisco Joaquim da Rocha Júnior, Justiniano Serpa, João Martiniano Castelo Branco, Joaquim F. Pinto de Almeida Castro, Joaquim Gomes de Matos, Joaquim Elviro Pereira Guimarães, Leôncio Barreto de Freitas e Manoel Solón Rodrigues Pinheiro.

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Coronel Frederico Peregrino Viriato de Medeiros – Oficial do Exército. Filho de Peregrino Viriato de Medeiros e D. Combinha Viriato de Medeiros, nasceu em Sobral.
Fez a campanha do Paraguai. Tendo dado ordens para que ninguém passasse em frente a certo ponto do acompanhamento foi alta noite revistar as tropas e não sendo reconhecido, foi morto pela sentinela.

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Frederico Ferreira da Ponte – Capitalista. Filho de João Germano Ferreira da Ponte e D. Maria Madalena Bezerra de Araújo, nasceu em São Vicente, município de Sobral, a 20 de outubro de 1887. Foram seus avós paternos Francisco Ferreira da Ponte e D. Rosa Ximenes de Aragão, e maternos Vicente Bezerra de Araújo e D. Manoela Bezerra de Araújo.
Iniciou-se na vida comercial como empregado da casa José Paulo Mendes de Vasconcelos, em Sobral, onde se estabeleceu depois por conta própria com estabelecimento de fazendas e miudezas. Transferiu-se para Fortaleza, onde estabeleceu-se por conta própria e depois de sociedade sob a firma Ponte Irmão & Cia., e mais tarde de sociedade com a firma Frederico Ponte & Cia.
Atualmente desenvolve a indústria na extração do óleo de oiticica.
Casou-se em Massapê, com D. Leena Andrade Ponte, filha de Antônio Andrade e Lídia Andrade.
São seus filhos: Dr. Wandick Ponte, médico; D. Maria Neusa, professora diplomada; Zulema Ponte; Lídia Ponte, professora diplomada; Dr. José Ponte, agrônomo; Jerônimo Ponte, aluno do Colégio Militar; Iolanda Ponte; Gerardo Ponte; aluno do Seminário de Fortaleza; Jeovah Fernando e Dulce Mary.
É irmão do milionário Vicente Ferreira da Ponte, residente no Rio de Janeiro.

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Cel. Frederico Gomes Parente – Oficial da Guarda Nacional. Filho de Diogo Gomes Parente e D. Vitalina Ribeiro Parente, nasceu em Sobral, a 1º de setembro de 1860.
Foram seus avós paternos Vicente Gomes Parente e D. Maria Bernardina do Monte, e maternos o Cel. Joaquim Ribeiro da Silva e D. Francisca Gomes Parente.
Era possuidor de boas fazendas de gado.
Elementode grande prestígio na política, chefiou por muitos anos o Partido Republicano Conservador e foi Prefeito Municipal, em diversos quatriênios.
Casou-se em primeiras núpcias com D. Francisca Gomes Parente, filha de Joaquim Gomes Parente e D. Maria Ribeiro Parente; em segundas núpcias com D. Ermelinda Gomes Parente, filha de Joaquim Gomes Parente e D. Maria Ribeiro Parente; e em terceiras núpcias com D. Cleonice Gomes Parente, irmã das duas primeiras mulheres.
Houve do primeiro enlace: Maria Vitalina; do segundo enlace não houve sucessão; do terceiro houve os seguintes filhos: Maria Vitalina; do segundo enlace não houve sucessão; do terceiro houve os seguintes filhos: Diogo Honório Gomes, Fiscal de Mesa de Rendas de Sobral, casado com D. Rufina Ribeiro Parente; Alderico Gomes Parente, funcionário federal do Correio e Telégrafo de Sobral, casado com D. Moema Gomes Ribeiro Parente; D. Francisca Ribeiro Parente, viúva de Francisco Nasion Ribeiro da Silva e D. Maria Gomes Parente; religiosa da Congregação da Sant’Ana.
Faleceu m Sobral a 17 de abril de 1934.

G

Galdino Gondim Lins – Funcionário Fsederal. Filho de Luiz Lins e D. Luiza Gondim Lins, nasceu em Sobral a 14 de janeiro de 1903.
São seus avós paternos: Jesuíno Albuquerque Lins e D. Amália Ribeiro Lins e maternos Galdino José Gondim e D. Maria Clara Gondim.
Fez os estudos primários com Mons. Fortunato Linhares e iniciou Humanidades no Liceu Sobralense.
Telegrafista titulado, exerce atualmente as funções de Chefe do Correio e Telégrafo de Sobral.
Casou-se em Tauá, no Ceará, em 25 de setembro de 1924, com D. Nair Marques Lins, filha de Horácio Marques e D. Maria Rosa Marques.
Tem as filhas menores: Maria Luiza, Aila, Vanda e Amália.

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Galdino José Gondim – Maestro. É considerado sobralense. Filho de Zacarias Vieira da Costa e D. Maria Luiza Gondim, nasceu em Canindé a 22 de dezembro de 1829.
Em 1845 fixou sua residência em Sobral a convite do Major Ângelo José Duarte para dirigir a Banda de Música fundada nesse ano naquela cidade, e que esteve sob sua direção durante 20 anos, desde 1845 a 1865, ano em que passou a mesma para a direção de seu filho o maestro Zacarias Gondim, que por sua vez a dirigiu por 23 anos, de 1865 a 1889.
Casou-se em Sobral a 8 de junho de 1850 com Maria Clara Gondim.
Do consórcio houve onze filhos: Zacarias da Costa Gondim, maestro; Raimundo Donizette Gondim, maestro; Maria Nazareth Gondim, Francisco de Assis Gondim, Joaquim dos Santos Gondim; Antônia Leonizia Gondim; Ana Amália Gondim, Izabel Onface Gondim, João Pedro Gondim, Maria Luiza Gondim e Luiza Gondim.

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Dr. Genserico de Aragão Pinto – Médico. Filho de Guilherme Augusto de Sousa Pinto e D. Amália de Aragão Pinto, nasceu em Sobral a 12 de agosto de 1888.
São seus avós pateros: Joaquim Alves de Sousa e Silva, farmacêutico, natural de São Cosme, em Portugal, e D. Maria Emília Ferreira Pinto, portuguesa, e maternos Manoel Cornélio Ximenes de Aragão e D. Francisca Sabóia Ximenes de Aragão.
Fez os estudos primários em Sobral com o Prof. Joaquim de Andrade Pessoa e o curso de Humanidades m Portugal, Regressando ao Brasil matriculou-se na Escola Politécnica no Rio de Janeiro, pela qual doutorou-se em Medicina.
Tem clinicado no Hospital de São Francisco das Chagas, no Rio de Janeiro. Atualmente é médico da Saúde Pública do Rio, encarregando do Departamento da Malária.
Por duas vezes, em 1923 e 1939, foi a Europa em comissão do Governo para fazer estudos sobre malária.
Casou-se em primeiras núpcias com D. Tereza Pinto, de origem francesa, e, em segundas, com D. Magdala Gama Freire, natural do Rio.
É irmão do Dr. Acácio Aragão Pinto, médico.

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Gerardo Parente Soares – Cirurgião-Dentista. Filho de José Pedro Soares e D. Raimunda Parente Soares, nasceu em Sobral a 11 de agosto de 1917.
São seus avós paternos: Rafael Soares e D. Maria José Araújo Soares e maternos: José Cândido Gomes Parente e D. Cesariana Ferreira Gomes Parente.
Fez os estudos primários na terra natal; o curso de Humanidades no Colégio Militar do Ceará; e matriculou-se na Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará, em 25 de fevereiro de 1937, onde colou grau de Cirurgião-Dentista, sendo diretores da Faculdade o Dr. Raimundo Gomes e Dr. Odorico de Morais.
A tese que defendeu tem o título: “A odontopediatria e a ontodontia como fatores de saúde”.
Tem clinicado na Santa Casa, em Fortaleza, no Departamento de saúde do Ceará, em São Francisco, Itapipoca e Sobral.
Dedicado ao ensino tem lecionado Matemáticas, Física e Desenho na Escola XI de agosto e Colégio Castelo, em Fortaleza; e agora no Ginásio Sobralense, Colégio Sant’Ana e Escola de Comércio D. José, em Sobral.
Tem exercido os seguintes cargos: Presidente da Liga Desportiva Sobralense, Vice-Presidente do Sobral Atlético Clube, orador da Associação dos Empregados no Comércio, do Círculo de Operários de Sobral e do Guarani Sport Clube.
Casou-se em Itapipoca a 30 de março de 1939 com D. Maria Júlia Guimarães Soares, filha de Gontran Guimarães e D. Duice Gomes Guimarães, neta pelo lado paterno de João Ricardo Guimarães e D. Terezinha da Rocha Guimarães e pelo lado materno, neta do Capitão-Tenente Manoel Medeiros Gomes, Oficial da Armada e D. Júlia Mota Gomes.

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Gerardo Rodrigues de Albuquerque – Agrimensor. Filho de Henrique Rodrigues de Albuquerque e D. Maria Antonieta Rodrigues de Albuquerque, nasceu em Sobral, em 1918.
São seus avós paternos: José Gomes Rodrigues e D. Francisca Lopes Rodrigues de Albuquerque e maternos Antônio Mont’Alverne e D. Maria Elisa Mont’Alverne.
Fez os estudos primários em sua terra natal, com o Prof. Luiz Felipe e Silva, depois no Seminário iniciou os estudos de Humanidades.
Em 1933 seguiu para Fortaleza, onde matriculou-se na Escola Militar do Ceará, e concluiu o curso de Humanidades e de agrimensor na mesma Escola, em 1938.
São seus irmãos: Dr. Antônio Francisco Rodrigues de Albuquerque, Médico, o Tenente José Gomes Rodrigues de Albuquerque, Oficial do Exército e Vicente Henrique Rodrigues de Albuquerque.

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Gilberto Rangel Mendes – Engenheiro. Agrônomo. Filho de Aloisio Mendes Carneiro e Odila Mendes Carneiro nasceu em Sobral.
São seua avós paternos: Antônio Mendes Carneiro e D. Maria Leoncina Andrade Mendes.
Sendo criança, seus pais se transportaram para a capital do Pará onde fez os estudos primários e os preparatórios de Humanidades
Seguindo para Rio de Janeiro, ai colou grau de Engenheiro Agrônomo.
Atualmente é funcionário do Ministério da Agricultura, do Rio de Janeiro, onde reside.

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Godofredo Lima Rodrigues – Criador. Filho de Francisco de Albuquerque Rodrigues e D. Antônia Lima Rodrigues, nasceu em Sobral a 10 de julho de 1877.
Possuidor de ricas fazendas de gado e muita terras, dedica-se à criação.
Casou-se no Rio de Janeiro, em 1906, com D. Guiomar Vaz de Assis, notável escultora, filha de Campinas, em São Paulo.
Do enlace matrimonial houve os seguintes filhos: D. Irene de Assis Rodrigues, Modista Diplomada; D. Nicolina de Assis Rodrigues, Professora de Canto Diplomada; Carlos de Assis Rodrigues, Funcionário Público, casado com D. Mariinha Tavares; D. Violeta de Assis Rodrigues, Professora Diplomada, casada com Raimundo Lopes, Agricultor; D. Maria de Assis Rodrigues, Diplomada em Datilografia, casada com José Soares de Oliveira, Funcionário Público, residente no Rio de Janeiro.

H

Tenente Henrique Rodrigues de Albuquerque – Oficial do Exército. Filho de Henrique Rodrigues de Albuquerque e D. Maria Antonieta Rodrigues de Albuquerque, nasceu em Sobral a 3 de junho de 1915.
São seus avós paternos: José Gomes Rodrigues de Albuquerque e D. Francisca Lopes Rodrigues de Albuquerque e maternos Antônio Mont’Alverne e D. Maria Elisa Mont’Alverne.
Fez os estudos primários em sua terra natal, com o Prof. Luiz Felipe; matriculou-se em 1930 no Colégio Militar do Ceará, onde concluiu o curso em 1935.
Seguindo para o Rio de Janeiro, matriculou-se a 25 de abril de 1936 na Escola de Guerra de Realengo e foi declarado Aspirante a 25 de dezembro de 1938. Promovido a 2º Tenente a 25 de dezembro de 1939.
Tem o curso de infantaria pelo Regulamento de 1929.
Serviu, no 10º Regimento de Infantaria de Belo Horizonte e atualmente serve no 6º regimento de Infantaria de Caçapava em São Paulo.
São seus irmãos: Dr. Antônio Rodrigues de Albuquerque, Médico, Tenente José Gomes Rodrigues de Albuquerque, Oficial do Exército e Gerardo Rodrigues de Albuquerque, agrimensor.

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Dr. Humberto Sabóia de Albuquerque – Engenheiro Civil. Filho do Coronel Ernesto Deocleciano de Albuquerque e D. Francisca Sabóia de Albuquerque, nasceu em Sobral a 30 de outubro de 1880.
Foram seus avós pelo lado paterno: Deocleciano Ernesto de Albuquerque Melo e D. Carolina Sabóia de Albuquerque e pelo lado materno José Sabóia e D. Joaquina Sabóia Bandeira de Melo.
Fez o curso de Engenharia na Escola Politécnica do Rio de Janeiro, onde em 1901, colou grau de Engenharia Civil.
Em Manaus construiu uma Ponte que tem o seu nome. Transportando-se depois para o Rio, EM 1905, ai estabeleceu Escritório para construções e empreitadas, e tem seu nome associado a diversas indústrias no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Norte.
Casou-se no Rio com D. Sofia Hess, filha de Hess de Melo, alemão, e D. Elvira Hess de Melo.
Do consórcio houve os seguintes filhos: D. Maria de Lourdes, casada com Rubens Monte; D. Eloísa Sabóia, casada com José Silvestre Sabóia de Albuquerque; Ernesto de Melo, comerciante; D. Beatriz Sofia; D. Francisca Hess, casada com o Advogado Itanisley Gomes; D. Lúcia Sabóia e Humberto Sabóia de Albuquerque, agrônomo.
É irmão do Dr. José Sabóia de Albuquerque, Magistrado aposentado e do Dr. Massilon Sabóia de Albuquerque, Médico; e do Cel. Vicente Sabóia de Albuquerque, milionário.

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Dr. Humberto Rodrigues de Andrade – Engenheiro Agrônomo. Filho de João Frederico Rodrigues de Andrade e D. Francisca Otília Rodrigues de Andrade, nasceu em Sobral a 22 de outubro de 1892.
São seus avós paternos: José Frederico de Andrade e D. Francisca Rodrigues de Albuquerque e D. Francisca Lopes Rodrigues de Albuquerque.
Fez os estudos primários no Colégio São Luiz, do Mons. Tabosa Braga, em Santa Quitéria e o Curso de Humanidades no Liceu do Ceará em Fortaleza.
Aos 17 anos matriculou-se na Escola de Agronomiade Piracicaba no Estado de São Paulo e colou o grau de Engenheiro Agrônomo pela mesma Escola em 1915.
Depois de formado entrou em concurso para um cargo público, que pleiteava e foi localizado em primeiro lugar. Sendo prejudicado injustamente, foi nomeado Inspetor Agrícola do Rio Grande do Norte, cargo que exerceu por dois anos, vindo após para o Ceará em 1917, para igual cargo de Inspetor Agrícola.
Muito concorreu para a fundação da Escola de Agronomia do Ceará e foi eleito deputado pela Liga Eleitoral Católica do Ceará à Câmara Federal, extinta pela golpe de Estado de 1937.
Atualmente exerce as funções de Inspetor Agrícola Federal do Ceará , Vice-Presidente e Professor Catedrático de Agricultura da Escola de Agronomia de Fortaleza, Vice-Presidente da Sociedade Cearense de Agricultura e Membro efetivo da Sociedade Entomológica do Brasil.
Tem colaborado nas revistas: “Agricultura e Pecuária”, propriedade da Revista das Estradas de Ferro, do Rio de Janeiro, “Boletim”, da Sociedade Cearense de Agricultura de Fortaleza; “Vida Rural”, revista agropecuária mensal de Fortaleza; e “Atualidade”, revista de São Paulo.
Publicou:
“ A Pecuária no Ceará” – Memorial apresentado à Exposição Regional Agropecuária e Industrial realizada em Sobral – Est. Gráfico, A. C. Mendes, Ceará, 1918.
‘ A Nossa Imprevidência’’ – Artigos de propaganda sobre fenação no Ceará – Oficinas do “Correio do Ceará”, 1920.
“Pela Agricultura Nordestina” – Obra de alto valor, publicada em 1927.
“Em Torno das Obras do Nordeste” – Artigos e documentos relativos aos serviços contra os efeitos das secas – Tip. Urânia – Fortaleza, 1928.
“Fertilização das terras de cultura” Tip. Urânia – Fortaleza, 1928.
“Crédito Cooperativista” – Discursos proferidos na sede da Sociedade Cascavelense de Agricultura – Tip. Urânia – Fortaleza, 1928.
“Páginas Rurais” – Contribuição ao 2º Congresso Rural, efetuando de 19 a 22 de julho de 1931, na cidade de Senador Pompeu – Tip. Gadelha – Fortaleza, 1931.
“Em defesa dos Engenhos de Rapadura e dos Plantadores de Cana” – Discursos pronunciados na Câmara dos Deputados em 1935 – Rio de Janeiro, 1936.
“Obras do Nordeste” – “Exploração das terra irrigáveis’, “Falso Cooperativismo” – Discursos pronunciados na Câmara dos Deputados sobre os projetos nº 355 – 1935 e nª 340 – 1936 -  Est. Gráficos A. C. Mendes, 1936.
“O Povo do Ceará” – Discursos pronunciados na Câmara Federal e Entrevistas sobre o porto do Ceará – Publicação de 1937.
O Dr. Humberto de Andrade casou-se em Sobral, a 28 de maio de 1921, com D. Rita Rangel, filha de João Batista Rangel e D. Agueda Mendes Rangel.
A revista carioca “Atualidades”, em uma página de sua secção “As Expressões Novas do Parlamento Brasileiro”, assim expressa a sua atuação na Câmara Federal.
“A Revolução de 1930, abateu, posto que temporariamente, tradicionais organizações partidárias do País, abrindo ensejo para que elementos novos viessem à tona do cenário político.
O Poder Legislativo não escapou ao fenômeno renovador. O Parlamento de hoje, seja o Senado habitualmente ocupado por figuras encaniçadas nas lides partidários, seja a Câmara, apresenta sensível diferença de outrora. O Congresso atual é heterogêneo – em sua expressão política e intelectual.
O Deputado Humberto de Andrade, da representação cearense, é um dos valores novos do Palácio Tiradentes.
Não sendo político de carreira, possui sua especialidade bem definida, que o torna recomendado ao eleitorado: faz “política agrária”, como de maneira expressiva nos disse, ao colhermos estas notas.
Os assuntos econômicos, em particular as questões rurais, são os que lhe perdem sobretudo atenção. Vimos, ultimamente, a sua destacada atuação nos debates em torno do instituto do Açúcar e do; Álcool, que por vários dias sucessivos, tornaram a ordem do dia da Câmara. Os donos dos engenhos e os plantadores de cana tiveram em S. Excia, um hábil e ardoroso advogado, colocando-se francamente contra certos erros da instituição açucareira oficial.
Durante o ano legislativo que ora se finda, trouxe o Deputado Humberto de Andrade à Câmara, várias questões de palpite interesse agrícola, ora sintetizadas em projetos de sua autoria, ora nos debates de plenário. Apresentou S. Excia, um projeto de reforma radical no Ministério da Agricultura e dois outros referentes à Inspetoria de Secas, acerca das terras irrigáveis mediante organização de cooperativistas de produção.
É membro da Comissão de Agricultura, Industria e Comércio. Por seus conhecimentos especializados, o Deputado Humberto de Andrade é um dos “líderes” da corrente ligada ao interesse agrícola. No seu Estado, é um dos chefes do Partido Agrário do Ceará e colaborador de vários jornais locais.
A uma indagação nossa sobre a política cearense, respondeu-nos prontamente: - Faço política agrária, em sua acepção verdadeira, isto é, pondo acima de tudo os legítimos interesses da produção e, portanto, colaboro com o governo da União e do Ceará, no sentido de melhorar as condições do produtor – que é o sustentáculo da Nação.
Nada mais elevado e mais nobre, e de maior eficácia. Membro de uma corporação de agricultores o ilustre parlamentar não se desvia da orientação de seu partido, isto é, do partido de que é um dos mais autorizados “líderes”.
A sua política é a agrária. É, desenvolvendo-a, com espírito, tudo tem conseguido no sentida de tornar efetivo o seu “desideraturn”.
Bem poucos são os que assim agem, porque nem sempre se mantêm dentro de uma orientação em que o esforço secoloca acima da comodidade.
Ao Deputado Humberto de Andrade não fascina outra política, tornando-se, assim, a sua ação de uma visível eficiência, ao mesmo tempo em que, a sua personalidade avulta, e brilha, e se impõe. De mais alguns desses era de que necessitava o parlamento, onde poucos são, aqueles que se firmam pela ação independente, e pelo trabalho profícuo. O deputado cearense é, sem favor, um belo padrão, um modelo, um exemplo a imitar”.

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De revista carioca “Agricultura e Pecuária”, de 1º de fevereiro de 1934, extraí a seguinte colaboração do Dr. Humberto de Andrade sob o título: “O Cooperativismo e seus princípios básicos”.
“Uma ideia grande, generosa, altruísta espalha-se na hora presente, por todas as classes sociais das nações civilizadas: a cooperação.
É a lei social mais empolgante da atualidade. Para ele, para o cooperativismo, voltam-se os sociólogos, os administradores, os estadistas dos países adiantados. Todos enxergam suas vantagens de ordem econômica, moral, intelectual e social.
Antes dos mais convém que se esclareça aos menos versados no assunto que cooperação é auxílio-mútuo no trabalho e nos recursos pecuniários; significa solidariedade de classe; representa harmonia de grupos que exercem a mesma profissão; quer dizer: por entre si membros da mesma família; em uma palavra, altruísmo, é dignamente da espécie humana.
Cooperativismo constituiu o traço mais característico das organizações sociais de após a conflagração europeia, quando as nações beligerantes se entredevoraram, motivos por meros interesses comerciais.
Surgiu o cooperativismo para substituir o individualismo tacanho o egoísmo pessoal, a ganância pequenina, que não vê na harmonia social, na colaboração das classes a felicidade coletiva; nasceu o cooperativismo da necessidade de defesa dos justos interesses comuns a profissionais da mesma profissão, interesses que se confundem e convergem para igual direção.
O homem isolado, entre às suas próprias vontades e apetites fácil é dominar-se pelo egoísmo, animalizando-se. Ao contrário em convívio social, afeito a permutas de opiniões com seus semelhantes, habituando a reciprocidade de auxílio, espiritualiza-se, eleva-se da categoria de simples animal. No primeiro caso – o homem isolado, adstrito dos únicos interesses persinalistas, transforma-se frequentemente em inimigo de seu companheiro de profissão, em que vê o concorrente, o adversário; no segundo, o indivíduo membro de uma sociedade de classe, é o amigo, o defensor de uma classe, em cuja prosperidade enxerga a própria prosperidade. Está ele, nesta última hipótese, convicto de que trabalhar pela classe é o meio mais eficiente de trabalhar para si mesmo. Desenvolve-se lhe o espírito de solidariedade, em substituição a sentimentos egoísticos.
Todo indivíduo que vive, que sente esse espírito de cooperação esta sob a aura da felicidade terrena; da mesma forma que aquele que não cultiva esse sentimento, que não lhe reconhece as virtudes é um membro segregado de sociedade, é inimigo de si mesmo.
Na natureza, essa fonte de tantos ensinamentos, vemos muitos exemplos de cooperação, nos quais podemos nos edificar.
Animais, simples seres irracionais sob o ponto de vista humano, associam-se em colônias, em famílias numerosas, para, conjuntamente, harmonicamente, trabalharem para defesa comum do indivíduo e da prole.
 Constituem exemplos clássicos dessa providência, desse instituto de colaboração entre os irracionais a abelha e a formiga, às quais poderíamos acrescentar várias espécies zoológicas.
O nosso País não podia permanecer indiferente a este movimento cooperativista, que ora se verifica no universo.
Os governantes brasileiros têm procurado difundir entre o povo a semelhante benfazeja.
A verdade é que ainda estamos bem afastados da situação desejada.
A falta de compreensão por parte do povo muito concorre para retardar a difusão das sociedades de classe.
No momento em que for reconhecida a sua excepcional vantagem não haverá mais quem não seja um cooperador, não haverá mais ninguém que não seja filiado a uma associação de sua classe.
Ultimamente, no domínio do Governo Provisório, os dirigentes hão demonstrado interesse pela causa do cooperativismo, incentivando organização de classe, decretando leis de proteção, criando, enfim, o Ministério do Trabalho, para o controle geral de tais funções.
O Ministério da Agricultura, cuida, por sua vez, de promover a arregimentação da classe agrária, a mais numerosa e também a mais desorganizada do país.
Respondendo a esse movimento de origem oficial, unem-se – banqueiros, comerciantes, industriais, a chamada classe burguesa, que tanto ódio injustificável desperta a certa gente; associam-se os proletários, os assalariados em geral da indústria e do comércio; reúnem-se os das profissões liberais, médicos, engenheiros, advogados etc, agrupam-se os funcionários públicos.
União, agremiação, para defesa de justos interesses de classe.
Interesse de classe, bem mais respeitáveis do que simples interesses de indivíduos... frequentes vezes inconfessáveis, injustos, inatedíveis, por dominados pelo egoísmo.
Qualquer m de nós, isoladamente, pode pleitear um objetivo menos razoável, ou mesmo condenável. Outro tanto não o fazia, podemos assegurar, uma agremiação. Quando uma classe se bate por uma causa, é, em regra, justa, ou, em pior hipótese, admissível. Nunca absurda.
É que o desejo do indivíduo associado passa pelo crivo da opinião coletiva, pelo senso da sociedade a que está filiado, onde é expurgado de vícios ou excessos, acaso existentes.
Compreendendo isso é que o poder público sempre ouve atentamente às solicitações classistas.
Por isso é que as aspirações dos grupos repercutem em todos os perímetros.
E organizadas as classes, segundo leis e normas pré-estabelecidas, fácil se tomará o entendimento entre elas, conciliando-se interesses, evitando-se lutas. Ao passo que ausência desses membros da sociedade, dá lugar à confusão, à demagogia, às rebeliões do povo descontente de tudo e de todos, sem saber o que aspira.
Mas, se o governo faculta e promove tais organizações, reconhecendo-lhes legítimos representantes dos vários grupos em que se divide de a sociedade, se o governo pede a sua opinião, claro é que as classes que permanecem desorganizadas não serão não poderão ser ouvidas.
E é, infelizmente, o que vem acontecendo com a grande coletividade rural, a dos produtores, daqueles conterrâneos que mais concorrem para a riqueza do Brasil e, portanto, os que mais deviam ser ouvidos e servidos pelo poder constituído.
E por que os profissionais da agricultura, desde o proprietário, o plantador, o criador, o arrendatário ao trabalhador não se agremia em associações moldadas às leis em vigor? De hoje em diante a culpa lhes caberá. Soou o toque-de-reunir.
Ainda é tempo de ressarcir o tempo perdido.
E nenhuma outra coletividade profissional carece mais do auxílio da cooperação do que a rural.
Sob a bandeira cooperativista que os produtores se reúnam em núcleos regularmente constituídos para que possam pugnar, com eficiência, pelo soerguimento econômico e moral da própria classe”.

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Dr. Henrique Domingues da Silva – Nasceu em Sobral.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Recife em 1880.
Fizeram parte de sua turma sete bacharéis cearenses: Antônio Augusto de Vasconcelos, Francisco Batista Vieira, Francisco de Sales Ribeiro Campos, Gil Amora, Manoel do Nascimento Castro e Silva, Pedro Tomaz de Queiroz Ferreira e Virgílio Brígido.

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Inácio Gomes Parente–Capitalista. Filho de Inácio Gomes Parente e D. Porcina Emília Cavalcante Parente, nasceu na fazenda “Gonçalo Alves”, no município de Sobral em 1885.
São seus avós paternos: Inácio Gomes Parente e D. Umbelina Gomes Parente e maternos Joaquim Alves Cavalcante e D. Francelina Cavalcante.
Começou a vida comercial como empregado da casa Frota & Cia., em Sobral estabeleceu-se por conta própria em Fortaleza em 1911, e depois de sociedade com seu irmão José Cavalcante Parente, sob a firma I. G. Parente & Irmão.
Casou-se em Fortaleza, com D. Corina Juaçaba Parente em 1910.
É duas vezes milionário.
São seus filhos: Maria Luiza, Zuila Parente, Porcina Parente Inácio, Alice, Ruth e Gerardo.

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Capitão Irapuan de Albuquerque Potiguara – Oficial do Exército. Filho do General Tertuliano de Albuquerque Pontiguara e D. Tereza Pontiguara, nasceu em Sobral a 19 de julho de 1898.
São seus avós paternos: Antônio Domingues da Silva, português e D. Cândida Rosa de Albuquerque Silva.
Matriculou-se na Escola Militar do Rio de Janeiro a 3 de janeiro de 1918.
Foi aspirante a 18 de janeiro de 1921.
Promovido a 2º Tenente a 11 de maio de 1921. 1º Tenente graduado a 3 de dezembro de 1922. Efetivo a 19 de janeiro de 1923. Capitão a 7 de maio de 1932, por antiguidade. Tem os cursos de Infantaria pelo Regulamento de 1919 e de aperfeiçoamento de 1920.
Tomou parte da Revolução de São Paulo, pela legitimidade e conta 22 anos de serviço militar.
É irmão do Cap. Icaraí de Albuquerque Potiguara, Oficial do Exército.

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D. Izabel Omphale Gondim – Filha de Galdino José Gondim e D. Maria Clara Gondim, nasceu em Sobral a 10 de março de 1866.
Revelou decidindo gosto pelas letras, não tendo conseguido completar sua educação intelectual.
Foi colaboradora de diversos almanaques quer brasileiros, quer de Portugal.

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Isaías Frota Cavalcante – Bacharel. Filho de Joaquim Lopes Cavalcante e D. Tereza Cristina Frota Cavalcante, nasceu em Sobral a 14 de outubro de 1895.
São seus avós paternos: Antônio Lopes Freire e D. Mariana Francisca Cavalcante e maternos Antonino da Frota Vasconcelos e D. Ana Joaquina de Menezes Frota.
Fez os estudos primários em sua terra natal com os Professores Joaquim de Andrade e Francisco Tomaz Frota.
Seguindo para o Rio de Janeiro em 1912, ai começou um emprego público e ao mesmo tempo concluiu o curso de preparatórios e matriculou-se na Escola de Direito e colou o grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais.
É funcionário do Ministério da Avaliação e exerce de muitos anos as funções de chefe do Secção do serviço de luz do Rio de Janeiro.
Casou-se em Fortaleza com D. Almerinda Porto Frota, filha de Antônio Porto e D. Ester Porto.
Do enlace matrimonial tem um filho menor José Amauri.
São seus irmãos: O comandante Luiz Gonzaga Lopes Frota, Piloto de navegação de longo curso e Antônio Frota Cavalcante, construtor e industrial.

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Major Ivo Francisco Alves Linhares – Oficial da Guarda Nacional. Filho do Tenente Coronel Joaquim José Alves Linhares e D. Maria da Purificação da Vasconcelos Linhares, nasceu em Sobral, a 22 de maio de 1814.
Foram seus avós paternos José Linhares e D. Rita Tereza de Jesus Araújo Costa, e maternos o Major Francisco Antônio Alves Linhares e D. Maria Manoela de Conceição de Xerez Turna Uchôa.
Foi Promotor Público Delegado de Polícia e substituto do Juiz Municipal na cidade natal e inspetor literário em Santa Quitéria.
Tornou parte ativa na reação contra Pinto Madeira, em 1832 e contra os Balaios, no Piauí, em 1840.
Muito contribui para a reedificação da igreja de N. Senhora do Rosário, no Riacho Guimarães, da Freguesia de Santa Quitéria.
Casou-se com D. Leopoldina Idalina de Jesus, filha do português Francisco Machado Freire, natural do Porto.
Do seu consórcio houve quatro filhas e um filho, que faleceram inuptos.
Faleceu a 3 de março de 1890.

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Dr. Inácio F. de Almeida Guimarães – Nasceu em Sobral.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de Recife, em 1866.
Foram seus colegas de turma os bacharéis: José Gomes da Frota, sobralense, Antônio Sabóia de Sá Leitão, Euclides Deocleciano de Albuquerque e Samuel Felipe de Sousa Uchoa, cearenses.

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Major Jarbas Cavalcante de Aragão – Engenheiro Militar. Filho de Doroteu Aragão e D. Maria Olímpia Cavalcante, nasceu a 27 de setembro de 1905, em Granja e com um mês de idade, seus pais se transportaram para Sobral, onde fixaram residência.
Fez os estudos primários em Sobral e o curso de Humanidades em Fortaleza, no Colégio Castelo Branco, Instituto Miguel Borges e depois no Liceu do Ceará.
Matriculou-se na Escola Militar do Rio de Janeiro, a 23 de fevereiro de 1923. Passou a Aspirante a 30 de dezembro de 1925. Foi promovido a 2º Tenente a 23 de janeiro de 1926. 1º Tenente a 26 de janeiro de 1928 e depois a Capitão. Tem o curso de Engenharia pelo Regulamento de 1924 e Educação Física.
Atualmente é Major de Engenheiros e Professor da Escola Militar do Rio de Janeiro.
São seus irmãos: Capitão Vicente Cavalcante de Aragão, Tenente Raimundo Cavalcante Aragão, Pilotos aviadores, falecidos e José Moacir Cavalcante.

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Dr. Jarbas Ibiapina – Médico Veterinário. Filho do Desembargador Antônio Ibiapina e D. Maria do Carmo Ferreira da Rocha Ibiapina, nasceu em Sobral a 17 de julho de 1896.
Foram seus avós pelo lado paterno D. Carolina Furtado de Mendonça e pelo lado materno Antônio Ferreira da Rocha e D. Maria Lira Pessoa.
Fez os estudos primários em Sobral, com o Prof. Luiz Felipe e o curso de Humanidades na cidade de Pinheiro, no Estado do Rio, exercendo ao mesmo tempo as funções de professor.
Matriculou-se na Escola de Veterinária de Belo Horizonte, em Minas Gerais onde colou grau de médico veterinário, em 1836.
Tem colocado em diversos jornais de Belo Horizonte, sobre assuntos veterinários.
É funcionário da inspetoria do Serviço de Defesa Animal, de Belo Horizonte e atualmente Diretor do Posto Veterinário de São João d’El Rei, em Minas.
É irmão do Dr. Antônio Ibiapina, médico e de D. Nair Ibiapina, professora.

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Dr. Jaime Viriato Figueira de Sabóia – Engenheiro Civil. Filho do Cel. José Viriato Figueira de Sabóia e D. Antônia Adélia Figueira de Sabóia, nasceu em Sobral a 9 de dezembro de 1894.
Foram seus avós paternos José Carlos Figueira de Sabóia e D. Emiliana Viriato de Sabóia, e maternos Dr. Antônio Firmo Figueira de Sabóia e D. Maria do Livramento Bandeira de Melo.
Fez os estudos primários em Sobral, com o Mons. Fortunato Linhares e Prof. Luiz Felipe e Silva, e o curso de Humanidades no Liceu da Bahia.
Formou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica no Rio de Janeiro.
Há quase vinte e cinco anos que exerce o cargo de Engenheiro da Prefeitura do Rio de Janeiro, tendo planejado e demolição do Morro do Castelo e reconstruído quase toda área. Diretor da secção da Carta Cadastral.
É irmão do Dr. Leopoldo Viriato Figueira de Sabóia, médico, residente em São Paulo.

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Tenente-Coronel Jerônimo José Figueira de Melo – Oficial da Guarda Nacional. Nasceu em Sobral. São seus progenitores o Major João Pedro da Cunha Bandeira de Melo e D. Francisca das Chagas Bandeira de Melo.
Possuidor de fazendas de gado e gozava de grande prestígio político. Foi delegado de Polícia, Vereador da Câmara e Juiz de Paz, em Sobral.
Casou-se com D. Jacinta Viriato de Medeiros, filha do Coronel Antônio Viriato de Medeiros e D. Maria Jerônimo Figueiredo de Melo.
Não houve sucessão.

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D. Jerônimo Tomé da Silva – Arcebispo Primaz. Filho de João Tomé da Silva e D. Maria da Penha Tomé da Frota, nasceu em Sobral a 12 de junho de 1849.
[A PÁGINA DE CONTINUAÇÃO DESTA BIOGRAFIA SE ENCONTRA NULA/EM BRANCO]

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Dr. Jerônimo Martiniano Figueira de Melo – Conselheiro. Filho de Jerônimo José Figueira de Melo e D. Maria do Livramento. Nasceu em Sobral, a 19 de abril de 1809.
Bacharelou-se pela Academia de Direito de Olinda, em 1832 na turma dos primeiros 41 bacharéis formados nessa Academia.
Exerceu inúmeros cargos de alta relevância. Foi Juiz de Direito da Comarca de Fortaleza, Secretário do Governo de Pernambuco, Presidente do Maranhão, membro do Tribunal da Relação de Pernambuco, chefe de Polícia da Corte do Rio de Janeiro, membro do Presidente do Tribunal da Relação da Corte do Rio de Janeiro, Presidente do Rio Grande do Sul e, finalmente, membro do Supremo Tribunal de Justiça da Corte.
Jornalista vigoroso e orador eloquente defenderam os Bispos D. Vital e D. Antônio Marcelo Costa, na famosa Questão Religiosa no Segundo Império.
Era conselheiro do Império e foi Deputado pelas províncias do Ceará e Pernambuco e Senador por Pernambuco.
Publicou muitas obras de valor.
Casou-se com D. Maria Paes de Andrade, de Pernambuco, filha do Comendador Francisco Carvalho Paes de Andrade e D. Ana Moreira Maciel Gondim.
Faleceu no Rio de Janeiro a 28 de agosto de 1878.

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Dr. Jerônimo de Xerez – Magistrado. Filho de Francisco Antônio de Xerez Linhares, nasceu em Sobral, a 22 de novembro de 1867.
Foi Juiz de Direito da Comarca de Borba, no Estado do Amazonas.
Casou-se com D. Maria Pio de Xerez, filha de Gabriel Pequeno Ibiapina e D. Antônia Belina.
Do consórcio houve os seguintes filhos: D. Teodolina de Xerez Araújo, casada com o Tenente José Correia de Araújo; D. Maria Dolores de Xerez, casada com o Dr. Adolfo de Oliveira Góes; Dr. Sebastião Moacir de Xerez, engenheiro, casado com D. Maria do Carmo Aguiar; D. Maria Antonieta Xerez, professora normalista em Manaus; D. Luzia Jaci de Xerez, casada com Antônio Jesus da Silva; Antônio Agamenon de Xerez; D. Edite de Xerez, casada com Vicente Sobral; D. Elza de Xerez, contadora, residente em Manaus; D. Cibele de Xerez, professora normalista, e D. Virgínia de Xerez, casada com Antônio Quariguazi da Frota.
Faleceu em Belém do Pará a 26 de dezembro de 1927.
É irmão do Dr. José de Xerez.

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Dr. João Adolfo Ribeiro da Silva – Magistrado. Nasceu em Sobral a 13 de abril de 1841.
Era formado em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de São Paulo, em 1868 e publicou várias obras de valor.
Foi Juiz de Direito de São Benedito.
Faleceu em Sobral a 6 de fevereiro de 1884.

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Coronel João Aimbiré Mendes – Oficial do Exército. Filho de Manoel Felizardo Pereira Mendes e D. Maria Cândida Rocha Mendes, nasceu em Sobral a 8 de março de 1879.
Foram sus avós paternos Antônio Mendes Ferreira de Vasconcelos e D. Teodora Ferreira da Costa e maternos o Comendador João Mendes da Rocha e D. Cândida Furtado Mendes da Rocha.
Fez os estudos primários em sua terra natal, com o Professor Vicente Arruda.
Em 15 de março de 1895, matriculou-se na Escola Militar em Fortaleza.
Seguiu depois para o Rio de Janeiro, sendo declarado Aspirante a 14 de outubro de 1903. Foi promovido a 1º Tenente a 2 de agosto, com antiguidade a 14 de outubro de 1911. Capitão a 8 de janeiro de 1919. Major a 22 de outubro de 1924, por merecimento. Tenente Coronel a 26 de julho de 1928, por merecimento. Coronel a 15 de agosto de 1931, por antiguidade. Tem o curso geral, pelo Regulamento de 1898 e 1913 e de aperfeiçoamento e revisão de 1920.
É engenheiro geografo pela Escola Maior do Exército, da qual era Diretor o Marechal Alcino Braga Cavalcante, sobralense.
Casou-se na cidade do Livramento, no Rio Grande do Sul a 7 de novembro de 1925, com D. Adelaide Amarante Mendes, filha de Felismino Manoel Amarante e D. Clara Belém Amarante.

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Dr. João de Albuquerque Rodrigues – Magistrado. Nasceu em Sobral a 8 de dezembro de 1839.
Formou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Recife, em 1867 e foi Juiz de Direito em São Francisco, Lavras, Tamboril, Viçosa e Santa Quitéria, no Ceará e Gurguéia, ao Maranhão.
Faleceu em Santa Quitéria a 27 de julho de 1901.

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Pe. Dr. João Augusto da Frota – Filho de Antônio da Frota e Vasconcelos e D. Ana da Frota, nasceu em Sobral.
Muito jovem ainda, embarcou para Roma, onde matriculou-se no Colégio Pio Latino-Americano, e doutorou-se em Filosofia pela Universidade Gregoriana. Ordenou-se em Roma.
Regressando ao Ceará foi nomeado lente de Matemáticas no Liceu de Fortaleza, depois diretor da Instrução Pública do Estado e mais tarde jubilado como lente de Matemáticas.
Salientou-se no movimento abolicionista e foi um dos sócios fundadores do Instituto do Ceará, do qual é hoje membro honorário.
Sendo eleito Bispo da Diocese do Pará, não aceitou o Bispado, como não aceitaram dois outros cearenses: Cônego Ananias C. do Amaral e Mons. José Teixeira da Graça.
É sobrinho do Pe. Miguel Francisco da Frota, natural de Sant’Ana e primo de D. Jerônimo Tomé da Silva, Arcebispo da Bahia.

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Tenente João Barbosa Paula Pessoa Mendes – Oficial do Exército. Filho de José Piragibe Mendes e D. Ana de Paula Pessoa Mendes, nasceu em Sobral a 12 de dezembro de 1918.
São seus avós paternos Manoel Felizardo Pereira Mendes e D. Maria Cândida Rocha Mendes, e maternos João Barbosa Paula Pessoa e D. Francisca Aragão Paula Pessoa.
Fez os estudos primários em sua terra natal. Em 20 de dezembro de 1935 concluiu os estudos de Humanidades no Colégio Militar do Ceará e a 25 de abril de 1936 matriculou-se na Escola de Guerra do Realengo no Rio de Janeiro. Declarado Aspirante a Oficial a 25 de dezembro de 1939, pelo Presidente Dr. Getúlio Vargas.
Tem o curso de Artilharia pelo Regulamento de 1929.
É irmão do Tenente Manoel Felizardo de Paula Pessoa Mendes, Oficial do Exército.

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João Batista Esmeraldo de Vasconcelos – Bacharel. Filho do Tabelião José Fabião de Vasconcelos e D. Ana Esmeralda de Vasconcelos, nasceu em Sobral a 23 de junho de 1912.
São seus avós paternos Manoel Ribeiro da Ponte e D. Francisca Nazareth da Ponte, e materno José Esmeraldo de Maria Costa D. Ana Lima Esmeraldo.
Fez os estudos primários em sua terra natal no Colégio da Assunção, de D. Mocinha Rodrigues e no Externato do Dr. Pimentel Gomes. Fez exame vestibular em 1929 no Liceu de Fortaleza; o primeiro ano de preparatórios no Colégio Cearense e os quatro últimos no Colégio Castelo Branco. Matriculou-se na Faculdade de Direito do Ceará a 18 de fevereiro de 1835 e colou grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, a 16 de dezembro de 1939, na mesma Faculdade, sendo Diretor Dr. João Otávio Lobo.
Foi Tesoureiro do Centro Estudantal Cearense no período de 1934 a 1935. Nesse último ano saiu em excursão pela zona norte do Estado, angariando donativos para a Casa do estudante, na qualidade de Presidente da Cruzada do Norte.
Em 1935, exerceu por dois meses as funções de Secretário da Prefeitura de Sobral.
Em fevereiro de 1938, independente de concurso tirou carteira de Solicitador, fornecida pelo Tribunal de Apelação do Estado e veio exercer a profissão em Sobral.
Durante os anos de 1933 e 1934, foi redator secretário da revista “Terra da Luz”, órgão oficial do Grêmio Odorico Castelo Branco e tem colaborado na “Revista de Direito” da Faculdade.
Atualmente tem escritório de Advocacia em Sobral.

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João Batista Figueira Lima – Jornalista. Filho de Francisco de Paula Oliveira Lima e D. Maria Tomazia de Oliveira Lima, natural de Sobral, nasceu a 20 de junho de 1862.
Foram seus avós paternos: José Felício de Oliveira e D. Francisca Lima.
Foi jornalista e poeta de muita inspiração. Em Fortaleza redacionou com Luiz Perdigão e A. Olímpio a “Evolução” em 1882 e em vários jornais do Ceará e Pernambuco, deixou belas poesias esparsas.
Faleceu em Fortaleza a 8 de março de 1886, quando cursava o 3º ano jurídico da Faculdade de Pernambuco.

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Major João Batista Rangel – Oficial do Exército. Filho de João Batista Rangel e D. Águida Mendes Rangel, nasceu em Sobral a 16 de abril de 1899.
São seus avós paternos: Antônio Rangel do Nascimento e D. Rita Gomes Coelho do Nascimento e maternos João Modesto Mendes e Maria José Mendes.
Matriculou-se na Escola Militar em 2 de maio de 1918. Foi declarado Aspirante a Oficial a 18 de janeiro de 1921. Promovido a 2º Tenente a 11 de maio de 1921. Promovido a 2º Tenente a 11 de maio de 1921. 1º Tenente a 31 de outubro de 1922. Capitão a 7 de abril de 1932 por antiguidade. Major a 25 de dezembro de 1937, por merecimento.
Tem os cursos de Infantaria pelo Regulamento de 1919 e Aperfeiçoamento pelo de 1920.

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Tenente Coronel João Camilo Fonteles Linhares – Oficial da Força Pública. Filho de Vicente Fonteles Linhares da Rocha e D. Ana Camilo Linhares, nasceu em Sobral a 14 de junho de 1873.
Assentou praça no Batalhão da Força Pública do Estado em Fortaleza a 14 de junho de 1892 e conseguiu ocupar o maior posto do Regime Policial.
As suas promoções têm as seguintes datas: Alferes a 1º de fevereiro de 1895; 1º Tenente a 18 de janeiro de 1899, Capitão a 16 de abril de 1914; Major graduado a 27 de abril de 1914 e confirmado no posto de Major a 22 de junho de 1923; Tenente Coronel graduado por título de 23 de novembro de 1923e confirmado a 24 de dezembro de 1924 e na mesma data foi graduado no de Coronel em Comissão.
Foi comandante do Regime Policial do Estado desde 24 de dezembro de 1924 a 11 de julho de 1928; sendo reformado em 10 de julho de 1930.
Casou-se em Sobral com D. Maria Fonteles Linhares, de cujo consórcio houve uma filha, D. Francisca Linhares, casada com Carlos Calmon Ribeiro, residente em Fortaleza.
São seus irmãos: José Camilo Fonteles Linhares, Francisco Camilo Fonteles Linhares, Vicente Camilo Fonteles Linhares e Maria Camilo Fonteles Linhares.

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Conselho Dr. João Capistrano Bandeira de Melo – Filho do Capitão Jerônimo José Figueira de Melo, de Pernambuco e D. Maria do Livramento Monte, nasceu em Sobral a 23 de outubro de 1811.
Bacharelou-se pela Academia de Olinda em 1833e doutorou-se pela mesma Academia, havendo diferenciado tese.
Foi professor Catedrático de Direito Comercial, Deputado geral pelo Ceará em diversas legislaturas e Presidente das províncias de Alagoas, Paraíba e Minas Gerais.
Publicou diversas obras de valor e os livros de versos: “Poesias”, “Um Episódio”, “Rodolfo” e “O Túmulo”.
Era Conselheiro do Império e Comendador da Ordem da Rosa e Membro do Supremo Conselho Naval.
Casou-se com D. UmbelinaFernandes de Barros, natural de Pernambuco.
São seus filhos: Conselheiro Dr. João Capistrano de Melo Filho, que casou com D. Ana Lima de Barros; Dr. Jerônimo Emílio Bandeira de Melo, que casou com D. Emília Monte Corvo; Dr. Ernesto Bandeira de Melo e D. Umbelina Bandeira de Melo, que casou com o Dr. Esperidião Elói de Barros Pimentel.
Faleceu no Rio de Janeiro a 30 de maio de 1881.

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Capitão João Carlos Ferreira Ibiapina – Oficial do Exército. Natural de Sobral. Tinha o curso de Artilharia e foi Secretário da Comissão Técnica Militar Consultiva.
Faleceu em Monte Santo na Bahia, a 20 de agosto de 1897, quando voltava da Campanha de Canudos, onde se batera com bravura.

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Dr. João Carlos Pereira Ibiapina – Magistrado. Bacharelou-se pela Faculdade de Olinda, 1837. Foi Professor do Liceu do Ceará, Deputado Provincial e Juiz de Direito.
Faleceu a 2 de maio de 1875, como Juiz de Direito aposentado.

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João Donizetti Gondim – Maestro. Filho do maestro Raimundo Donizetti Gondim e D. Ana Lopes Gondim, nasceu em Sobral a 23 de setembro de 1883.
São seus avós paternos: Galdino José Gondim e Maria Clara Gondim e maternos Raimundo Lopes Cavalcante e Maria Lopes Cavalcante.
Fez os estudo primários em sua terra natal com o Prof. Vicente Arruda e música com seu pai maestro Raimundo Donizetti.
Há muitos anos reside em Manaus, onde ocupa o lugar de Diretor do Teatro do Amazonas.
É notável compositor. São conhecidas entre muitas as seguintes composições:
“Quantas Saudades”, valsa – Letra de D. Taumaturgo Vaz notável dramaturgo. “O meu sonho morreu” e “Dengo, dengo, dengo”, choro.

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Dr. João Ernesto Viriato de Medeiros – Senador. Filho do Cel. Antônio Viriato de Medeiros e D. Maria Jerônima Figueira de Melo, nasceu em Sobral a 23 de junho de 1823.
Doutor em Matemáticas pela antiga Academia Militar e formado em Engenharia, foi Deputado, Senador pela província do Ceará e era comendador da Ordem de São Bento de Aviz.
Autor de trabalhos de valor sobre estradas de ferro e seca do Nordeste.
Desempenhou diversas comissões do governo na Europa e na América.
Casou-se no Rio de Janeiro, mas não deixou sucessão.
Faleceu aos 76 anos no Rio a 27 de junho de 1900.
São seus irmãos: Major José Peregrino, Dr. José Gonçalves Viriato de Medeiros e Dr. Trajano Viriato de Medeiros.

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João Evangelista da Frota – Capitalista. Filho de Pedro Frota e D. Izabel Maria da Frota, nasceu em Sobral.
Casou-se com D. Maria da Silva Frota, filha do Comendador João Tomé da Silva.
Sãos seus filhos: Dr. Jerônimo Frota, casado, residente no Rio; D. Amélia Frota, casada com o Cel. José Gentil; D. Palmira Frota, casada, residente no Rio; D. Ester Frota, falecida, casada com Antônio Machado Coelho; Francisco Frota, João Evangelista da Frota, D. Cândida Frota, D. Joaquina Frota e Dr. Heitor Frota, Médico, residente no Rio de Janeiro.

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João Evangelista da Frota Vasconcelos – Bacharel. Filho de Joaquim da Frota e Vasconcelos e D. Joana Crisóstomo da Frota e Vasconcelos, nasceu em Sobral.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Academia de Direito de Pernambuco.
Foi Promotor de Recife e redator e fundador da revista “Cultura Acadêmica”, e ocupou por alguns anos o lugar de Bibliotecário da Faculdade.
Faleceu26 de janeiro de 1907, em Caxambu.

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João Ferreira de Almeida Guimarães – Bacharel. Natural de Sobral, fez os estudos acadêmicos em Recife, onde colou grau de Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito, em 1869.
Dedicou-se à Advocacia e foi Diretor da Secretaria do Governo em Pernambuco.

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Desembargador João Firmino de Holanda Cavalcante – Magistrado. Filho do Major João Antônio de Holanda Cavalcante e D. Maria Sancha Cavalcante, nasceu no município do Ipu, a 18 de setembro de 1841, mas, sendo muita criança seus pais se transportaram para Sobral, onde fixaram residência.
Em Sobral fez os estudos primários.
Seguindo para Recife, bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito a 9 de dezembro de 1867.
Regressando a Sobra, dedicou-se à Advocacia até 1886, quando foi nomeado Juiz Substituto de Fortaleza, cargo que exerceu até 1891, sendo então nomeado Juiz de Direito de Barbalha, depois de Fortaleza e em 1899, Desembargador da Relação do Estado.
Foi Deputado provincial em duas legislaturas.


Faleceu a 31 de março de 1905.

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