domingo, 1 de maio de 2011

Bispos de Sobral




DOM JOSÉ

O primeiro bispo de Sobral foi D. José Tupinambá da Frota. Filho de Manuel Artur da Frota e Raimunda Artemísia Rodrigues Lima, nasceu em Sobral, no dia 10 de setembro de 1882. Fez os estudos primários na cidade natal, vindo a concluir o curso secundário no seminário de Salvador. Em Roma fez os cursos de Filosofia e Teologia, sempre com brilhantismo. De lá voltou Doutor nessas duas matérias. Na Cidade Eterna foi ordenado padre, no dia 29 de outubro de 1905. Em 1906, ao voltar ao Brasil, trabalhou inicialmente em Sobral, ajudando o Pe Diogo, seu tio, nos afazeres paroquiais. Em 1907, atendendo o convite de D. José de Camargo Barros, lecionou Teologia Dogmática, Ética e Liturgia no Seminário da Ipiranga, em São Paulo. Em 1908, foi nomeado por D. Joaquim, vigário da Paróquia de Sobral, onde fixou residência. Durante os oito anos em que esteve à frente desta paróquia, deu provas de seu dinamismo empreendedor, raro talento administrativo e admirável piedade pastoral: melhorou e embelezou a Matriz, estruturou a catequese, deu nova vida às associações religiosas, dignificou os atos litúrgicos e fundou um dispensário, dedicando-se aos pobres e enfermos. Com a criação da Diocese de Sobral, em 10 de novembro de 1915, pelo Papa Bento XV, foi nomeado como seu primeiro bispo. Sua sagração episcopal teve lugar na Bahia no dia 29 de junho de 1916, aos 33 anos de idade, por D. Jerônimo Thomé da Silva, arcebispo primaz da Bahia. Sua posse nesta diocese se deu no dia 22 de julho do mesmo ano. Em seu longo episcopado foi considerado, pelo conjunto de sua obra eclesial, política, cultural e administrativa, o segundo fundador de Sobral. Quis fazer de sua cidade uma nova Roma, equipando-a de aparato multiforme, constituído pelo Seminário São José, na Betânia, os colégios Sant’Ana e Sobralense, a Santa Casa de Misericórdia, o jornal Correio da Semana, o Abrigo Sagrado Coração de Jesus, o Banco Popular e o Museu Diocesano. Ortodoxo, de moral ilibada, nunca descurou do seu rebanho, dedicando-se com desvelo à sua missão. Foi o maior benfeitor da cidade de Sobral. Durante 51 anos, dos quais 8 como vigário e 43 como bispo, foi o chefe, o líder, o pai espiritual da comunidade sobralense. Escreveu e publicou dois livros: “História de Sobral” e “Traços biográficos de Manuel Artur da Frota”. Faleceu no dia 25 de setembro de 1959, aos 77 anos de idade. Foi sepultado no pavimento da Capela do Santíssimo, na Catedral, a seu pedido, sob um epitáfio esculpido em mármore, com essas palavras: “Ad pedes Domini pie requiescat”. Seu lema: “Opportet illum regnare”.

DOM MOTA

O segundo bispo de Sobral foi o pernambucano D. João José da Motta e Albuquerque, nomeado pelo Papa João XXIII. Filho de José Feliciano da Motta e Albuquerque e Aline Ramos, nasceu em Recife-PE, aos 27 de março de 1913. Fez o primeiro grau em Nazaré da Mata e o segundo grau, o curso de filosofia e teologia no Seminário de Olinda. Foi ordenado padre aos 28 de abril de 1935, em Nazaré da Mata. Como padre, desempenhou as seguintes funções: capelão de casas de religiosas, pároco de Nazaré da Mata, pró-Vigário Geral da Diocese de Nazaré da Mata, diretor do Colégio São José; secretário do bispado de Nazaré da Mata. Sua ordenação episcopal ocorreu também em Nazaré da Mata, aos 28 de abril de 1957. Foi bispo de Afogados da Ingazeira-PE, de 1957 a 1961; nomeado bispo de Sobral-CE pelo Papa João XXIII, tomou posse dessa diocese no dia 21 de maio de 1961, ocupando este cargo até 15 de julho de 1964, quando foi designado para a Arquidiocese de São Luís, no Estado do Maranhão. Em sua curta passagem como bispo de Sobral, D. Mota participou do Concílio Vaticano II, dedicando-se ativamente aos trabalhos conciliares. Ao regressar de Roma, procurou adaptar as pastorais da diocese às orientações do Concílio; organizou as paróquias, agrupando-as em regiões pastorais; incentivou a missa dominical para o povo e levou a Palavra de Deus para o interior; lutou pela criação e implantou a Diocese de Tianguá. Lema: In manus tuas. Faleceu aos 12 de setembro de 1987.

DOM WALFRIDO TEIXEIRA VIEIRA

O terceiro bispo de Sobral foi D. Walfrido Teixeira Vieira. Filho de Galdino Feliciano Vieira e Honorina Teixeira Vieira, nasceu no dia 17 de dezembro de 1921, em Jaguaquara-BA. Estudou o primeiro grau em Jaguaquara e o segundo grau no Seminário Menor São José, em Salvador. Fez o curso superior de Filosofia e Teologia no Seminário Santa Teresa, em Salvador. Sua ordenação presbiteral se realizou em Amargosa-BA, aos 29 de junho de 1946. Desde sua ordenação sacerdotal ocupou os cargos de secretário do bispado de Amargosa, reitor do Seminário Nossa Senhora do Bom Conselho de Amargosa; capelão das irmãs sacramentinas, professor do Ginásio e Escola Normal Santa Bernadete e diretor da Escola Técnica de Comércio, em Amargosa. Sua nomeação episcopal se deu aos 15 de março de 1961, como bispo titular de Lauranda e bispo auxiliar do Cardeal Arcebispo de Salvador. Sua ordenação episcopal se realizou em Salvador, aos 26 de junho de 1961, por D. Augusto Álvaro da Silva. Exerceu o cargo de bispo auxiliar de Salvador de 1961 a 1965. Foi nomeado bispo diocesano de Sobral pelo Papa Paulo VI, aos 06 de janeiro de 1965, vindo a tomar posse dessa diocese no dia de São José do referido ano. Durante 33 anos governou esta diocese com zelo apostólico e dedicação. Revestido de duas virtudes fundamentais para o pastoreio, humildade e mansidão, cativou a simpatia de seu clero e diocesanos. Seu longo episcopado foi marcado pelo implemento das transformações provocadas na Igreja pelo Concílio Vaticano II e pelas Conferências de Puebla e Medelin, adequando-a ao mundo moderno, pela valorização do trabalho leigo e pela opção preferencial pelos pobres. Dentro desse espírito, fomentou ações de assistência à saúde e à educação, voltadas para os excluídos. Apoiou a Faculdade de Filosofia e, com a criação de nossa Universidade, cedeu os prédios do antigo Seminário São José e do Colégio Sobralense para neles funcionar, gratuitamente, por mais de uma década, a novel universidade. Renunciou o governo desta diocese em 17 de março de 1998. Continuou morando em Sobral, passando três anos como Bispo Emérito, recebendo o título de Doutor Honoris Causa da UVA, e o título de cidadão sobralense da Câmara Municipal de Sobral. Depois de sua jornada na terra, toda consagrada ao Senhor e à sua Igreja, faleceu em Sobral, aos 09 de novembro de 2001. Lema: Secundum Verbum Tuum.

DOM ALDO DI CILLO PAGOTTO

Tendo sido nomeado bispo coadjutor, com direito à sucessão, D. Aldo assumiu como titular desta diocese no dia 18 de março de 1998, constituindo-se no quarto bispo de Sobral. Nasceu em São Paulo, no dia 16 de setembro de 1949. Os pais, Ângelo e Rosa, eram filhos de imigrantes italianos. Foi ordenado padre nos dia 7 de dezembro de 1977, pelas mãos de Dom José Eugênio Corrêa, em Caratinga (MG). Como padre, membro da Congregação dos Sacramentinos, serviu a Igreja em Caratinga, Uberaba (MG), São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife. Dom Aldo foi ordenado bispo no dia 31 de outubro de 1997, por Dom Cláudio Hummes, então Arcebispo de Fortaleza e hoje Cardeal. Durante seis anos de profícuo trabalho, D. Aldo presidiu, concomitantemente, a Regional Nordeste I da CNBB e reorganizou administrativa e eclesialmente a Diocese. O seu ministério episcopal caracterizou-se pelo fiel seguimento às orientações emanadas pela Santa Sé. Carismático, culto e inteligente, imprimiu nova postura pastoral à Diocese. Fez ressurgir o Seminário São José, construindo um prédio novo, adaptado à realidade hodierna. Trabalhando em conjunto com a Prefeitura Municipal e a UVA deu apoio decisivo para a criação dos cursos de Direito e Medicina, em Sobral, disponibilizando, no caso da Medicina, a Santa Casa de Misericórdia e o Hospital do Coração para aulas práticas e estágio dos alunos. D. Aldo defendeu ardorosamente o curso de Filosofia, com o apoio de D. Javier Arnedo, bispo de Tianguá, hoje uma feliz realidade. Em 05 de maio de 2004, foi nomeado arcebispo da Arquidiocese de João Pessoa, na Paraíba. Lema: “Um só Corpo e um só Espírito”.


DOM FERNANDO SUBURIDO

Filho de Pedro Antônio Saburido e de Severina Gomes Saburido, D. Antônio Fernando Saburido nasceu aos 10 de junho de 1947, no distrito de Juçaral, município de Cabo de Santo Agostinho-PE, Concluiu os estudos primários na cidade de Vitória de Santo Antão-PE e os estudos secundários no Seminário Menor da Imaculada Conceição da Arquidiocese de Olinda e Recife. Cursou o Ensino Médio (científico) no mesmo Seminário Menor e no Colégio Estadual Oliveira Lima. Depois de trabalhar por oito anos num estabelecimento comercial de Recife, ingressou para a vida monástica, em 1975, no Mosteiro de São Bento de Olinda-PE, em cuja Escola Teológica concluiu os cursos de Filosofia e Teologia. Emitiu a primeira profissão religiosa aos 21 de março de 1978 na Ordem Beneditina e, em 1981, a profissão Solene e a Consagração Monacal. Foi ordenado sacerdote aos 17 de dezembro de 1983. Exerceu, como padre, os seguintes ministérios: - Ecônomo do Mosteiro de São Bento de Olinda, de 1980 a 1988 - Vigário paroquial na Paróquia de Santa Terezinha, em Bonança-PE e Administrador Paroquial na Paróquia de Nossa Senhora de Guadalupe, em Olinda. - Em junho de 1989 foi nomeado Administrador Paroquial e, sucessivamente, Pároco da Paróquia de São Lucas, em Olinda. - Em 1988 foi nomeado Vigário Geral e Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Olinda e Recife. - Foi Capelão do Hospital do Câncer em Recife de 1991 a 1999 - Em 1995 foi nomeado Bispo de Tartia Montana e Auxiliar de Olinda e Recife - Entre 2002 e 2005 foi presidente do Regional Nordeste II da CNBB - Em 18 de maio de 2005 foi nomeado Bispo Diocesano de Sobral. Lema: Secundum Verbum Tuum.

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